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ancos começam a realizar transações com a tecnologia bitcoin

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O mercado de bitcoin começa a mostrar cada vez mais sinais de amadurecimento. Aos poucos pequenas e grandes instituições financeiras começam a utilizar plataformas e sistemas que colaboram para agilizar processos operacionais cotidianos e reduzem os custos e a burocratização de transações.

A exemplo disso, um grupo envolvendo sete bancos, que inclui o Santander, o UniCredit e o CIBC já começaram a movimentar dinheiro real internacionalmente utilizando a tecnologia baseada no sistema blockchain. No mês de junho, os bancos anunciaram que utilizaram ativos digitais na plataforma Ripple como parte de projetos de realização de pagamentos internacionais. Ao invés de operarem transações através de contas em moeda local em bancos de todo o mundo, as instituições financeiras optaram por converter o dinheiro do Ripple, conhecido como XRP, para em seguida concluírem a transação quase que automaticamente. Sem a tecnologia, o processo de compensação demorava de três a cinco dias, além de ser sujeito a erros.

Chris Larsen, presidente-executivo e cofundador da Ripple, declarou que o acordo realizado com os sete bancos representa “um grande marco, talvez um ponto de inflexão” no mercado de moedas digitais. Atualmente, os bancos que utilizam o Ripple incluem o alemão ReiseBank, o suíço UBS, National Bank of Abu Dhabi e o canadense ATB Financial. O blockchain funciona como uma espécie de livro de registros virtuais, constituindo-se em uma plataforma de dados com cópias idênticas distribuídas por diferentes computadores e controlado por várias entidades sem que nenhum órgão sirva como autoridade central, apenas as partes envolvidas nas transações. A tecnologia baseada no sistema tem sido buscada por diversas empresas que procuram maneiras de reformular suas operações e reduzir custos. Apesar de ter considerado em sua revisão anual que sistemas como o Ripple podem aumentar a eficiência de transações financeiras e diminuir os custos de transações, o Conselho de Fiscalização da Estabilidade Financeira dos Estados Unidos também afirmou que os sistemas “apresentam certos riscos e incertezas”. A ressalva foi feita depois que a DAO, organização que utiliza o blockchain da moeda virtual ethereum, sofreu um ataque cibernético onde os hackers levaram cerca de US$ 60 milhões.

 

Fonte: http://corporate.canaltech.com.br/noticia/negocios/

santander-e-outros-bancos-comecam-a-realizar-transacoes-com-a-tecnologia-bitcoin-73619/

Investimentos em Tecnologia – A aposta dos Bancos Brasileiros em TI

sábado, 2 de julho de 2016

Segundo a Febraban, investimentos em tecnologia no período somaram R$ 5 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 14 bilhões

 

Os bancos brasileiros destinaram R$ 19,2 bilhões a esforços de tecnologia da informação ao longo de 2015. Segundo a Febraban, os recursos classificados como investimentos foram da ordem de R$ 5 bilhões, enquanto as despesas somaram R$ 14 bilhões no período. Do montante, 44% foi aplicado em software, 35% em hardware e 20% em telecom

 

O total verificado representa queda frente aos R$ 21 bilhões alocados em TI pelas instituições financeiras no ano anterior. Na ocasião, o setor investiu R$ 8 bilhões. As despesas, em 2014, foram da ordem de R$ 13 bilhões.

Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, classifica a retração no montante investido no comparativo anual à redução no preço de commodities e ao fato que, nos períodos anteriores, empresas como Itaú e Bradesco haviam realizado aportes intensos na construção de novos data centers.

“Há também uma mudança na forma como alguns bancos vem adquirindo tecnologia”, pondera o executivo, sinalizando que a contratação de recursos de cloud computing finalmente começa a aparecer no radar dos CIOs das instituições bancárias.

Fosse salienta, por exemplo, que a compra de TI “como serviço” é caracterizada contabilmente como “despesa”, o que justificaria a redução de R$ 3 bilhões no montante alocado em investimentos no comparativo anual.

Os números da federação revelam queda na proporção de recursos alocados para aquisição de hardware, de 40% para 35% nos últimos 12 meses. Porém, o dinheiro destinado a software teve um salto de 39% para 44% entre 2014 e 2015.

Na opinião da Febraban, o contexto alinha-se à redução nos gastos do setor verificada ao redor do mundo. Os investimentos e despesas globais em tecnologias pela indústria financeira foram de US$ 351 bilhões em 2015, contra US$ 362 bilhões no ano anterior e pouco abaixo dos US$ 354 bilhões em 2013.

De acordo com a associação, o setor bancário brasileiro é responsável por 13% do mercado brasileiro de TI. O percentual verificado no mercado local é proporcional ao gastos globais da vertical de finanças com informática.

A amostra contempla dados fornecidos por 17 bancos, que representam 93% dos ativos dessa indústria no Brasil. O País é o 7º colocado entre os países que mais aplicam recursos em TI no setor bancário em comparação ao PIB e lidera entre as nações que compõem o bloco dos Brics.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/bancos-brasileiros-destinaram-r-

192-bilhoes-esforcos-de-ti-em-2015