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As 10 principais tendências em TI para 2014 – Maior adesão à nuvem privada

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Semanas atrás, Hu Yoshida, CTO Global da Hitachi Data Systems, iniciou em seu blog corporativo uma série de artigos prevendo os principais movimentos do mercado de TI no próximo ano. A CIO Brasil publicou, com exclusividade, o primeiro deles, listando as 10 principais tendências, na opinião do executivo. E, depois, o artigo detalhando as duas primeiras. Nos próximos dias, publicaremos o detalhamento das demais.

Abaixo, você lê a análise da terceira tendência, que prevê um aumento considerável de empresas implementando nuvens privadas.

:: Maior adesão à nuvem privada
A nuvem vem se tornando um modelo de serviço mais aceito. Pesquisa recente realizada entre empresas de grande de porte mostra que aproximadamente 10% das cargas de trabalho estão sendo executadas em nuvem. Software como Serviço (SaaS) para aplicativos de back office como e-mail, RH, CRM e armazenamento ou backup são serviços com maior aderência às nuvens públicas. Infraestrutura como Serviço (IaaS) em nuvens públicas geralmente é utilizada para gerar elasticidade, transferindo demandas adicionais de capacidade geradas durante períodos de teste, desenvolvimento, ou em pico sazonais. No entanto, o uso da nuvem pública para as principais aplicações do negócio ainda é considerado de alto risco, devido a questões de segurança, privacidade, qualidade do serviço, interrupções, e altos custos devido ao uso para processamento de aplicações e acesso a dados em todas as redes conectadas à nuvem pública.

Se, por um lado, os custos de infraestrutura na nuvem pública podem ser bem mais baixos quando consideramos só o armazenamento, eles podem aumentar dramaticamente devido aos custos gerados pela frequência de acesso remoto a esses dados. O recente pedido de falência do provedor de serviços de cloud pública Nivanix abalou a confiança nas nuvens públicas depois que a empresa anunciou que seus clientes tinham 15 dias para recuperar todos os seus dados! Isso reavivou memórias de colapso das dot.com, quando os custos capitais dos serviços que as dot.coms ofereciam não puderam ser recuperados facilmente, já que cada usuário cadastrado queria sua própria infraestrutura. Ferramentas como virtualização e provisionamento não estavam disponíveis à época para permitir o reforço da infraestrutura junto a diversos usuários e a diluição dos custos capitais.

Por diversas razões, os clientes buscam hospedar suas principais aplicações em nuvens privadas, protegidas por seus firewalls e sob seu controle. Novas tecnologias como virtualização, soluções convergentes, Software Defined Data Center e novos modelos de negócios, como serviços gerenciados, vêm tornando a implementação e operação do modelo de provisionamento em cloud muito mais simples, eficiente e acessível. A Hitachi se uniu à VMware para concretizar sua visão para a Software Defined Data Center.
“O que torna a abordagem da Hitachi impressionante é terem escolhido agregar dados operacionais de cada um dos componentes da plataforma convergente. Ter essa fonte única de dados simplifica bastante a complexidade da integração, e o que é mais importante, gera um desenho de interface para o usuário que reflete verdadeiramente a natureza convergente da plataforma. Essa abordagem integrada atinge diretamente, os benefícios esperados de uma infraestrutura convergente”, afirma Wayne Green, gerente de produtos da VMware, sobre a integração entre a UCP e a vSphere.

Embora uma cloud privada não possa oferecer a elasticidade de um provedor de nuvem publica, que consegue alocar recursos livremente , você tem a certeza que a sua solução de cloud privada é segura, está protegida por seus firewalls e sob seu controle direto. Você tem as ferramentas de automação e agilidade para provisionar seus recursos conforme as necessidades do seu negócio. A conexão direta à cloud privada pode também compensar alguns dos custos de se conectar a um serviço de cloud pública e integrar aplicações de cloud a outras fora dela. Ainda assim, você pode utilizar a nuvem pública para aplicativos de back office como faz hoje. Ou seja, fazer backups ou arquivar uma parte da sua cloud privada em um serviço de cloud pública. A diferença é que agora você tem as ferramentas para adequar a cloud às suas necessidades de negócio.

O mistério e a complexidade de questões quanto à segurança e os riscos na nuvem podem ser colocados de lado com a implementação de uma cloud privada, que ofereça os benefícios de consolidação, agilidade, automação, self-service e charge-backs em uma solução pronta para uso.

Hu Yoshida *

Software-Defined Data Center (SDDC). Será que realmente é tendência?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nos meses de julho e agosto de 2013, abordei aqui no blog como seria o Data Center do futuro. Reforcei que o ideal seria caminharmos para alguma solução que seguisse o conceito de IT-as-a-Service (ITaaS) auxiliado por uma Infraestrutura de Cloud Elástica (Automática e Híbrida com transbordo da rede do cliente para o Data Center).

A meu ver, essa visão amadureceu. No decorrer do ano, visitei alguns eventos e muitos deles apontavam para uma tendência comum: Data Center Como Um Elemento Virtualizado. Esta tendência mostra como pilares os seguintes elementos:

Tecnologia i386;
Virtualização de todas as aplicações;
Virtualização dos hardwares e componentes usados comumente dentro do Data Center (Firewalls, switches, roteadores, servidores, Load Balances, storages, etc).
Tal tendência toma vida no conceito comumente chamado de Software-Defined Data Center (SDDC)/Data Center Definido por Software. De forma geral podemos dizer que Software-Defined Data Center é o Data Center virtualizado entregue como serviço (As A Service), onde todo o controle do Data Center é completamente automatizado por software.

Imagine o Software-Defined Data Center no centro de uma esfera tendo ao seu redor diversas camadas. Olhando para estas camadas reconhecemos elementos como Virtualização da Infraestrutura de Rede, Virtualização de Storage, Virtualização de Servidores e Automação.

Claro que isso possibilita criar uma máquina virtual e associar a ela automaticamente VLANs, firewalls, Load Balance e demais elementos customizados para as necessidades desta máquina virtual. Quando esta máquina for removida, toda a sua infraestrutura seria removida, liberando recursos como processamento, memória, disco, acessos de rede, etc. Imagine quanto tempo ganharíamos no processo de ativação e também de desligamento!

Veja que não estamos referenciando um conceito focado na ficção. A Virtualização da Infraestrutura de Rede é comumente indagada como Software-Defined Network (SDN)/Rede Definida por Software. A comercialização deste conceito é real e pode ser encontrada nas tecnologias Cisco Systems, Nicira (comprada pela VMware por $1.26 bilhões em 23/07/12), BigSwitch Networks, Lyatiss e Xsigo Systems.

Já a virtualização de storage não é o elemento mais novo dos temas aqui discutidos, mas ainda tem muito que amadurecer. Podemos encontra-la presente em empresas como Nutanix, Virsto, Nexenta, iWave, DataCore Software, NexGen Storage, PistonCloud e diversas outras. É sem dúvida um tema para ser discutido detalhadamente em um artigo específico.

Já o segredo da automação está representado pela habilidade de traduzir a lógica ligada ao negócio de cada empresa em elementos automatizáveis. Será preciso alguns anos para termos uma solução flexível e integrável a um Data Center virtual.

O Software-Defined Data Center é um conceito fantástico e é também uma tendência, mas existe uma segunda linha de pensamento revelando que ele não é suficiente e que deveríamos caminhar para um conceito mais amplo chamado de Business-Defined Data Center/Data Center Definido pelo Negócio, conforme apontado pela Forrester Research.

Segundo o Forrester Research, um ambiente mais indicado para uma organização deveria ser 80% em estruturas genéricas e 20% com estruturas especialistas. As estruturas genéricas estariam focadas nas aplicações que são realmente importantes para o negócio, fazendo uso massivo de automações e dos elementos virtualizáveis na solução. Estaríamos com isto identificando, sem interações humanas, as aplicações mais vitais para o negócio de cada empresa e dando mais apoio para estas aplicações de forma dinâmica, usando as regras de negócio definidas anteriormente.

Acredito que o ano de 2014 vai nos brindar com algumas boas surpresas dentro do conceito de Software-Defined Data Center. Mas, precisaremos gastar algum tempo e muito esforço para entender a “sopa” de siglas que virá junto com os recursos e possibilidades.

Forte abraço e boa leitura,

Denis Augusto