De acordo com a consultoria, mais do que nunca, colaboradores precisarão atuar de forma integrada às decisões de negócios digitais

6 de setembro de 2016

 

O aumento da presença digital nas empresas irá alterar significativamente o modo como os profissionais de segurança lidam com a proteção. Mais do que nunca, os colaboradores precisarão atuar de forma integrada às decisões relativas aos negócios digitais e trabalhar junto aos líderes empresariais para assegurar a segurança corporativa.

“Atualmente, a segurança consiste em termos uma abordagem holística de todos os seus aspectos. A segurança digital é a próxima evolução em cibersegurança para proteger essa abrangente presença digital”, afirma Earl Perkins, vice-presidente de pesquisas do Gartner, que projetou seis tendências dentro desse contexto.

  1. Busca do equilíbrio –“Enquanto a segurança vai para um estado integrado dentro de cada setor da empresa, os profissionais da área estão sob uma pressão cada vez maior para equilibrar o risco e a resiliência”, diz o executivo. A meta será equilibrar a gestão do risco com a necessidade crescente da capacidade de resposta e de requisitos de conceito aberto das empresas. Para equilibrar risco e resiliência, os profissionais de TI devem criar métodos que permitam formas mais rápidas para tratar problemas com segurança e que demonstre agilidade.
  2. Aceleração da geração de habilidades e convergência –“À medida que as tendências de segurança mudam, as empresas devem incorporar novos conjuntos de habilidades, tais como ciência de dados, automatização da segurança e a gestão da identidade onipresente”, destaca Perkins. Será um desafio encontrar todas essas pessoas e, assim, os serviços externos se tornarão cada vez mais importantes. Para seus funcionários atuais, as companhias devem identificar as habilidades faltantes e focar na criação de profissionais versáteis que sejam capazes de preencher esses diversos requisitos.
  3. Desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento digital de segurança –“Conforme o número de softwares envolvidos na cadeia de fornecimento tradicional cresce, as tecnologias digitais criam uma cadeia de fornecimento igualmente digital, usando serviços de cloud”, explica o analista do Gartner. Os profissionais de segurança devem desenvolver uma estratégia para a Nuvem pública, avaliar se a estratégia de Nuvem privada da empresa pode ser empregada e criar uma abordagem de controle do ciclo de vida da Nuvem. Finalmente, as empresas devem implementar essas estratégias gradativamente para que a segurança da Nuvem não se torne difusa com tantos operadores.
  4. Inclusão da arquitetura de segurança adaptável –“As empresas já têm uma infinidade de produtos relacionados à segurança, prevenção, detecção e resposta”, afirma Perkins. Os responsáveis pela segurança devem alterar sua mentalidade de resposta a incidentes para resposta contínua, gastar menos tempo na prevenção e investir mais na detecção e reação. As redes, de acordo com o contexto, são capazes de fornecer diversas fontes de informação que os profissionais da segurança podem usar para determinar um ataque. As companhias devem arquitetar uma segurança contínua e abrangente para fornecerem visibilidade para suas diferentes camadas para a segurança futura.
  5. Adaptação da infraestrutura de segurança –“Devido ao aumento da conectividade e da diversidade de dispositivos, diferentes tipos de rede que nunca haviam se interligado estão se conectando”, diz o analista. Como resultado, os profissionais da segurança precisam tomar decisões para equiparem os pontos de integração dessas redes. As empresas devem criar diretrizes para as áreas de confiança para a segmentação da rede e avaliarem as técnicas de descoberta para que estejam cientes das mudanças que ocorrem em nível físico. Além disso, como esta é uma área para onde a segurança móvel tem sido direcionada, as empresas devem melhorar seus conjuntos de habilidades de segurança para incluírem todos os meios de comunicação sem fio e observarem a indústria móvel para aprenderem a simplificar as camadas de segurança.
  6. Definição da administração e do fluxo da segurança de dados –“As empresas precisam de uma abordagem focada na política de uso, monitoramento e proteção, e agrupar a infinidade de tipos de produtos do mercado em distintos segmentos. Dessa forma, os profissionais podem trabalhar de forma eficaz na criação da arquitetura de segurança. É preciso começar a lidar seriamente com os tipos de dados e focar na proteção dos aparelhos e na criação de perfis do fluxo de dados para determinar a estratégia de segurança para Internet das Coisas. No geral, as empresas devem avançar em direção à lógica que inclui a governança e que mostra algum formalismo na segurança de seus dados”, afirma Perkins.

 

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/seis-tendencias-em-ciberseguranca-segundo-o-gartner

ancos começam a realizar transações com a tecnologia bitcoin

5 de setembro de 2016

O mercado de bitcoin começa a mostrar cada vez mais sinais de amadurecimento. Aos poucos pequenas e grandes instituições financeiras começam a utilizar plataformas e sistemas que colaboram para agilizar processos operacionais cotidianos e reduzem os custos e a burocratização de transações.

A exemplo disso, um grupo envolvendo sete bancos, que inclui o Santander, o UniCredit e o CIBC já começaram a movimentar dinheiro real internacionalmente utilizando a tecnologia baseada no sistema blockchain. No mês de junho, os bancos anunciaram que utilizaram ativos digitais na plataforma Ripple como parte de projetos de realização de pagamentos internacionais. Ao invés de operarem transações através de contas em moeda local em bancos de todo o mundo, as instituições financeiras optaram por converter o dinheiro do Ripple, conhecido como XRP, para em seguida concluírem a transação quase que automaticamente. Sem a tecnologia, o processo de compensação demorava de três a cinco dias, além de ser sujeito a erros.

Chris Larsen, presidente-executivo e cofundador da Ripple, declarou que o acordo realizado com os sete bancos representa “um grande marco, talvez um ponto de inflexão” no mercado de moedas digitais. Atualmente, os bancos que utilizam o Ripple incluem o alemão ReiseBank, o suíço UBS, National Bank of Abu Dhabi e o canadense ATB Financial. O blockchain funciona como uma espécie de livro de registros virtuais, constituindo-se em uma plataforma de dados com cópias idênticas distribuídas por diferentes computadores e controlado por várias entidades sem que nenhum órgão sirva como autoridade central, apenas as partes envolvidas nas transações. A tecnologia baseada no sistema tem sido buscada por diversas empresas que procuram maneiras de reformular suas operações e reduzir custos. Apesar de ter considerado em sua revisão anual que sistemas como o Ripple podem aumentar a eficiência de transações financeiras e diminuir os custos de transações, o Conselho de Fiscalização da Estabilidade Financeira dos Estados Unidos também afirmou que os sistemas “apresentam certos riscos e incertezas”. A ressalva foi feita depois que a DAO, organização que utiliza o blockchain da moeda virtual ethereum, sofreu um ataque cibernético onde os hackers levaram cerca de US$ 60 milhões.

 

Fonte: http://corporate.canaltech.com.br/noticia/negocios/

santander-e-outros-bancos-comecam-a-realizar-transacoes-com-a-tecnologia-bitcoin-73619/

General Electric economizará US$ 500 milhões com internet industrial

4 de setembro de 2016

 

Um executivo da General Electric revelou à agência Reuters que a companhia deverá economizar US$ 500 em 2016 graças à internet industrial. A GE também anunciou, em uma coletiva de imprensa realizada na China, que firmou uma parceria com a Huawei para desenvolver sua estratégia nesse mercado. Internet industrial é como a GE chamou a fusão das tecnologias Big Iron e Big Data para criar máquinas que empregam os chamados dados inteligentes. Uma das maiores fabricantes de motores a jato e locomotivas diesel do mundo, a GE deseja se conectar a essas máquinas usando a internet ao produzir dados que podem melhorar a produtividade, reduzir as emissões de poluentes e o gasto com combustível. A companhia também inaugurou um espaço digital em Xangai nesta quarta-feira (20), onde planeja incubar novas startups e manter desenvolvedores trabalhando em novas aplicações com essa tecnologia. Quanto à parceria com a Huawei, por enquanto as companhias não divulgaram detalhes. Fonte: Reuters

Matéria completa:   http://corporate.canaltech.com.br/noticia/empresas-tech/

general-electric-economizara-us-500-milhoes-com-internet-industrial-73951/

 

Dez aplicações possíveis de Internet das Coisas em PMEs

3 de setembro de 2016

Possibilidades da IoT são infinitas e vão desde a gestão do ciclo de vida do produto até o uso em verticais específicas

 

Internet das Coisas (IoT) é a “revolução silenciosa…cuja hora finalmente chegou” de acordo com uma pesquisa recente da Unidade de Inteligência Economista (EIU), que mostra que 96% dos líderes de negócios esperam que seus negócios estejam usando Internet das Coisas, de uma forma ou de outra, em 2016.

Além disso, 60% dos 779 líderes de negócios globais que participaram da pesquisa concorda que empresas lentas na integração de Internet das Coisas ficarão para trás de seus competidores.

No entanto, tais iniciativas não são apenas para grandes corporações. A Internet das Coisas também oferece muitas oportunidades para as pequenas e médias. Na verdade, investir em aplicações e tecnologia ao invés de mais pessoas, as PMEs e startups podem ser igualmente – ou até mais – competitivas, mesmo continuando pequenas.

As possibilidades que surgem com a Internet das Coisas são infinitas, passando por todos os estágios do ciclo de vida do produto até ocasiões de uso em indústrias verticais específicas. Aqui estão 10 exemplos de como PMEs podem utilizar Internet das Coisas para manter uma vantagem competitiva:

  1. Design e Marketing de Produto –Sensores podem reportar exatamente onde, quando e como um produto é usado para ajudar em processos de design e marketing. O processo de coleta de dados em tempo real pode ter um custo menor, ser mais rápido e mais preciso que pesquisas com o consumidor e pesquisas de mercado.
  2. Manutenção de Produto –Informação sobre desgaste de componentes pode ajudar a cortar custos de manutenção e operação, além de identificar potenciais falhas de equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma máquina quebra durante uma impressão o dano financeiro é bem alto incluindo o custo do envio de técnicos para reparos emergenciais, assim como a perda de confiança do consumidor e possíveis penalidades por atraso na entrega. Ao sentir vibrações ou indicações de calor que possam indicar potenciais problemas nos equipamentos, os técnicos podem ser enviados proativamente para prevenir a falha no equipamento.
  3. Vendas de Produtos –Monitorando a condição e o uso de componentes conectados, PMEs podem prever quando consumidores precisarão de peças de substituição e garantir que tenham os produtos certos disponíveis no inventário. Vendas proativas de partes de reposição podem também prevenir perda de receita para outros vendedores.
  4. Engenharia de Produto –Monitorar condições das máquinas, configurações e uso pode resultar em ajustes que podem melhorar escolhas de materiais e de design.
  5. Logística –Sensores em grandes contêineres de entrega podem receber dados em tempo real sobre onde está um pacote, qual a frequência de manuseio e qual sua condição. Ao conectar esta informação com o sistema de gerenciamento do depósito, empresas podem aumentar sua eficiência, acelerar o tempo de entrega e melhorar o atendimento ao consumidor.
  6. Processos de Fabricação –Ao monitorar a condição, as definições e o uso do equipamento de produção, os problemas que impactem os níveis de saída podem ser identificados para ativar ações de correção e aumentar o tempo de funcionamento e a eficiência.
  7. Manutenção de Frota –Sensores podem ser usados para monitorar velocidade, quilômetros por litro, quilometragem, número de paradas e saúde do motor para frotas de serviço de campo. Ao monitorar a condição do veículo e problemas de uso, reparos podem ser agendados evitando interrupções inesperadas na logística, comportamentos que diminuam a eficiência do combustível podem ser identificados e dicas de condução customizadas podem ser distribuídas. Além de diminuir os custos do combustível, manutenção e condução mais eficientes podem diminuir emissões de CO² e aumentar a expectativa de vida dos veículos.
  8. Transporte –PMEs podem oferecer serviços baseados em aplicações de Internet das Coisas para promover a tendência de cidade inteligente. Por exemplo, Barcelona oferece parquímetros inteligentes que operam através de Wi-Fi na cidade toda, fornecendo aos moradores atualizações em tempo real sobre vagas disponíveis e permitindo que paguem com seu próprio telefone. Pontos de ônibus inteligentes exibem os horários de chegada de forma precisa e possibilitam que os passageiros recebam atualizações adicionais em tempo real através de painéis touch screen.
  9. Agricultura –Sensores podem ser usados para monitorar temperatura do ar, do solo, velocidade do vento, umidade, radiação solar, probabilidade de chuva, umidade das folhas e coloração das frutas. Agricultores podem melhorar seus rendimentos utilizando estes dados para ajustar fatores como horários e quantidades de irrigação e períodos de colheita.
  10. Medicina –Usando Internet das Coisas, os médicos e hospitais podem coletar e organizar dados vindos de dispositivos médicos conectados, incluindo wearables e monitores de saúde instalados nas casas. Ao coletar dados em tempo real, profissionais da medicina têm dados mais completos de seus pacientes, melhorando o atendimento através de diagnósticos e tratamentos mais eficazes.

Seja usando aplicações de Internet das Coisas para simplificar cadeias de produção, melhorar o conhecimento de seu cliente ou gerenciar consumo de energia, algo que todas as aplicações de Internet das Coisas têm em comum é a necessidade de se conectar.

Dados de sensores e dispositivos remotos precisam estar combinados com um ou mais sistemas back-end das PMEs incluindo seus CRMs, ERPs, gerenciamento de depósito, pagamento, atendimento ao cliente ou outras aplicações para ativar automaticamente notificações ou processos de negócios completos, ou para fornecer um painel abrangente de todas as informações importantes.

PMEs deveriam procurar uma plataforma de integração com recursos de computação em memória para fornecer processamento em tempo-real e à prova de erros da vasta quantidade de dados produzidos por sistemas de Internet das Coisas. Com todas as ferramentas para o sucesso disponíveis, não há época melhor do que está para começar.

*Stephan Romeder é managing director da Magic Software Europe.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/dez-aplicacoes-possiveis-do-conceito-de-internet-das-coisas-em-pmes

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/dez-aplicacoes-possiveis-do-conceito-de-internet-das-coisas-em-pmes

Projeto do Google é ambicioso na tecnologia em hardware

2 de setembro de 2016

Projeto do Google pode definir padrão para a tecnologia

A aposta do Google no design modular vai muito além da oferta de mais uma opção de smartphone num mercado já saturado. Segundo especialistas consultados pelo Estado, o gigante das buscas pode transformar o Ara em uma espécie de padrão para que outras fabricantes possam desenvolver seus próprios chassis e módulos de acordo com seus interesses. Procurado, o Google não comentou o projeto.

“A plataforma tem que ser aberta porque não é viável para o fabricante produzir todos os módulos sozinho”, diz Jó Ueyama, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP).

O Google não é o único que tenta criar uma plataforma de hardware aberta. A Lenovo, por exemplo, vai permitir que outros fabricantes desenvolvam módulos extras para o Moto Z, quando o produto estiver no mercado. Por enquanto, o smartphone tem somente três opções de módulos – um projetor, uma bateria extra e um alto-falante – desenvolvidos em parceria com outras empresas.

O esforço da empresa, porém, acontece apenas na direção de estimular que terceiros desenvolvam módulos para seu smartphone; a companhia não pretende tornar as configurações dos módulos compatíveis com aparelhos de terceiros.

“É improvável que uma fabricante defina um padrão. O mercado é muito competitivo e elas não querem cooperar entre si”, diz Eduardo Pellanda, professor de comunicação digital da PUC-RS. “Já o Google poderia propor um padrão de hardware que se comunicasse diretamente com o sistema operacional.”

A definição de uma plataforma padrão para dispositivos modulares é importante para que os módulos sejam fabricados em escala e para que diferentes fabricantes produzam módulos e aparelhos modulares compatíveis entre si.

Novo mercado. Assim como o surgimento das lojas de aplicativos levaram vários desenvolvedores a criar aplicações para dispositivos móveis, o mesmo pode ocorrer com a definição de um padrão para smartphones modulares. A diferença é que esse mercado estaria centrado no hardware, não no software.

Se o Projeto Ara se tornar um padrão, o Google pode tentar repetir o sucesso do sistema operacional Android, que hoje está presente em 80% dos smartphones em todo o mundo. Como a aposta é arriscada, o projeto também pode terminar engavetado como o óculos inteligente Google Glass. Mesmo após inaugurar a categoria de eletrônicos que podem ser “vestidos” pelos usuários, ele foi descontinuado em 2015.

Mesmo assim pode não ser o fim da linha para o conceito modular. Para o analista do Gartner, Tuong Nguyen, os smartphones não são os dispositivos mais adequados para isso. “Talvez a tecnologia fosse melhor aplicada em tablets e carros, pois seria mais fácil customizá-los para os usuários.”

 

 

Fonte: http://link.estadao.com.br/noticias/gadget,projeto-do-google-pode-definir-padrao-para-a-tecnologia,10000063462

Fusão bilionária entre DELL e EMC

1 de setembro de 2016

Empresa que nasce da integração se chamará Dell Technologies e terá um portfólio com servidores, PCs, storage, segurança e virtualização

Os acionistas da EMC aprovaram a fusão com a Dell. Em outubro de 2015, a fabricante de computadores anunciou que pretendia desembolsar US$ 67 bilhões pelo grupo de provedores de TI que abriga, além da própria EMC, a VMware, Pivotal, VirtuStream, RSA e VCE. Atualmente, o negócio estaria estimado em US$ 62 bilhões.

A empresa que nasce da integração se chamará Dell Technologies e terá um portfólio composto por servidores, PCs, unidades de storage, segurança, cloud e sistemas de virtualização. Com essa abordagem, irá competir contra players como HPE, Oracle, Citrix, Lenovo e muitas outras.

A fusão representa um momento histórico para a TI, pela dimensão da empresa que surge. Além disso, será um marco pessoal para Joe Tucci, CEO e chairman da EMC, que irá se aposentar. Nesse processo, a liderança da nova organização ficará nas mãos de Michael Dell.

Em maio, o novo líder forneceu alguns detalhes da empresa que emerge. Quando as operações forem combinadas, estaremos no centro da infraestrutura de TI”, comentou Dell, sinalizando que a companhia vai operar com o capital fechado e terá como pilares tecnologias em flash, cloud e equipamentos definidos por software.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/acionistas-aprovam-fusao-bilionaria-entre-dell-e-emc

A quem pertencem seus dados?

31 de agosto de 2016

Brasil precisa ficar atento para que regras de proteção, sigilo e privacidade não se traduzam em obstáculo para uma série de serviços

Os casos de bloqueio do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp e a prisão do executivo do Facebook no Brasil neste ano trouxeram, mais uma vez, à tona uma questão pertinente à sociedade atual que parece estar longe de se chegar a um consenso: segurança x privacidade.

Por um lado, temos as empresas de tecnologia que têm como parte fundamental do seu serviço garantir a privacidade de seus usuários e do outro as leis que regem o país destes mesmos cidadãos. E ainda entre estas duas forças, a sociedade que precisa se sentir segura ao utilizar as ferramentas digitais e ao mesmo tempo não quer que crimes deixem de ser solucionados ou que criminosos fiquem impunes por conta da falta de acesso à informação das autoridades policiais.

O legislador brasileiro precisa ficar atento, porém, para que as regras a respeito da proteção de dados, sigilo e privacidade do usuário não se traduza em obstáculo intransponível para que empresas possam oferecer uma série de serviços – de interesse desses mesmos usuários – cuja realização envolve tratamento e transferência de dados.

No Brasil, existem leis que tratam do assunto, dentre as quais o principal instrumento legal, o Marco Civil da Internet, amplamente debatido e considerado um grande avanço no mundo todo sobre este tema. No caso atual, em seu artigo 15, exige que um provedor de aplicações mantenha os respectivos registros de acesso (não o conteúdo) em aplicações de internet por seis meses.

As dúvidas, no entanto, se acirraram nos últimos meses. A punição empregada ao executivo do Facebook pode ser considerada justa? Até onde pode-se dizer que a empresa não respondeu à Justiça adequadamente? Os players de tecnologia internacionais ou não estão corretos em disponibilizar ao mercado serviços que implicam na transferência ou tratamento de dados, negando-se, porém, a revelar esses dados às autoridades dos países em que atuam?

Dentre os principais motivos que as empresas alegam para não mudar seus sistemas (e isso é realmente preocupante) destacam-se o dever de proteger os dados, o sigilo e privacidade dos usuários desses aplicativos e a garantia de que as informações privadas não sejam usadas por governos com regimes extremistas, que muitas vezes não respeitam os direitos humanos, por exemplo. Se a cessão das informações ocorrer em algum país, a empresa pode abrir precedentes para outras regiões exigirem o mesmo.

 

Essas são perguntas que a maioria dos especialistas do setor vem debatendo. A prisão de Diego Dzodan e o bloqueio do Whatsapp podem ser bons motivos para o Brasil avaliar se as leis existentes e suas regulamentações ainda pendentes são suficientes e se atendem às atuais necessidades que a internet vem apresentando à sociedade.

 

Engajada em abrir um fórum para discussões sobre uso, compartilhamento e proteção de dados, a ABES lançou o portal Brasil, País Digital, focado em informações sobre as leis de proteção de dados, com notícias e casos ligados ao assunto no Brasil e mundo. A entidade ainda atua com um Comitê sobre o Marco Regulatório, que se ocupa de temas relacionados com a internet e reúne vários executivos do setor para debater situações como essas.

 

Essa foi uma forma encontrada pela entidade para manter tanto as empresas quanto a sociedade atualizada quanto ao desenrolar de casos como os que as empresas Facebook, Whatsapp e Google, entre outras, vêm enfrentando.

 

O momento agora requer um debate com a participação de especialistas em direito penal, empresas do setor, especialistas em TI e sociedade civil para que se chegue a um consenso onde a internet seja um agregador para a evolução da comunicação e não um instrumento de litígios e espaço seguro para o crime.

 

*Paulo Milliet Roque é vice-presidente e diretor de inovação da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software)

 

 

 

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/bloqueio-do-whatsapp-quem-pertencem-seus-dados

Em 20 anos teremos mais robôs que humanos, será?

30 de agosto de 2016

 

Estudo levantou expectativas de norte-americanos para o futuro, que preveem que em 20 anos, haverá mais robôs que humanos, pessoas vão namorar outras por meio de seus avatares e drones vão entregar pizzas. Essa é a visão de muitos para o futuro, de acordo com uma pesquisa do Imperial College of London, com mais de 2 mil americanos sobre como eles acreditam que a tecnologia irá transformar a vida deles.

O estudo, divulgado nessa semana, mostra que 1 em 4 americanos adultos espera que até o ano de 2036 haverá mais robôs que pessoas. Também descobriu que 35% delas espera namorar via avatares e cada vez menos presencialmente. Fora isso, 69% afirmaram que tecnologias substituirão moedas em espécie.

Ezra Gottheil, analista na empresa Technology Business Research, não é assim tão otimista em relação ao avanço da tecnologia como muitos responderam à pesquisa.

“Bem, eu tenho problemas com essas previsões”, disse a Computerworld. “Drones estarão sujeitos às restrições de voo devido ao tráfego intenso, mas haverá uma série de robôs fazendo coisas que pessoas fazem agora. Eu tenho certa dúvida de que pizzas serão entregues – e provavelmente feitas – por veículos não tripulados”.

Gottheil disse que não compra também a previsão de que nos relacionaremos por meio de avatares.

A pesquisa também mostrou que os entrevistados acreditam que a tecnologia mudará o futuro da medicina.

Entre as previsões usar realidade virtual para “ver” seus médicos até 2030, ao invés de ir fisicamente ao consultório. Quando alguém precisar de um transplante de órgão, ao invés de esperar por um doador, uma impressora 3D poderá simplesmente fabricar o órgão necessário. E cerca de metade dos respondentes afirmou que acredita que o primeiro clone humano nascerá até 2036.

Mas Gottheil sugere que a sociedade não está preparada para isso ainda.

“Eu penso que estamos perto de clonar humanos”, diz. “Mas a ética nos previne de fazer isso. Bem, isso ou multidões furiosas”.

 

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/pesquisa-sugere-que-existirao-mais-robos-que-humanos-no-mundo-em-20-anos

Projeto de Lei tem proposta de acesso às informações de redes sociais

29 de agosto de 2016

 

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, afirmou que sua pasta elabora proposta de projeto de lei para obrigar que empresas estrangeiras que lidam com troca de informações entre usuários tenham sede no Brasil e tenham tecnologia para fornecer os dados solicitados pelas autoridades policiais

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta terça-feira (19) que sua pasta está elaborando um projeto de lei para regulamentar o acesso a informações de aplicativos como o WhatsApp. Segundo Moraes, a proposta visa possibilitar o acesso a dados necessários a investigações policiais e, desta forma, evitar que eventuais bloqueios do aplicativo, por decisões judiciais, prejudique os usuários do programa de mensagens instantâneas mais popular do país.

Para o ministro da Justiça, é preciso que empresas estrangeiras que lidam com troca de informações entre usuários tenham sede no Brasil e tecnologia para fornecer, quando necessário, dados requisitados por autoridades policiais.

“Haverá necessidade de uma regulamentação legislativa no Brasil. Nós acabamos ficando nos dois opostos: de um lado o não fornecimento de informações por parte de quem detém informações absolutamente necessárias para o combate, inclusive, ao crime organizado. E de outro lado, quando há necessidade de um bloqueio, há um bloqueio que prejudica milhões de pessoas”, disse Alexandre de Moraes.

Congresso

Há vários projetos no Congresso Nacional com propostas para permitir que a polícia tenha acesso a dados dos aplicativos brasileiros, sem a autorização judicial, ferindo o Marco Civil da Internet. O mais recente foi o que resultou da CPI dos crimes cibernéticos, que acabou, porém, isentando WhatsApp de ser obrigado a fornecer as informações, por inviabilidade técnica

 

Fonte: http://www.telesintese.com.br/governo-temer-quer-ter-acesso-as-informacoes-do-whatsapp-e-elabora-lei/

Projeto que abre acesso a dados de internautas sem ordem judicial avança no Congresso

28 de agosto de 2016

 

Sustentando-se em argumentos da CPI dos Crimes Cibernéticos e no combate à “pedofilia”,  crimes “contra menor” e “magia negra”, a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara aprovou nesta quarta, 13/7, o projeto de lei 5074/16, que permite a delegados e membros do Ministério Público terem acesso a dados de internautas sem necessidade de ordem judicial.

“Não é o conteúdo da mensagem. É apenas acesso de onde veio. Vimos na CPI dos Crimes Cibernéticos que ficavam todos de mãos atadas para saber de onde veio a mensagem, para onde vai a mensagem. A gente vê esses crimes de abuso pela internet, casos de magia negra pela internet chamando crianças. Esse projeto vem para acabar com isso”, sustentou o relator, Fernando Monteiro (PP-PE).

O projeto essencialmente diz que “caso haja indício de prática de crime por intermédio de conexão ou uso de internet, o delegado de polícia ou o membro do Ministério Público, para fins de identificação do responsável pela prática criminosa, poderão requisitar a qualquer provedor de conexão e de aplicações de internet ou administrador de sistema autônomo as informações cadastrais existentes relativas a específico endereço de protocolo de internet”.

De autoria do senador Otto Alencar (PSB-BA), o PL foi aprovado pelo Senado em abril. E foi objeto de análise específica do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, que considerou a proposta uma afronta aos princípios elencados na Lei 12.965/14, o Marco Civil da Internet. Para o CCS, o projeto viola a privacidade na internet, em mais uma iniciativa que tende ao ‘vigilantismo’. O projeto ainda precisa passar pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42952&sid=4