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5G já ameaça os serviços tradicionais em telecomunicações

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O 5G vai abrir as portas a uma nova vaga de operadoras, que irão trazer disrupção e modificar o cenário dos fornecedores de serviço. É o que diz um novo relatório da consultora Strategy Analytics, “Mobile Service Evolution on the Road to 5G.”

A consultora indica que esses novos players 5G irão competir com os fornecedores de serviço tradicionais criando novos modelos de negócio, com ofertas de serviço dinâmicas e específicas aos casos de utilização.

A próxima geração da tecnologia irá abrir uma série de novos serviços e modelos, alguns dos quais ainda não foram imaginados, diz a Strategy Analytics. Estes players terão a oportunidade de se tornarem nos novos líderes do mercado.

“O 5G não irá apenas melhorar os serviços atuais e permitir novos —também abre as portas para novos líderes de mercado”, afirma Susan Welsh de Grimaldo, diretora do grupo Wireless Operator Strategies da Strategy Analytics e autora do relatório. “Com o 5G, irá mudar quem oferece serviços e como os pacotes de serviço serão construídos, já que a tecnologia permitirá não só novos modelos de negócio para também novos tipos de fornecedores, tais como operadores digitais virtuais (digital virtual network operators, DVNOs) – uma evolução do operador móvel virtual (MVNO)”, refere.

Estes  DVNOs irão capitalizar no “network slicing” de plataformas 5G para criarem novas “fatias” de rede, de forma a oferecerem serviços específicos para alguns segmentos verticais e/ou para consumidores, empacotando o acesso e gerindo o desempenho.

Guang Yang, analista sénior do Analyst Wireless Operator Strategies, lembra que o 5G é parte de dez anos de evolução das redes e serviços do 4G. “O desenvolvimento e implementação do 5G permite a criação de novos serviços, modelos de negócio e players— e irá ocorrer em paralelo a investimentos no 4G /4.5G e Wi-Fi. À medida que os standards e tecnologias para a nova geração evoluem, o LTE 4G e o Wi-Fi vão continuar a serem redes poderosas e ativas na próxima década. . “Ambas oferecem melhorias que irão impulsionar a evolução do serviço paralelamente ao desenvolvimento do 5G development.”

O relatório completo pode ser encontrado aqui. 

Leia mais em http://www.bitmag.com.br/2016/07/5g-vai-trazer-novos-lideres-de-mercado-diz-consultora/#v2BeracTiflyyhUG.99

Telefonica Vivo prepara-se para o aumento de de demanda de tráfego em banda larga móvel nas Olimpíadas

terça-feira, 2 de agosto de 2016

 

TELEFÔNICA VIVO MONTA CENTRO DE MONITORAMENTO NO RIO PARA AS OLIMPÍADAS

A Telefônica Vivo anunciou que está reforçando sua infraestrutura de telefonia móvel no Rio de Janeiro, de olho nos Jogos Olímpicos, que se iniciam em agosto. A operadora inaugurou um centro de monitoramento e otimização de rede em tempo real, que fica na Barra da Tijuca.

Com base nesse monitoramento, a operadora acompanhará todos os eventos e fará os ajustes necessários em sua rede para garantir a melhor experiência e qualidade a seus clientes e aos turistas.

A empresa ainda está fazendo obras em sua infraestrutura par ampliar a cobertura nos locais dos jogos: Barra da Tijuca, Deodoro, Estádio do Engenhão, Maracanãzinho e Sambódromo. Também a Cidade Olímpica terá aumento da capacidade de banda larga. A expectativa da tele é que aumente o uso de transmissão de vídeo e foto durante o evento nestas áreas.

Para a cobertura outdoor de vários locais em que ocorrerão jogos, a operadora, em conformidade às orientações do Comitê Olímpico, está utilizando infraestruturas temporárias e transportáveis que serão posteriormente desmobilizadas. Também foram usados mobiliários urbano e sites sustentáveis, como na rede do Porto Maravilha, onde foram instaladas small cells. Já a cobertura indoor tem toda infraestrutura compartilhada com outras operadoras. O upgrade de capacidade e cobertura ficarão como legado, garante a Telefônica Vivo.

 

 

Data Center
A Telefônica Vivo conta um data center em Tamboré – SP, e conquistou recentemente a Certificação Tier Operational Sustainability Gold, ou seja, o grau máximo de certificação. O título transforma a unidade no primeiro Data Center Tier III da América Latina e sexto no mundo, com um dos escores mais altos já alcançados: 99,36 em 100 (nota máxima atingível). A empresa  já tinha conquistado a classificação Tier III nas fases de projeto e construção, em níveis de contingência e flexibilidade de execução de manutenções sem afetar as operações de Tecnologia da Informação. O prédio da unidade foi projetado e construído para atingir um nível de disponibilidade de 99,982%.

 

Fonte:  http://www.telesintese.com.br/telefonica-vivo-tera-centro-de-monitoramento-nas-olimpiadas/

Fonte: http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2016/07/

telef%C3%B4nica-vivo-amplia-cobertura-para-os-jogos-no-rio-de-janeiro

Dificuldades na gestão de Big Data

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

As empresas demonstram confiança em suas estratégias de Big Data e sinalizam que caminham na direção correta. Porém, grande parte dessas companhias ainda sofre para operacionalizar suas estratégias.

“Big Data avança aos poucos. As pessoas começam a entender diferentes tipos de aplicação do conceito e movem projetos de experimentação para produção”, avalia Stephen Baker, CEO da Attivio, fornecedora de soluções focadas em projetos de grandes volumes de dados.

Segundo o executivo, as companhias enfrentam alguns desafios em suas jornadas. Os principais deles vinculam-se à contratação dos recursos adequados a seus objetivos e à criação de uma cultura corporativa orientada a dados.

Entre abril e maio, a Attivio entrevistou 150 executivos de grandes empresas (com mais de 5 mil funcionários) sobre modos como recorrem a Big Data para basear a tomada de decisões corporativas, bem como a forma que se relacionam com provedores de ferramentas para tocarem seus projetos.

No caminho da eficiência

A pesquisa descobriu que 94% dos executivos responsáveis por iniciativas de Big Data, de forma geral, acreditam que suas estratégias estão no caminho certo. Além disso, praticamente todos (98%) afirmaram que suas companhias estimulam os empregados a tomarem decisões com base em dados e evidências.

Adicionalmente, 81% dos respondentes indicaram que suas empresas ampliarão os investimentos no recrutamento de talentos e contratação de ferramentas que permitam extrair ainda mais valor de grandes volumes de dados ao longo dos próximos cinco anos.

O estudo revela que apenas 23% dos respondentes sente que suas empresas atingiu o sucesso pleno em utilizar Big Data para a tomada de decisões.

Dados por todos os lados

Enquanto 78% dos respondentes relatou que um membro da gestão de sua organização puxa os esforços de utilização de analytics, 41% observam que os registros em suas organizações espalham-se por muitos silos, o que dificulta os projetos devido à inacessibilidade. De fato, apenas 23% dos respondentes afirmaram que suas empresas utilizam mais de três quatros dos dados disponíveis.

Mesmo quando esses dados estão acessíveis, as companhias levam muito tempo para acessarem registros coletados a partir de diferentes fontes. Segundo o levantamento, 37% dos respondentes sinalizaram que essas rotinas consomem um dia ou mais – sendo que, em alguns casos, levam semanas.

Esses não são os únicos desafios. De acordo com o levantamento, 59% dos entrevistados revelou que seus sistemas legados para armazenamento de dados requerem muito processamento e não atendem os requerimentos atuais de negócios.

A percepção de que faltam cientistas de dados é correta, sendo que 66% dos participantes do estudo revelaram que encontram dificuldade de contratar profissionais para essa função. Além disso, o estudo revela que há um cenário de “shadow analytics” (contratação de ferramentas a despeito das regras de TI), o que gera problemas de governança da informação junto a 59% dos entrevistados.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/empresas-ainda-sofrem-para-operacionalizar-iniciativas-de-big-data

consultoria estima que 349 milhões de dispositivos móveis inteligentes foram adquiridos por usuários finais apenas no primeiro trimestre.

sábado, 30 de julho de 2016

Nada menos que 3,8 milhões de smartphones foram vendidos por dia ao redor do mundo nos primeiros três meses de 2016. A estimativa se baseia em estatísticas do Gartner. A consultoria estima que 349 milhões de dispositivos móveis inteligentes foram adquiridos por usuários finais apenas no primeiro trimestre.

Três fabricantes chinesas (Huawei, Oppo e Xiaomi) aparecem na lista dos cinco principais players mercado e responderam por 17% do mercado no período. Além disso, no quarter, a Samsung estendeu sua liderança sobre a Apple.

Aliás, a pesquisa do Gartner aponta que a fabricante do iPhone registrou seu primeiro declínio de dois dígitos no primeiro trimestre do ano, com as vendas de seus celulares caindo 14%.

Em relação ao sistema operacional, o Android alcançou 84% do total de vendas no período. “Apesar dos avanços da plataforma e de sua participação dominante no mercado, os fabricantes que adotam esse sistema ainda encaram desafios de lucratividade”, afirma Roberta Cozza, diretora de pesquisa do Gartner.

Para a consultoria, o retorno anunciado pela Nokia aos mercados de smartphones e tablets não será uma missão fácil. “No cenário atual, é preciso muito mais que uma marca bem conhecida para vender dispositivos”, sentencia a companhia.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/38-milhoes-de-smartphones-sao-vendidos-no-mundo-diariamente

Parceria entre as gigantes da indústria deve tornar aplicações de Internet das Coisas mais inteligentes

domingo, 24 de julho de 2016

A Internet das Coisas serve para pouca coisa se não garantir a habilidade de agir com base nos dados que gera. Uma nova parceria entre dois gigantes de TI promete colocar mais inteligência e capacidades de análises avançadas aos dados no ponto em que são gerados.

IBM e Cisco trabalham em uma solução que une fog computing e computação cognitiva. A oferta integra análises realizadas pelo Watson IoT em dispositivos espalhados pelas bordas da rede.

A abordagem leva a inteligência para mais perto dos “pontos de ação” e ajudará empresas a operarem ambientes distantes de seus data centers de maneira mais eficiente.

Em 2014, a fabricante de tecnologias de rede apresentou pequenos roteadores e switches capazes de serem embarcados em máquinas e veículos espalhados em pontos distantes de um ponto central de processamento dos dados.

 Para esse sistema, a empresa deu o nome de “fog computing” (que, em tradução livre, podemos chamar de computação em neblina), uma vez que destina-se a processar dados que não necessariamente precisam ser trafegados pela rede a fim de serem computados em um ambiente de nuvem.

A Cisco inclui maneiras que permitem que outras plataformas analíticas trabalhem com esses dados nos dispositivos. O Watson é uma dessas tecnologias. A parceria com a IBM é um grande passo para tornar IoT mais inteligente.

A integração entre as ferramentas já está disponível e já se encontra em teste. O Porto de Cartagena, na Colômbia, possui milhares de dispositivos de IoT coletando dados de diversos tipos e planeja aplicar o Watson analytics nesses registros para realizar o processamento nas pontas.

Leva a análise para as bordas da rede possibilita agilidade de reação, uso mais eficiente de dados e redes e menos investimentos em dispositivos conectados à internet, sintetizou Chris O’Connor, gerente do IBM Watson IoT.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/

ibm-e-cisco-trabalham-para-levar-watson-analytics-bordas-da-iot

Estratégia e Negócios – Por que ainda não pensei em TI ??

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Algumas organizações ainda não compreenderam, ou não querem perceber, é que sua indústria ainda não foi afetada, mas será em breve.

Então, como gerenciar a operação de TI em um mundo digital ?

A transformação digital é o conceito do momento. Embora muito comentada por executivos e profissionais de TI, são poucas as empresas que, de fato, são totalmente digitais. É um engano pensar que temos que nos preparar para esta transformação como se fosse algo que tivesse uma data certa para chegar, pois ela já acontece. O que algumas organizações ainda não compreenderam, ou talvez não queiram perceber, é que sua indústria ainda não foi afetada, mas será em breve. E essa mudança pode vir de um concorrente que não seja do mesmo mercado ou que ainda nem exista.

Mas afinal, o que é transformação digital? Não é simplesmente ter um app no smartphone ou mover todos os seus dados para a nuvem. A transformação digital é uma mudança de mentalidade, onde a TI não é mais uma área de apoio e, sim, o cerne da empresa.

Neste cenário, o nível executivo de TI fica em uma encruzilhada, onde a área deve manter seus serviços antigos em funcionamento e sendo atualizados mas, por outro lado, precisa ser leve, flexível e rápida, para entregar novos serviços em plataformas e formatos diferenciados.

Este é o modelo bimodal – duas TIs com objetivos e resultados diferentes. E como a empresa terá duas equipes e dois ambientes produtivos? Os desafios já não são suficientemente grandes para apenas uma TI? Talvez, agora, a transformação digital não pareça assim tão fácil.

O caminho para as operações de TI suportarem a transformação digital é garantir que algumas capacidades básicas sejam colocadas em prática, como interatividade e facilidade de uso para os clientes e funcionários, por exemplo. Afinal, eles utilizam aplicativos ‘Google-like’ que respondem perguntas e interagem utilizando o comportamento e a localização. Ao mesmo tempo, outra capacidade fundamental é atuar em ambientes heterogêneos, utilizando o que há de melhor em cada um deles, como por exemplo, a escalabilidade das nuvens públicas tais quais Amazon (AWS) e Microsoft (Azure), sem perder os investimentos no ambiente privado (físico e virtual).

Obviamente, existem capacidades que hoje são praticadas em silos e, a partir de agora, terão que cobrir todo o ciclo de vida dos serviços de negócios, como o gerenciamento de serviços de TI (ITSM) e de segurança e conformidade. Estas capacidades devem atender aquelas duas TIs e responder adequadamente aos seus requisitos.

Todas essas questões só podem ser facilitadas com o uso sistemático e estruturado de automação, que não se atenha a um produto ou fabricante, mas que permita o atendimento da TI em suas operações diárias e pense nas inovações do futuro. Este processo de automação irá amadurecer à medida que o mercado mudar e novos desafios forem encontrados, mas sempre melhorando. E irá, também, permitir que diversas destas capacidades se integrem e atuem como um sistema inteligente e autônomo, quando possível. Pode parecer surreal, mas é o que várias empresas estão colocando em prática. Ao invés de gastar horas em salas de crise, elas estão implantando sistemas que identificam, priorizam e, em alguns casos, autor-remediam seus ambientes.

A empresa que pensa como cliente e automatiza seus processos não lucra apenas ao oferecer confiança, custo, credibilidade e segurança diferenciados; ela ganha também ao obter fidelização, capacidade de gerenciar mais usuários e expandir seus serviços para novos mercados. Tudo isso feito por meio de tecnologias já disponíveis e com base na infraestrutura tecnológica das companhias – importantes atalhos para a transformação digital.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/como-gerenciar-operacao-de-ti-em-um-mundo-digital

 

Perda de clientes leva provedores de nuvem a aumentarem pressão sobre o Congresso dos EUA

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A lei que permite ao governo dos EUA ter acesso a e-mails e dados armazenados em nuvem pelo período de seis meses, sem a necessidade de um mandado de busca, está sob forte ataque das empresas de tecnologia americanas, associações comerciais e grupos de pressão, que estão pressionando o Congresso Nacional para que aprovem um dispositivo que reforce a proteção à privacidade. Investigadores federais se basearam na lei para obter acesso a conteúdos hospedados por provedores de serviços de nuvem, de pessoas alvos de ações cíveis e criminais, em alguns casos, sem aviso prévio ao indivíduo de que estava sendo investigado.

Esses grupos sustentam que dados baseados em nuvem e telefones celulares precisam ter as mesmas proteções que os outros dados, em razão disso querem mudanças na Lei de Privacidade das Comunicações Eletrônicas (ECPA, na sigla em inglês), lei que tem quase 30 anos de existência e estabelece as regras sobre como as agências policiais podem obter registros eletrônicos. A defesa da necessidade de atualizar a ECPA é porque as informações baseadas em mensagens de e-mail, web, armazenadas em ambientes de computação em nuvem e localização de telefone móvel não gozam da mesma proteção legal que possuem os outros tipos de dados digitais.

No caso específico dos provedores de serviços de computação em nuvem a reclamação é maior porque estão lutando para tranquilizar seus clientes, e alguns deles estão migrando seus negócios para outros países. Em entrevista ao jornal New York Times, Ben Young, conselheiro geral para Peer 1, empresa de hospedagem com sede em Vancouver, Canadá, disse que seus clientes estavam mantendo seus negócios fora dos Estados Unidos, porque o país “tem um sério problema de imagem.” “No Canadá, nós apreciamos uma vantagem competitiva, porque a percepção da comunidade de negócios é que a aplicação da lei norte-americana permite mais acesso aos dados do que em outras partes do mundo.”

A privacidade tem sido uma preocupação crescente desde as revelações de Edward Snowden no ano passado sobre a coleta de dados em massa pela Agência de Segurança Nacional (NSA), mas o pedido de revisão da Lei de Privacidade das Comunicações Eletrônicas ainda não conseguiu seduzir os parlamentares americanos.

O problema de imagem dos Estados Unidos causou “danos reais e tangíveis” para as empresas, segundo muitas delas. Gigantes do Vale do Silício, como Facebook, Twitter e Google dizem que deixarão de entregar dados de seus clientes, sem um mandado de busca. Mas as empresas menores de hospedagem e computação em nuvem não têm poder para enfrentar agentes da lei, disse Ron Yokubaitis, copresidente-executivo da Data Foundry, empresa de data center com sede no Texas. “Na maior parte, eles vão cumprir as ordens, porque não conhecem os seus direitos ou não podem gastar o dinheiro [com advogado] para resistir”, disse ele.

Diante disso, a coalizão de empresas de tecnologia, associações comerciais e grupos de pressão, batizada de Digital Due Process, está pressionando o Congresso a reforçar as regras de privacidade. Parlamentares dos partidos Democrata e Republicano, na Câmara e no Senado, estão entre os que apoiam uma revisão da ECPA, incluindo liberais e membros Tea Party,o setor ultraconservador dos republicanos.

Lei para livros

O senador republicano Mike Lee, que copatrocinou o projeto do Senado, disse em uma entrevista recente que “como a maioria dos americanos” ficou chocado ao descobrir que a lei de 1986 foi criada visando os livros. “Quase todos os americanos pensam que é assustador termos uma lei que sugere que o governo tem o direito de ler seu e-mail depois de apenas 180 dias”, disse ele. “É uma questão fácil para se atingir um compromisso bipartidário e o consenso.”

O novo projeto de lei exigiria que houvesse um mandado de busca para se ter acesso às comunicações elerônicas, com exceções para algumas situações de emergência. Também exigiria que o governo notificasse as pessoas dentro de dez dias de que seus dados estão sendo investigados. No entanto, ele não aborda as regras para os dados de localização, como a informação do GPS do celular de um indivíduo.

O Comitê Judiciário do Senado aprovou o projeto de lei há um ano, mas desde então ele está parado na Casa. Um dos motivos é a resistência das agências federais que usam intimações para ter acesso às comunicações eletrônicas em casos civis, particularmente a Securities and Exchange Commission,órgão que regula as empresas cotadas em bolsa nos EUA.

“A SEC não pode obter um mandado de busca, portanto, um projeto de lei exigindo uma autorização para obter e-mails a partir de ISP minaria sua capacidade de proteger os investidores norte-americanos e responsabilizar os violadores”, argumentou Andrew Ceresney, diretor da Divisão de fiscalização da SEC, referindo-se aos provedores de serviços de Internet.

Mas alguns jurtistas não acham o argumento convincente. “Os tribunais dizem que e-mail em um servidor em algum lugar é como e-mail em sua casa virtual”, disse Orin Kerr, professor de Direito da Universidade George Washington School. “Não diria que o SEC deveria ter o poder de dizer ao seu senhorio para invadir seu apartamento e obter provas. Deve aplicar-se a mesma regra.”

Apesar da defesa de lei, a SEC indicou que está aberta a negociações. “A presidente do órgão, Mary Jo White, já externou que há uma série de outras formas de lidar com interesses de privacidade e ainda permitir que a SEC e outras agências civis possam reunir provas de e-mail em ISP “, disse Ceresney.

Redação TI Insid online

Microsoft anuncia solução de criptografia para Office 365 e novidades para desenvolvedores no TechEd

terça-feira, 13 de maio de 2014

A Microsoft iniciou nesta semana a edição 2014 do TechEd North America, evento voltado para profissionais de TI, desenvolvedores e empresas realizado em Houston, no Texas. E já na segunda-feira, fez os principais anúncios relacionados aos produtos voltados para esse público: o Office 365 terá um sistema de armazenamento criptografado, o SharePoint Online e o OneDrive for Business receberão um recurso de proteção contra perda de dados (DLP) e o Visual Studio 2013 ganhará o aguardado Update 2, entre outras novidades.

O primeiro item da lista é o mais próxima dos usuários finais, mas o recurso chegará antes, já em julho, aos clientes corporativos da MS. A tecnologia para cifrar os documentos recebeu o codinome Fort Knox, e tem como diferencial o fato de criar uma chave de criptografia para cada arquivo, e não para o disco como um todo. Ou seja, mesmo que um invasor consiga quebrar a segurança do serviço de armazenamento na nuvem, ainda terá que decifrar todo o conteúdo individualmente – o que, nas condições ideais, deve levar algum tempo.
Segundo o TheNextWeb, o sistema ainda distribui os arquivos de um cliente por vários servidores do Microsoft Azure, todos identificados de forma diferente. Dessa forma, os itens ficam espalhados por toda a nuvem da empresa, e mesmo o mapa fica criptografado, dificultando o trabalho de quem conseguir invadir os data centers. No entanto, não ficou muito claro quem ficará com as chaves de criptografia, um ponto decisivo quando falamos de privacidade e proteção de dados.

Em relação ao recurso de DLP, ele estará disponível a partir de junho em documentos guardados no SharePoint ou no OneDrive corporativo – que ainda ganhou uma reforma na interface. Aliás, a funcionalidade, apesar de estar relacionada à perda de dados, não é bem dedicada a criar backups. O foco está no vazamento de informações: ela impede que arquivos com informações sensíveis sejam compartilhados fora do ambiente da empresa.

Visual Studio 2013 e novidades para desenvolvedores – Além dos anúncios envolvendo a nuvem, a Microsoft lançou a versão final do Update 2 para o Visual Studio 2013. A atualização finalmente introduz o suporte ao TypeScript (extensão de JavaScript da MS) e traz o sistema que facilita a criação de aplicativos universais (Universal Apps) revelado na Build no mês passado.

Este última funcionalidade, como o nome sugere, permite que desenvolvedores criem apps para todas as plataformas da MS em um único projeto, o que deve agilizar o processo e, possivelmente, ajudar a ampliar a biblioteca de programas do Windows Phone. Três frameworks de UI são suportados para isso: XAML, HTML e DirectX. Além disso, dá para desenvolver em C#, JavaScript e C++.

A versão online do Visual Studio também foi lembrada no primeiro dia da TechEd: novas APIs foram adicionadas à aplicação, que passa a se integrar a alguns serviços de terceiros – AppHarbor, ClearBlade, eDev Tech, Flowdock e Zendesk são alguns dos parceiros.

Fora o Update 2 e os novos recursos finalizados do Visual Studio Online, a Microsoft ainda divulgou um preview do suporte do programa ao Apache Cordova. A plataforma de código aberto é utilizada por programadores e desenvolvedores para criar aplicativos híbridos, que rodam em Windows Phone, Android e iOS, usando HTML, CSS e JavaScript. Os projetos, segundo informou a empresa, “podem ser construídos, abertos e testados em uma variedade de aparelhos, emuladores de dispositivos e simuladores online”.

.NET Framework e ASP .NET – Por fim, alguns detalhes do .NET de próxima geração e do ASP.NET vNEXT foram dados pela empresa. No caso do primeiro framework, o objetivo da companhia é torná-lo mais ágil tanto em servidores quanto na nuvem. Para isso, segundo o TechCrunch, serão lançados runtimes otimizados para a web, que dispensarão ferramentas mais pesadas.

Já no caso do framework voltado para desenvolvimento web, a principal novidade será a possibilidade de escolher quais bibliotecas e pacotes serão usados no desenvolvimento dos aplicativos. É uma forma de deixá-los também mais leves, distanciando-os da situação atual – os apps precisam hoje usar a mesma versão do ASP.NET disponível em um computador, como lembra o TheNextWeb.

Aliás, outra novidade é a presença do Roslyn. O compilador open source permite que mudanças nas aplicações sejam visualizadas com uma simples atualização da página no navegador, dispensando uma nova compilação e deixando o desenvolvimento mais rápido.

O TechEd North America 2014 continua até o dia 15, a próxima quinta-feira. Mais detalhes relacionados a esses anúncios – ou a outros produtos – ainda podem ser revelados, e se quiser acompanhar as apresentações, clique aqui. Também dá para ver as últimas keynotes por aqui.

Gustavo Gusmão, de INFO Online

Como tornar seus e-mails bem-vindos

segunda-feira, 10 de março de 2014

A L’Occitane en Provence é um exemplo clássico de como mensagens bem direcionadas são capazes de chamar a atenção das pessoas sem aborrecê-las. Em 2011, o grupo francês de cosméticos adotou uma solução em nuvem que captura e analisa dados de comportamento dos clientes para direcionar apenas informações compatíveis ao interesse deles. Conclusão: a estratégia ajudou a marca a aumentar em 2 500% sua receita online. A margem de e-mails abertos cresceu 65%, e a taxa de cliques que direcionam os internautas para o site da L’Occitane foi seis vezes maior.

A decisão de alinhar as campanhas de e-mail às preferências dos clientes é tomada por muitas empresas com a intenção de fidelizar os consumidores e alavancar as vendas. Na Finlândia, a loja de departamentos de pesca Hong Kong usa uma solução analítica baseada em nuvem para capturar, em tempo real, a atividade de quem navega pelo seu site. Ciente de que a avaliação positiva de um produto é a chave para fechar a venda, a companhia convida constantemente os clientes a comentar os produtos e aproveita para recomendar equipamentos relacionados.

As ferramentas de análise permitem, ainda, que as empresas que atuam no comércio eletrônico tenham acesso ao número de visitantes que demonstraram interesse em um produto, mas não comparam à porcentagem dos que que abandonaram a compra no carrinho virtual e ao tempo de permanência na página. De acordo com a consultoria americana Jupiter Research, as campanhas de e-mail baseadas na análise de comportamento dos internautas surtem efeito. Elas são capazes de aumentar nove vezes a receita de uma empresa e de trazer até 32 vezes mais lucro em relação a campanhas difusas e, muitas vezes, irrelevantes para quem as recebe.

Conteúdo oferecido por IBM

Terceira Plataforma pauta a agenda de TI em 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo é esperado que Terceira Plataforma de Computação, pós mainframe e PCs, ganhe um grande impulso no País. Analistas de mercado e indústrias preveem que esse tema consumirá boa parte da agenda dos CIOs e fornecedores de TI no Brasil em 2014 pela pressão que as companhias estão enfrentando para ganhos de eficiência operacional e transformação dos negócios.

As apostas dos fornecedores de tecnologias e serviços em torno dos negócios que serão gerados pela Terceira Plataforma no Brasil são grandes. Para a demanda prometida, há uma movimentação no mercado com fusões, incorporações, chegada ao País de novos players e investimentos em ampliação de data center.

O setor espera investimentos maiores em projetos baseados nos quatro pilares desse conceito, que são cloud computing, mobilidade, Big Data e social business. Ao mesmo tempo, a disseminação dessas megatendências traz desafios para o Brasil. Entre os quais a necessidade de ampliação das redes de banda larga com conexões mais baratas, redução dos custos de data center, capacitação de mão de obra especializada e definição de questões regulatórias como na área de segurança.

A expectativa do mercado é que alguns desses entraves sejam resolvidos no próximo ano, quando o Brasil estará no centro das atenções do mundo por ser sede da Copa do Mundo e também por causa de outros eventos. Em 2014, o País terá duas eleições e em 2016 será o anfitrião das Olimpíadas, o que obrigará investimentos em novas tecnologias e infraestrutura para processamento.

A Terceira Plataforma começou a ganhar mais força no Brasil em 2013, com participação nos novos projetos de TI, conforme revelou a 13a edição do Prêmio IT Leaders, realizado em agosto pela COMPUTERWORLD, em parceria com a IDC, que elegeu os 100 melhores CIOs do Brasil. O levantamento comprovou a existência de uma ou mais iniciativas baseadas no novo conceito nos investimentos das companhias que concorreram ao prêmio.

O estudo mostra que os gestores de TI vão abraçar esse conceito em 2014. Entre os entrevistados, 89% informaram intenção de investir em consumerização e uso de dispositivos móveis. Uma parcela de 74% disse que planeja iniciativas para infraestrutura de TI no modelo de cloud computing, 89% desembolsarão recursos para BI e 69% vão comprar ferramentas de Customer Relationship Management (CRM) para reforçar o relacionamento com os clientes.

A IDC estima que em 2020, cerca de 90% do crescimento de TI estará relacionado à Terceira Plataforma, que hoje representa 22% dos gastos com Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Diferentemente de outras ondas tecnológicas em que o Brasil entra atrasado, nesta o País está junto aos demais mercados.

Em estudo do Gartner sobre as dez prioridades dos CIOS em 2013 o Brasil aparece pela primeira vez alinhado com o resto do mundo, apontando nos três primeiros lugares as mesmas tecnologias do mercado global e da América Latina, que são: ferramentas para análise de dados (analitycs e BI), mobilidade e cloud computing, na respectiva ordem.

Cassio Dreyfuss, chairman e keynote do Gartner/ITxpo 2013, realizado no começo de novembro em São Paulo, diz que antes as tecnologias levavam uns três anos para chegar ao mercado brasileiro e que hoje os lançamentos são quase que simultâneo. “Existe uma pressão grande para que as empresas invistam em novas tecnologias para serem mais competitivas”, constata.

O consultor observa que a situação privilegiada do Brasil atraiu mais fornecedores internacionais, obrigando eles a reposicionar seus produtos para o mercado local. “Antes, eles traziam produtos enlatados. Agora os vendors perceberam que a forma de o CIO brasileiro gerir TI é diferente”.

Por que adotar a Terceira Plataforma?

O crescimento do uso da mobilidade no Brasil é a necessidade de dar respostas rápidas aos negócios são algumas das alavancas para as empresas investirem na Terceira Plataforma. Hoje o País conta com quase 270 milhões de celulares ativos e, segundo relatório da IDC, 46,2% dos terminais vendidos no primeiro semestre de 2013 são smarthphones. Ainda de acordo com o instituto de pesquisas, foram comercializados, 3,3 milhões de tablets nos primeiros seis meses de 2013, com aumento de 165% sobre os volumes do mesmo período em 2012.

Aliado a isso, o Brasil está ampliando as redes de 4G e de Wi-Fi em locais públicos, permitindo que mais pessoas acessem internet. Erasmo Rojas, ex-diretor da 4G América para América Latina, observa que o Brasil já conta com mais de 400 mil usuários das novas redes de quarta geração, o que é uma oportunidade para as empresas lançarem serviços de dados para dispositivos móveis.

A consumerização faz com que usuários levem seus dispositivos para o ambiente de trabalho, desafiando as companhias a abraçarem o movimento do Bring your Own Device (BYOD) e buscarem ferramentas de segurança para proteger informações sensíveis que serão acessadas por esses aparelhos pessoais.

Transformar negócios em um mundo conectado com inovação. Esse é o lema dentro das empresas. “Todos estão buscando ser mais competitivos e mais rápidos”, afirma Eduardo Lopez, vice-presidente de Aplicativos da Oracle para a América Latina. A TI tem a grande missão de ajudar as companhias a se reinventarem. O executivo acredita que a saída para os CIOs liderarem esse movimento é se apoiarem nos quatro pilares da Terceira Plataforma. Eles são os facilitadores para implementação de arquiteturas que permitem projetos com mais velocidade, como aplicações para colaboração e redes sociais, bem como soluções em nuvem.

Com mobilidade, as pessoas estão conectadas o tempo todo, navegando em redes sociais, consumindo e acessando uma série de serviços. “As companhias têm que ser rápidas para agir antes que o cliente faça queixas”, adverte Lopez, ressaltando que esse dinamismo puxado pela mobilidade e consumidor conectado exige que as organizações tenham inteligência para ouvir o que as pessoas estão falando de suas marcas nessas mídias.

É preciso dar respostas com produtos personalizados. Lopez afirma que a tendência daqui para frente é a área de marketing apoiar o desenvolvimento de novos produtos não mais baseada em análises históricas de dados, mas em informações coletadas em tempo real nas redes sociais.

Arlindo Maluli Junior, diretor de estratégia e alianças da Microsoft, acredita que as companhias do Brasil vão investir mais em ferramentas de mídia social não apenas para monitorar clientes, mas para ganhar produtividade internamente Segundo ele, muitos funcionários estão preferindo usar mais as redes sociais corporativas para se comunicar com seus times que o e-mail.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft com 9,9 mil profissionais em 32 países, incluindo o Brasil, revelou que 51% acreditam ser mais produtivos com uso das redes sociais corporativas. Com a possibilidade de as empresas contratarem essas aplicações na nuvem, Maluli aposta num crescimento da busca por esse tipo de solução em 2014, principalmente pelo desejo dos funcionários de terem seus serviços de comunicação integrados para acesso em qualquer lugar e qualquer dispositivo.

Maturidade da nuvem

A forma mais rápida, encontrada pelos CIOS para colocar aplicações no ar e ampliar a infraestutura de acordo com a necessidade dos negócios, é a contratação de serviços na nuvem. Esse modelo, que era visto com desconfiança no Brasil, avançou no Brasil em 2013 e o ritmo de crescimento tende a continuar em 2014.

Estudos do Gartner estimam que o mercado brasileiro termine o ano com movimento de US$ 2 bilhões em contratos de serviços de cloud computing. Para 2017, os negócios nessa área mais que vão se multiplicar no País e gerar uma receita de aproximadamente US$ 4,5 bilhões.

Ao analisar o estágio dos serviços em nuvem no Brasil, Cassio Dreyfuss, vice-presidente Gartner no Brasil, avaliou que as empresas estão mais receptivas a esse modelo de contratação de TI. “Os CIOs estão percebendo que cloud é inevitável”, afirmou o executivo.

Fabio Costa, presidente da VMware Brasil, constata crescimento nas aplicações de nuvem no País, pelo aumento das vendas de seus sistemas para implementação de ambientes preparados para esse modelo de processamento. Ele observa que uma das razões que estão fazendo com que CIOs migrem para cloud são os orçamentos apertados para inovar. Hoje 70% do orçamento deles são para manutenção e que sobra apenas 30% para infraestrutura. Assim, o novo modelo permite expandir com maior controle dos investimentos.

A nuvem também tem se apresentado como solução para as pequenas e médias empresas (PMEs), informatizarem seus negócios, constata Alexandre Kasuki, diretor de marketing da HP. Ele revela que as soluções de rede pública da companhia têm registrado uma grande procura por esse segmento e que o cenário é otimista para 2014.

Entretanto, Dreyfuss observa que a falta de infraestrutura de telecomunicações fora dos grandes centros ainda é uma barreira para expansão desse modelo no Brasil. Apesar de reconhecer que a conectividade é um obstáculo para nuvem no País, Ione Coco, responsável pelo programa de CIO do Gartner Brasil, afirma que esse problema não deve ser uma desculpa para adiar os projetos de cloud. Sua recomendação é: “comece pequeno, mas faça. Não reclame da falta de infraestrutura”, aconselha.

Big Data em busca de seu espaço

Entre os quatro pilares da Terceira Plataforma o que está menos desenvolvimento no Brasil é o Big Data, por ainda ser um conceito novo. A sua proposta é ajudar as companhias a lidar com grandes volumes de dados, coletando informações em tempo real de redes sociais ou transações de negócios para tomada de decisão com mais assertividade.

Porém, o conceito gerou confusão no mercado sobre o que são ferramentas analíticas de dados e analistas do Gartner acreditam que esse ruído vai atrasar o crescimento dos negócios nessa área e retardar os projetos de Big Data. O alerta é de João Tapadinhas, diretor de Business Intelligence do Gartner.

Tapadinhas afirma que há uma dificuldade por parte das empresas em entenderem sobre o uso correto das ferramentas analíticas, o que faz com o processo de decisão de compra se torne mais lento. Esse problema já existia antes da propagação do conceito de Big Data, segundo o analista do Gartner. “Muitas companhias fizeram investimentos em BI analítico e não tiveram o retorno esperado”.

Como resultado disso, os negócios nessa área, que haviam registrado crescimento de 17% em 2011, fecharam com queda de 7% em 2012. Tapadinhas espera que as vendas de ferramentas analíticas voltem a crescer, chegando a patamares de 10% até 2016.

A indústria tem parcela de culpa pela confusão gerada no mundo das tecnologias de inteligência de dados. Mas o analista do Gartner percebe um esforço delas em tentar orientar o mercado. “Em 2015, a maioria dos fornecedores de ferramentas analíticas terá ofertas diferenciadas”, acredita Tapadinhas.

O presidente da Teradata Brasil, Sérgio Farina, confirma que muitas companhias ainda estão tentando entender como extrair valor do Big Data. “Estamos ainda em momento de laboratório”, diz, indicando que setores como varejo e telecom estão entre os segmentos interessados em se apoiar em ferramentas para análises de dados.

“Em 2013, percebemos que o mercado estava aberto a ouvir falar sobre Big Data no Brasil”, conta Ana Claudia Oliveira, gerente de vendas para América Latina da Pivotal, unidade de negócios da EMC. Ela acredita que 2014 será o ano em que as iniciativas vão se transformar em projetos reais. Seu argumento é de que as implementações são complexas, envolvendo mudança de processos, procedimentos, preparação do ambiente e também a capacitação de mão de obra. O cientista de dados é um talento escasso no Brasil.

EDILEUZA SOARES