Arquivo de agosto de 2013

Cinco cuidados para garantir a eficiência do data center

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

No passado, as companhias costumavam investir em data centers como pais que compram roupas para as crianças: buscavam ambientes grandes, para que continuassem servindo, mesmo depois de uma fase de crescimento. No entanto, as companhias que fizeram assim no passado acabaram desperdiçando muito dinheiro para manter uma infraestrutura desnecessária.

Hoje, as decisões sobre projetos para centros de processamento de dados são focadas em manter sempre a máxima eficiência no uso da infraestrutura, mas deixando as bases para o crescimento futuro. De acordo com o vice-presidente da IBM Steve Sams, essa nova visão já se traduz em uma tendência entre as organizações. “Como resultado, eles estão economizando cerca de 30% em custos operacionais, se considerado todo o tempo de vida do data center”, estima.

Há quatro anos, a IBM fez um estudo extenso sobre os projetos atuais de data center e chegou à conclusão que as três questões que orientaram a escolha por projetos (confiabilidade, tamanho e baixo custo) não eram suficientes. Assim, a fabricante, que constrói entre 200 e 300 data centres todos os anos, observou cinco outras tendências que direcionam a decisão sobre os investimentos nesse tipo de ambiente na atualidade.

1 – Custos de eletricidade superam custos de capital
O estudo da IBM revelou que o custo para manter um data center rodando supera rapidamente o custo original para projetar e levantar a estrutura. O levantamento estima que um ambiente considerado médio custará cinco vezes mais para se manter no ar em 20 anos do que o custo do projeto.

A lição: construa somente o que você precisa para economizar dinheiro em custos de capital. Segundo Sams, os data centers mais eficientes de mundo no quesito eficiência energética estão operando em 100% de sua capacidade. Ou seja: além de economizar com componentes, a empresa ganha em energia.

Tudo isso foi elaborado presumindo um aumento nos custos de energia de 10% ao ano, considerado conservador. Sam cita um cliente da área financeira da África do Sul que atingiu níveis muito maiores: 28% no ano passado e 33% no primeiro semestre de 2010.

2 – Arquitetura modular tem papel importante
O segredo para a construção de data centres que não sejam muito pequenos ou grandes é se enveredar pela abordagem modular.

Um exemplo é a empresa de serviços de transferência de arquivo YouSendIt, que criou um data center modularizado que cresce de acordo com a demanda de serviços da companhia. “É uma evolução constante”, diz o vice-presidente de operações da companhia, Gary Chevsky, que acrescenta: “Temos um esforço constante de nos manter dentro da modularidade e flexibilidade necessárias”.

A companhia, que presta serviços de intermediação de transferência de arquivos grandes entre usuários, investiu pesado na construção de uma arquitetura de storage que pode se adaptar rapidamente à base de usuários crescentes, proporcionando eficiência nos serviços. “Olhamos de forma constante para os custos”, diz Chevsky.

A tendência, segundo a IBM, é forte. Segundo Sams, de 60% a 70% dos data centers em construção hoje são modulares.

3 – Refrigeração é a chave

Há cinco anos, instalava-se 500 watts de servidores em cada rack. Hoje, esse número chega aos 20.000 watts. Com maior consumo de energia, o aquecimento em cada um deles é maior, o que faz da refrigeração um aspecto mais importante.

O tamanho do data center é o primeiro elemento a ser levado em conta no momento de determinar qual opção de refrigeração seria a melhor. “O que funciona bem para grandes data centers não é necessariamente bom para os pequenos”, diz Sam.

Nos pequenos, mais importante é colocar os dispositivos o mais perto possível dos racks. Nos grandes, piso elevado e resfriadores de perímetros são mais eficientes. Segundo Sams, a tecnologia também pode fazer toda a diferença no custo. Pelo estudo da IBM, os piores sistemas eram 2,5 vezes menos eficientes do que os melhores no aspecto de custos operacionais.

4 – Tudo é virtualizado
A virtualização traz uma série de benefícios para a tecnologia corporativa, desde flexibilidade até uso mais eficiente dos recursos. E os servidores não são os únicos componentes de um data center que podem ser virtualizados. Muitas companhias tentam construir o próprio storage e depois resolvem terceirizar. Antes de tomar essa decisão, a organização deve tentar a virtualização. Para a YouSendIt, a virtualização do storage foi um passo importante, até porque o recurso é parte do negócio da companhia. “A possibilidade de ajustar, monitorar e escalar é muito maior”, diz Chevsky.
5 – Data centers auto-diagnosticáveis
Com as necessidades em torno da virtualização, do monitoramento em tempo real e da redundância, os gerentes de TI estudam formas de automatizar o monitoramento e deixar o data center cada vez mais inteligente. O que os profissionais mais pedem é monitoramento em tempo real do calor gerado e eventos de discos que poderiam sinalizar uma falha iminente.

“A inteligência elaborada dentro de um data center será o aspecto do projeto que mais mudará ao longo do tempo”, avalia Sams. “Todo o mercado está em uma curva de inovação exatamente agora. Esperamos que muita coisa interessante aconteça nos próximos três a cinco anos”, acrescenta.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/07/09/cinco-cuidados-para-ter-garantir-a-eficiencia-do-data-center/

Disponível no Brasil, internet de fibra óptica promete até 200 Mbps

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A internet banda larga por cabos de fibra óptica é uma opção mais moderna ao serviço ”tradicional”, que utiliza fios telefônicos ou coaxiais (aqueles cabos brancos). Essa tecnologia promete levar internet mais rápida para os usuários, com até 200 Mbps (megabits por segundo), pois possui uma capacidade de transmissão de dados maior que os cabos “antigos”.
o usuário teria uma internet teoricamente bem mais rápida.

Por lei, os provedores de conexão de internet banda larga não podem oferecer velocidade inferior a 30% do valor contratado. A média mensal deve ser de, no mínimo, 70% desse valor. Na prática, isso significa que a conexão não necessariamente chegará aos 100 Mbps ou 200 Mbps, por exemplo, pagos pelo consumidor.

Diferenças
De acordo com o professor Rodrigo Filev, do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana), a fibra possibilita que as prestadoras ofereçam serviços de mais qualidade aos clientes. “Os fios de fibra óptica suportam conexões em gigabytes, impedindo que haja perda de sinal [o que ocorre no modelo antigo]”, afirmou.

João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de Engenharia da Computação do Instituto de Tecnologia Mauá, diz ainda que, nos cabos de cobre, a internet começa a perder força quando o sinal atinge 2 km de distância da central de emissão. Já na fibra óptica, as possibilidades são melhores. Ele reforça ainda que a queda no preço desses cabos foi responsável pela popularização da tecnologia.

Além da velocidade maior, uma rede de fibra óptica é mais estável do que uma tradicional, de acordo com os professores. Essa estabilidade aconteceria porque o material é imune a interferências eletromagnéticas – o chamado “ruído” na transmissão.

O ponto fraco deste produto é a fragilidade do material. Por ser feito de um composto parecido com vidro, o usuário precisa ter cuidado ao manuseá-lo, pois uma simples dobra pode quebrar o cabo. “Não há perigo de danos nos fios dentro das tubulações, porque eles estão protegidos. Mas nas mãos do usuário, dentro de casa, o material se quebra facilmente. Se houver algum dano, é preciso chamar um especialista para fazer o conserto. É bem mais complexo do que descascar um fio de cobre e emendar uma ponta”, completa Filev.