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Novo pendrive da Corsair pode ser plugado diretamente a smartphones e tablets

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Corsair está anunciando um novo pendrive que pode ser plugado diretamente a smartphones e tablets compatíveis com o padrão USB On-The-Go (OTG). Batizado de Flash Voyager Go USB 3.0 e disponível em capacidades de 16, 32 e 64 GB, o acessório é uma boa forma de driblar a ausência de um slot para cartões de memória (micro SD) em um número cada vez maior de gadgets modernos.

Segundo Jeannie Khoo, gerente de produtos para a categoria de pendrives na Corsair, muitos usuários também vêem o produto como uma forma fácil de transferir arquivos entre smartphones, ou entre um smartphone e um PC, já que ele também tem um conector USB tradicional em uma das pontas.

O padrão USB OTG existe há algum tempo, mas só recentemente os fabricantes de pendrives começaram a suportá-lo de forma conveniente, integrando conectores micro USB diretamente a seus produtos. Até então era necessário usar um cabo USB OTG, adquirido separadamente.

A idéia é ótima, mas há algumas restrições. Tanto o aparelho quando o sistema operacional (Android) tem que suportar USB OTG. E a lista de smartphones e tablets compatíveis não é muito extensa: o site da Corsair menciona 30 modelos no total, de fabricantes como a Samsung, HTC, Sony, ASUS e Acer.

A Corsair não é a primeira empresa a lançar um pendrive USB OTG: a Sony também lançou um produto nesta categoria no mês passado.

A tecnologia USB OTG parece não encarecer muito os pendrives. O modelo de 16 GB estará nas lojas, no exterior, por US$ 19.99, o de 32 GB por US$ 29.99 e o de 64 GB por US$ 49.99.

Nova tecnologia de recarga de bateria sem fios tenta atrair os consumidores

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Várias empresas estão anunciando durante a CES 2014 produtos baseados na tecnologia de transferência ressonante de energia, um sistema de recarga sem fios que permitirá recargas a maiores distâncias, ou de vários aparelhos ao mesmo tempo.

A tecnologia de recarga sem fios já está no mercado há algum tempo, mas até o momento não teve muito sucesso entre os consumidores. Mas empresas como a ConvenientPower, MediaTek, PowerByProxy e WiTricity esperam mudar isso com a introdução de sistemas muito mais flexíveis do que os atuais sistemas por indução.

De certa forma os sistemas ressonantes são similares aos indutivos, com uma bobina primária (no carregador) que transfere uma carga elétrica para uma bobina secundária (no dispositivo). Mas no sistema indutivo as bobinas tem de estar precisamente alinhadas, o que não é necessário em um sistema ressonante. Além disso, de acordo com um white paper publicado pela MediaTek, várias bobinas secundárias podem obter energia de uma única bobina primária.

A WiTricity planeja oferecer seu sistema ressonante de carga como um “design de referência” e plataforma de desenvolvimento para os fabricantes de dispositivos móveis, de acessórios e até mesmo de móveis. O sistema foi inicialmente projetado para funcionar no iPhone 5 e 5S, e é baseado em um “case” onde o smartphone é acoplado e uma base.

A base pode carregar dois smartphones ao mesmo tempo, e ser colocada sobre a mesa em pé, deitada ou até mesmo escondida debaixo dela, segundo a WiTricity. Nesse caso os usuários ficam livres da bagunça causada por cabos e aparelhos sobre a mesa.

A ConvenientPower, por sua vez, está anunciando o WoW Z, que segundo a empresa é o primeiro sistema ressonante capaz de recarregar smartphones compatíveis com a tecnologia Qi, como o Lumia 820, Lumia 920, Nexus 4, Nexus 5 e muitos outros. O sistema funciona a distâncias de até 18 mm do aparelho, três vezes mais que as soluções atuais compatíveis com Qi, e com eficiência de 65%.

O padrão Qi foi desenvolvido pelo Wireless Power Consortium (WPC) e tem o apoio de fabricantes de smartphones como a HTC, LG Electronics, Nokia e Samsung.

A fabricante de chips MediaTek apóia tanto a WPC quando a PMA (Power Matters Alliance), e na CES está demonstrando um receptor multimodo que funciona tanto com carregamento ressonante quanto indutivo. O apoio da MediaTek abre o caminho para a inclusão da tecnologia em smartphones de baixo custo, principal segmento onde a empresa atua.

Mas uma coisa que os fabricantes não estão dizendo é quando os produtos baseados na tecnologia de transferência ressonante de energia irão chegar aos consumidores. Eles ainda estão em desenvolvimento, e podem ter os problemas tipicamente associados a uma nova tecnologia. Mas os benefícios prometidos podem levá-la ao sucesso, diz a MediaTek.

Mikael Ricknäs, IDG News Service

Gastos com TI crescerão 3,1% em 2014, dizem analistas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Os gastos com Tecnologia da Informação (TI) em todo o mundo deverão crescer 3,1 por cento este ano, a 3,8 trilhão de dólares, depois de um 2013 estável, e serão impulsionados por empresas que começam a aproveitar a “big data” de smartphones e outros dispositivos, disseram analistas da Gartner nesta segunda-feira.

“Big data” é a capacidade de processar e analisar a massa de dados coletados pelas empresas, como operadoras de telefonia móvel, varejistas e companhias aéreas, para fornecer informações que lhes dão vantagens sobre rivais.
O setor de software para empresas será o mais dinâmico em 2014, disse a Gartner, com o conjunto de gastos globais subindo 6,8 por cento, para 320 bilhões de dólares.

“O investimento é proveniente de exploração de análise para tornar os processos B2C (sigla em inglês para business to consumer, ou ‘negócio para o consumidor’, na tradução literal) mais eficientes e melhorar os esforços de marketing para clientes”, disse Richard Gordon, vice-presidente executivo da Gartner, em um comunicado.

Os gastos com dispositivos, incluindo computadores pessoais, celulares e tablets, crescerão 4,3 por cento em 2014, informou a Gartner, depois de uma contração de 1,2 por cento em 2013.

No entanto, o grupo de pesquisa rebaixou sua previsão de crescimento em serviços de telecomunicações, que respondem por mais de 40 por cento do total das despesas de TI, para 1,2 por cento ante estimativa anterior de 1,9 por cento, diante de fatores como declínio de taxas de voz na China.

Novo chip da Nvidia põe computação móvel no nível da tradicional

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nesse domingo, 5, a Nvidia anunciou seu mais novo processador móvel, prometendo levar uma experiência de PCs a smartphones e tablets quando o assunto são jogos.

O CEO Jen-Hsun Huang assegurou, durante a CES, que o Tegra K1 “trouxe a computação móvel ao mesmo patamar da computação tradicional”.

Com 192 núcleos, o Tegra K1 permitirá que dispositivos portáteis rodem títulos como Unreal Engine 4, famoso nos PCs e consoles. O processador ainda é preparado para suportar TVs 4K, consoles, carros e mais.

Brasileiros já realizam mais da metade das transações bancárias em plataformas digitais

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Consultar o saldo e realizar pagamentos de contas pela internet ou por celular e tablet são hábitos cada vez mais comuns entre os brasileiros. No primeiro semestre de 2013, mais da metade das operações bancárias no país foram efetuadas em canais internet e mobile representando 51% do total, contra 46% no primeiro semestre de 2012, segundo divulgou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Os aplicativos móveis para smartphones e tablets lançados pelos bancos para oferecer mais praticidade na realização de operações bancárias foram os grandes impulsionadores do uso dessas plataformas digitais. De junho de 2012 a junho de 2013, a participação do canal mobile cresceu de 3% para 6,2% do total de transações em levantamento realizado com Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Itaú Unibanco e Santander. Já a quantidade de transações nas plataformas mobile saltou 237% do primeiro semestre de 2012 para o de 2013 – de 244 milhões para 822 milhões. A federação revela que em um dos bancos analisados, a participação do mobile já chega a 10% das transações totais.

Segurança

A Febraban alerta sobre as precauções que devem ser tomadas pelos usuários com a segurança e operações de bancárias nessas plataformas, como a restauração de aparelhos de segunda mão, bem como evitar a aquisição de smartphones que tenham sofrido jailbreak (desbloqueio ilegal). O órgão destaca também a importância dos programas de proteção contra software malicioso (malware), ofertados no mercado para os sistemas operacionais disponíveis.

Como precaução para perda ou rouba de aparelhos, a federação rienta a ativação da opção de exclusão dos dados do dispositivo, em caso de tentativas de acesso com senha incorreta e a habilitação da função de geolocalização para que o dispositivo seja encontrado e bloqueado à distância.

Para evitar cair em armadilhas de sites falsos, é recomendado que os usuários conheçam bem o site de seu banco e, caso seja constatada alguma anormalidade, entrem em contato imediatamente com a instituição.

Terceira Plataforma pauta a agenda de TI em 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo é esperado que Terceira Plataforma de Computação, pós mainframe e PCs, ganhe um grande impulso no País. Analistas de mercado e indústrias preveem que esse tema consumirá boa parte da agenda dos CIOs e fornecedores de TI no Brasil em 2014 pela pressão que as companhias estão enfrentando para ganhos de eficiência operacional e transformação dos negócios.

As apostas dos fornecedores de tecnologias e serviços em torno dos negócios que serão gerados pela Terceira Plataforma no Brasil são grandes. Para a demanda prometida, há uma movimentação no mercado com fusões, incorporações, chegada ao País de novos players e investimentos em ampliação de data center.

O setor espera investimentos maiores em projetos baseados nos quatro pilares desse conceito, que são cloud computing, mobilidade, Big Data e social business. Ao mesmo tempo, a disseminação dessas megatendências traz desafios para o Brasil. Entre os quais a necessidade de ampliação das redes de banda larga com conexões mais baratas, redução dos custos de data center, capacitação de mão de obra especializada e definição de questões regulatórias como na área de segurança.

A expectativa do mercado é que alguns desses entraves sejam resolvidos no próximo ano, quando o Brasil estará no centro das atenções do mundo por ser sede da Copa do Mundo e também por causa de outros eventos. Em 2014, o País terá duas eleições e em 2016 será o anfitrião das Olimpíadas, o que obrigará investimentos em novas tecnologias e infraestrutura para processamento.

A Terceira Plataforma começou a ganhar mais força no Brasil em 2013, com participação nos novos projetos de TI, conforme revelou a 13a edição do Prêmio IT Leaders, realizado em agosto pela COMPUTERWORLD, em parceria com a IDC, que elegeu os 100 melhores CIOs do Brasil. O levantamento comprovou a existência de uma ou mais iniciativas baseadas no novo conceito nos investimentos das companhias que concorreram ao prêmio.

O estudo mostra que os gestores de TI vão abraçar esse conceito em 2014. Entre os entrevistados, 89% informaram intenção de investir em consumerização e uso de dispositivos móveis. Uma parcela de 74% disse que planeja iniciativas para infraestrutura de TI no modelo de cloud computing, 89% desembolsarão recursos para BI e 69% vão comprar ferramentas de Customer Relationship Management (CRM) para reforçar o relacionamento com os clientes.

A IDC estima que em 2020, cerca de 90% do crescimento de TI estará relacionado à Terceira Plataforma, que hoje representa 22% dos gastos com Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Diferentemente de outras ondas tecnológicas em que o Brasil entra atrasado, nesta o País está junto aos demais mercados.

Em estudo do Gartner sobre as dez prioridades dos CIOS em 2013 o Brasil aparece pela primeira vez alinhado com o resto do mundo, apontando nos três primeiros lugares as mesmas tecnologias do mercado global e da América Latina, que são: ferramentas para análise de dados (analitycs e BI), mobilidade e cloud computing, na respectiva ordem.

Cassio Dreyfuss, chairman e keynote do Gartner/ITxpo 2013, realizado no começo de novembro em São Paulo, diz que antes as tecnologias levavam uns três anos para chegar ao mercado brasileiro e que hoje os lançamentos são quase que simultâneo. “Existe uma pressão grande para que as empresas invistam em novas tecnologias para serem mais competitivas”, constata.

O consultor observa que a situação privilegiada do Brasil atraiu mais fornecedores internacionais, obrigando eles a reposicionar seus produtos para o mercado local. “Antes, eles traziam produtos enlatados. Agora os vendors perceberam que a forma de o CIO brasileiro gerir TI é diferente”.

Por que adotar a Terceira Plataforma?

O crescimento do uso da mobilidade no Brasil é a necessidade de dar respostas rápidas aos negócios são algumas das alavancas para as empresas investirem na Terceira Plataforma. Hoje o País conta com quase 270 milhões de celulares ativos e, segundo relatório da IDC, 46,2% dos terminais vendidos no primeiro semestre de 2013 são smarthphones. Ainda de acordo com o instituto de pesquisas, foram comercializados, 3,3 milhões de tablets nos primeiros seis meses de 2013, com aumento de 165% sobre os volumes do mesmo período em 2012.

Aliado a isso, o Brasil está ampliando as redes de 4G e de Wi-Fi em locais públicos, permitindo que mais pessoas acessem internet. Erasmo Rojas, ex-diretor da 4G América para América Latina, observa que o Brasil já conta com mais de 400 mil usuários das novas redes de quarta geração, o que é uma oportunidade para as empresas lançarem serviços de dados para dispositivos móveis.

A consumerização faz com que usuários levem seus dispositivos para o ambiente de trabalho, desafiando as companhias a abraçarem o movimento do Bring your Own Device (BYOD) e buscarem ferramentas de segurança para proteger informações sensíveis que serão acessadas por esses aparelhos pessoais.

Transformar negócios em um mundo conectado com inovação. Esse é o lema dentro das empresas. “Todos estão buscando ser mais competitivos e mais rápidos”, afirma Eduardo Lopez, vice-presidente de Aplicativos da Oracle para a América Latina. A TI tem a grande missão de ajudar as companhias a se reinventarem. O executivo acredita que a saída para os CIOs liderarem esse movimento é se apoiarem nos quatro pilares da Terceira Plataforma. Eles são os facilitadores para implementação de arquiteturas que permitem projetos com mais velocidade, como aplicações para colaboração e redes sociais, bem como soluções em nuvem.

Com mobilidade, as pessoas estão conectadas o tempo todo, navegando em redes sociais, consumindo e acessando uma série de serviços. “As companhias têm que ser rápidas para agir antes que o cliente faça queixas”, adverte Lopez, ressaltando que esse dinamismo puxado pela mobilidade e consumidor conectado exige que as organizações tenham inteligência para ouvir o que as pessoas estão falando de suas marcas nessas mídias.

É preciso dar respostas com produtos personalizados. Lopez afirma que a tendência daqui para frente é a área de marketing apoiar o desenvolvimento de novos produtos não mais baseada em análises históricas de dados, mas em informações coletadas em tempo real nas redes sociais.

Arlindo Maluli Junior, diretor de estratégia e alianças da Microsoft, acredita que as companhias do Brasil vão investir mais em ferramentas de mídia social não apenas para monitorar clientes, mas para ganhar produtividade internamente Segundo ele, muitos funcionários estão preferindo usar mais as redes sociais corporativas para se comunicar com seus times que o e-mail.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft com 9,9 mil profissionais em 32 países, incluindo o Brasil, revelou que 51% acreditam ser mais produtivos com uso das redes sociais corporativas. Com a possibilidade de as empresas contratarem essas aplicações na nuvem, Maluli aposta num crescimento da busca por esse tipo de solução em 2014, principalmente pelo desejo dos funcionários de terem seus serviços de comunicação integrados para acesso em qualquer lugar e qualquer dispositivo.

Maturidade da nuvem

A forma mais rápida, encontrada pelos CIOS para colocar aplicações no ar e ampliar a infraestutura de acordo com a necessidade dos negócios, é a contratação de serviços na nuvem. Esse modelo, que era visto com desconfiança no Brasil, avançou no Brasil em 2013 e o ritmo de crescimento tende a continuar em 2014.

Estudos do Gartner estimam que o mercado brasileiro termine o ano com movimento de US$ 2 bilhões em contratos de serviços de cloud computing. Para 2017, os negócios nessa área mais que vão se multiplicar no País e gerar uma receita de aproximadamente US$ 4,5 bilhões.

Ao analisar o estágio dos serviços em nuvem no Brasil, Cassio Dreyfuss, vice-presidente Gartner no Brasil, avaliou que as empresas estão mais receptivas a esse modelo de contratação de TI. “Os CIOs estão percebendo que cloud é inevitável”, afirmou o executivo.

Fabio Costa, presidente da VMware Brasil, constata crescimento nas aplicações de nuvem no País, pelo aumento das vendas de seus sistemas para implementação de ambientes preparados para esse modelo de processamento. Ele observa que uma das razões que estão fazendo com que CIOs migrem para cloud são os orçamentos apertados para inovar. Hoje 70% do orçamento deles são para manutenção e que sobra apenas 30% para infraestrutura. Assim, o novo modelo permite expandir com maior controle dos investimentos.

A nuvem também tem se apresentado como solução para as pequenas e médias empresas (PMEs), informatizarem seus negócios, constata Alexandre Kasuki, diretor de marketing da HP. Ele revela que as soluções de rede pública da companhia têm registrado uma grande procura por esse segmento e que o cenário é otimista para 2014.

Entretanto, Dreyfuss observa que a falta de infraestrutura de telecomunicações fora dos grandes centros ainda é uma barreira para expansão desse modelo no Brasil. Apesar de reconhecer que a conectividade é um obstáculo para nuvem no País, Ione Coco, responsável pelo programa de CIO do Gartner Brasil, afirma que esse problema não deve ser uma desculpa para adiar os projetos de cloud. Sua recomendação é: “comece pequeno, mas faça. Não reclame da falta de infraestrutura”, aconselha.

Big Data em busca de seu espaço

Entre os quatro pilares da Terceira Plataforma o que está menos desenvolvimento no Brasil é o Big Data, por ainda ser um conceito novo. A sua proposta é ajudar as companhias a lidar com grandes volumes de dados, coletando informações em tempo real de redes sociais ou transações de negócios para tomada de decisão com mais assertividade.

Porém, o conceito gerou confusão no mercado sobre o que são ferramentas analíticas de dados e analistas do Gartner acreditam que esse ruído vai atrasar o crescimento dos negócios nessa área e retardar os projetos de Big Data. O alerta é de João Tapadinhas, diretor de Business Intelligence do Gartner.

Tapadinhas afirma que há uma dificuldade por parte das empresas em entenderem sobre o uso correto das ferramentas analíticas, o que faz com o processo de decisão de compra se torne mais lento. Esse problema já existia antes da propagação do conceito de Big Data, segundo o analista do Gartner. “Muitas companhias fizeram investimentos em BI analítico e não tiveram o retorno esperado”.

Como resultado disso, os negócios nessa área, que haviam registrado crescimento de 17% em 2011, fecharam com queda de 7% em 2012. Tapadinhas espera que as vendas de ferramentas analíticas voltem a crescer, chegando a patamares de 10% até 2016.

A indústria tem parcela de culpa pela confusão gerada no mundo das tecnologias de inteligência de dados. Mas o analista do Gartner percebe um esforço delas em tentar orientar o mercado. “Em 2015, a maioria dos fornecedores de ferramentas analíticas terá ofertas diferenciadas”, acredita Tapadinhas.

O presidente da Teradata Brasil, Sérgio Farina, confirma que muitas companhias ainda estão tentando entender como extrair valor do Big Data. “Estamos ainda em momento de laboratório”, diz, indicando que setores como varejo e telecom estão entre os segmentos interessados em se apoiar em ferramentas para análises de dados.

“Em 2013, percebemos que o mercado estava aberto a ouvir falar sobre Big Data no Brasil”, conta Ana Claudia Oliveira, gerente de vendas para América Latina da Pivotal, unidade de negócios da EMC. Ela acredita que 2014 será o ano em que as iniciativas vão se transformar em projetos reais. Seu argumento é de que as implementações são complexas, envolvendo mudança de processos, procedimentos, preparação do ambiente e também a capacitação de mão de obra. O cientista de dados é um talento escasso no Brasil.

EDILEUZA SOARES

As 10 principais tendências em TI para 2014 – Maior adesão à nuvem privada

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Semanas atrás, Hu Yoshida, CTO Global da Hitachi Data Systems, iniciou em seu blog corporativo uma série de artigos prevendo os principais movimentos do mercado de TI no próximo ano. A CIO Brasil publicou, com exclusividade, o primeiro deles, listando as 10 principais tendências, na opinião do executivo. E, depois, o artigo detalhando as duas primeiras. Nos próximos dias, publicaremos o detalhamento das demais.

Abaixo, você lê a análise da terceira tendência, que prevê um aumento considerável de empresas implementando nuvens privadas.

:: Maior adesão à nuvem privada
A nuvem vem se tornando um modelo de serviço mais aceito. Pesquisa recente realizada entre empresas de grande de porte mostra que aproximadamente 10% das cargas de trabalho estão sendo executadas em nuvem. Software como Serviço (SaaS) para aplicativos de back office como e-mail, RH, CRM e armazenamento ou backup são serviços com maior aderência às nuvens públicas. Infraestrutura como Serviço (IaaS) em nuvens públicas geralmente é utilizada para gerar elasticidade, transferindo demandas adicionais de capacidade geradas durante períodos de teste, desenvolvimento, ou em pico sazonais. No entanto, o uso da nuvem pública para as principais aplicações do negócio ainda é considerado de alto risco, devido a questões de segurança, privacidade, qualidade do serviço, interrupções, e altos custos devido ao uso para processamento de aplicações e acesso a dados em todas as redes conectadas à nuvem pública.

Se, por um lado, os custos de infraestrutura na nuvem pública podem ser bem mais baixos quando consideramos só o armazenamento, eles podem aumentar dramaticamente devido aos custos gerados pela frequência de acesso remoto a esses dados. O recente pedido de falência do provedor de serviços de cloud pública Nivanix abalou a confiança nas nuvens públicas depois que a empresa anunciou que seus clientes tinham 15 dias para recuperar todos os seus dados! Isso reavivou memórias de colapso das dot.com, quando os custos capitais dos serviços que as dot.coms ofereciam não puderam ser recuperados facilmente, já que cada usuário cadastrado queria sua própria infraestrutura. Ferramentas como virtualização e provisionamento não estavam disponíveis à época para permitir o reforço da infraestrutura junto a diversos usuários e a diluição dos custos capitais.

Por diversas razões, os clientes buscam hospedar suas principais aplicações em nuvens privadas, protegidas por seus firewalls e sob seu controle. Novas tecnologias como virtualização, soluções convergentes, Software Defined Data Center e novos modelos de negócios, como serviços gerenciados, vêm tornando a implementação e operação do modelo de provisionamento em cloud muito mais simples, eficiente e acessível. A Hitachi se uniu à VMware para concretizar sua visão para a Software Defined Data Center.
“O que torna a abordagem da Hitachi impressionante é terem escolhido agregar dados operacionais de cada um dos componentes da plataforma convergente. Ter essa fonte única de dados simplifica bastante a complexidade da integração, e o que é mais importante, gera um desenho de interface para o usuário que reflete verdadeiramente a natureza convergente da plataforma. Essa abordagem integrada atinge diretamente, os benefícios esperados de uma infraestrutura convergente”, afirma Wayne Green, gerente de produtos da VMware, sobre a integração entre a UCP e a vSphere.

Embora uma cloud privada não possa oferecer a elasticidade de um provedor de nuvem publica, que consegue alocar recursos livremente , você tem a certeza que a sua solução de cloud privada é segura, está protegida por seus firewalls e sob seu controle direto. Você tem as ferramentas de automação e agilidade para provisionar seus recursos conforme as necessidades do seu negócio. A conexão direta à cloud privada pode também compensar alguns dos custos de se conectar a um serviço de cloud pública e integrar aplicações de cloud a outras fora dela. Ainda assim, você pode utilizar a nuvem pública para aplicativos de back office como faz hoje. Ou seja, fazer backups ou arquivar uma parte da sua cloud privada em um serviço de cloud pública. A diferença é que agora você tem as ferramentas para adequar a cloud às suas necessidades de negócio.

O mistério e a complexidade de questões quanto à segurança e os riscos na nuvem podem ser colocados de lado com a implementação de uma cloud privada, que ofereça os benefícios de consolidação, agilidade, automação, self-service e charge-backs em uma solução pronta para uso.

Hu Yoshida *

Série Entrevistas Workstations e Thin Clients – Retrospectiva

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A TI no divã

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Se a área de TI fosse personificada, a primeira coisa que ela faria, hoje, seria buscar um psicólogo. E, com certeza, iniciaria sua sessão com a frase: “Estou perdida!”. De fato, tenho visto muito CIO preocupado com as mudanças agressivas que estão sendo impulsionadas pelos movimentos do mercado. Os investimentos em TI estão migrando, e o olhar está pra fora da empresa. Por anos, CIOs requisitaram um lugar na mesa do conselho e, não mais que de repente, lá estão. E agora?

Nunca foi tão importante para a TI andar de mãos dadas com as áreas de negócios, como hoje. Ora! Essas áreas precisam de soluções tecnológicas para atingir seu público, conquistar e fidelizar clientes. Elas têm budget pra investir em tecnologia – de acordo com os institutos de pesquisa, dois terços do budget. Mas, fique atento: isso não quer dizer que ela precise ficar “presa” à área de TI. Se for preciso, terceirizam. E verdadeiramente o fazem. Eis aí onde se inicia a crise existencial dos CIOs.

A tecnologia atingiu potencial de desempenhar um papel transformador em todos os produtos, serviços e indústrias. Nenhum negócio passará ileso. É o que o Gartner chama de Digitalização. Daí vem o paradoxo: “Nunca estivemos tanto na moda e estamos perdidos!”.

O que parecia a hora de usufruir de todo o investimento feito para a implementação de ERPs, CRMs e BIs, aproveitando dessa estrutura para analisar as informações que vêm dessas aplicações, nos desafia novamente. O ERP é o elefante na sala e que não vai embora tão cedo, gerando gigantescas quantidades de dados e informações. O que antes era business, agora é analytics. Além de informações, precisamos adicionar inteligência! Esse é o ponto crítico que deve ser desenvolvido intencionalmente. O próprio Gartner, inclusive, já coloca essa análise no centro dos negócios.

Nesse sentido, mudanças culturais e de processos se fazem necessárias. Os modelos antigos não vão funcionar mais. Temos que abandonar velhas práticas controladoras, que nossa área mesmo criou, para equilibrar a necessidade de “boa governança”. E, simultaneamente, alimentar as equipes com propósitos capazes de sentir e adaptar-se aos desafios e oportunidades de forma rápida.

A primeira mudança é uma transformação cultural das áreas de TI, que precisam deixar de lado o perfil controlador, intrínseco a essa atividade, e dar lugar à agilidade. Sai a TI processual e entra em cena uma área mais focada em fazer relacionamentos, trazer soluções e olhar pra fora das fronteiras da empresa. Costumo dizer que “a cozinha já está em ordem – a essa altura, deveria. Agora é hora de investir em transformação”. A entrega intencional e planejada de inovações agora é questão de sobrevivência!

A segunda é focar em simplicidade. O que quero dizer com isso? 2014 será um ano muito difícil quando o assunto é expansão. Os investimentos em TI já estão sendo afetados pela desaceleração da economia. Por isso, vale focar em ganho de eficiência e diferenciação. Investir no que dá mais retorno. E, como temos visto, analytics – ou inteligência? – é a bola da vez.

(*) Mauro Oliveira é Vice-Presidente da CI&T para Brasil e América Latina

Opinião: 2014 será o ano dos mini smartphones

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Enquanto 2013 teve sua cota de monstruosidades super-dimensionadas, houve também uma tendência contrária favorável às versões pequeninas de dispositivos populares.

O ano passado foi a introdução do HTC One mini e do Samsung Galaxy S4 mini, para não mencionar os modelos mais em conta de grandes marcas na forma de iPhone 5c e o Moto G.

E o trem das miniaturas não mostra nenhum sinal de desaceleração em 2014. Um site grego de tecnologia relatou que a LG está preparando um LG G2 mini de 4,7 polegadas (embora eu hesite em referir o LG G2 como um grande telefone).

Além disso, a SamMobile confirmou que a Samsung irá introduzir um “lite” aos seus populares Galaxy Note 3 e Galaxy Grand 2. A tendência ainda vai se estender a outros dispositivos sob o disfarce de uma versão lite do Tab Galaxy 3, que custará cerca de 135 dólares. Eles não serão necessariamente menores, mas são parte de uma tendência que traz marcas de última geração para dispositivos de baixo custo.

É um mundo pequeno, afinal de contas?

Será que essa onda de dispositivos mini e lite é uma reação ao fato de que nós, como espécies, estamos encolhendo? Não. É exatamente o contrário.

O negócio é o seguinte. Meu pai tem um smartphone agora – e ele ama essa coisa. Esse é um cara que conseguiu o seu primeiro micro-ondas há apenas 10 anos e me julgou por comprar meu primeiro celular em 2001 como sendo uma extravagância desnecessária.

O que um sessentão, nascido na época do baby boom, e tecnofóbico tem a ver com as tendências de smartphones? É o símbolo de uma tendência muito maior: smartphones estão em toda parte agora.

A manifestação mais importante dessa tendência é que os smartphones estão rapidamente se expandindo para o mundo em desenvolvimento. E os fabricantes querem um pedaço dessa ação, mas eles terão que criar dispositivos mais baratos para conseguir.

“Se você olhar para o mercado de smartphones em todo o mundo, você vai notar que a maioria parte do volume e do crescimento vem de médias empresas, especialmente, que custam cerca de 200 dólares. Eles possuem grande demanda”, disse Anshul Gupta, analista-chefe de pesquisa da Gartner.

A tendência do preço mais acessível não apenas tem um efeito sobre o hardware, mas também sobre a forma como o software é projetado. Por exemplo, o mais recente OS do Google foi projetado especificamente para rodar em smartphones que têm no mínimo 512 MB de RAM.

Durante a inauguração do Googlerola de baixo custo Moto G, a empresa fez a declaração ousada de que a abordagem baseada em software do telefone de 200 dólares o tornaria mais poderoso do que um Galaxy S4 de 600 dólares.

Embora não tenhamos tido a oportunidade de testá-lo ainda, se for verdade, essa tendência pode ter um efeito muito real em smartphones que estão mais acima na “cadeia alimentar”.

“Quando você pode fornecer um smartphone de alta qualidade, isso causará um impacto sobre os smartphones Android mais caros – na faixa de preço de 400 e 600 dólares”, disse Roger Kay, presidente e diretor da Endpoint Technologies Associates. “Ou a qualidade dos smartphones mais caros terão de melhorar, ou podem cair no esquecimento.”

Para bem ou mal, 2014 pode ser o ano dos minis.