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Três bons motivos para adotar a nuvem

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

As companhias estão descobrindo na nuvem um grande diferencial competitivo. Elas vêm percebendo, por exemplo, que as soluções baseadas nessa tecnologia podem estreitar a relação com os consumidores, reinventar modelos de negócios e trazer à tona dados de inestimável valor estratégico.

Uma pesquisa recente revelou que, em 2016, os líderes de grandes empresas, como CEOs e executivos de recursos humanos, darão mais importância às possibilidades baseadas em computação em nuvem do que os próprios profissionais de TI. A seguir, exemplos que justificam o interesse:
Reinvenção estratégica – Ao usarem ferramentas de análise baseadas na nuvem, as empresas passaram a saber, em tempo real, o que fazem e como pensam os seus clientes. A TP Vision, por exemplo, joint venture responsável pela linha de televisores da marca Philips, recorreu à nuvem para saber ao que os clientes mais assistiam em suas smart TVs, sem ter que, para isso, atualizar os aparelhos a toda hora. Com essas informações em mãos, passou a sugerir opções personalizadas de filmes, séries e anúncios.

Tomada de decisões – Com soluções em nuvem, as empresas podem conectar dados espalhados por servidores e discos rígidos e tomar decisões a partir da unificação dessas informações.
Foi o que fez a Target, uma das maiores redes de varejo nos Estados Unidos. Com o slogan “Espere mais, pague menos”, a rede usa a nuvem e o big data para tomar decisões estratégicas de marketing, como planejar fluxos, oferecer promoções a grupos específicos e identificar novas oportunidades com mais agilidade.

Conexão de pessoas – Além de analisar e integrar dados, a nuvem tem o poder de conectar pessoas e de fornecer a elas conhecimentos específicos ou habilidades inexploradas. Devastado por um furacão em 2010, o Haiti encontrou numa plataforma colaborativa baseada na nuvem uma forma viável e rápida de criar uma rede de voluntários.

Essa ferramenta também aproximou os médicos haitianos de renomados especialistas espalhados pelo mundo. A troca de ideias relacionadas às melhores práticas e protocolos que deveriam adotar em situações de emergência fez com que os haitianos se tornassem mais capacitados a tratar doenças e salvar vidas.

Software-Defined Data Center (SDDC). Será que realmente é tendência?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nos meses de julho e agosto de 2013, abordei aqui no blog como seria o Data Center do futuro. Reforcei que o ideal seria caminharmos para alguma solução que seguisse o conceito de IT-as-a-Service (ITaaS) auxiliado por uma Infraestrutura de Cloud Elástica (Automática e Híbrida com transbordo da rede do cliente para o Data Center).

A meu ver, essa visão amadureceu. No decorrer do ano, visitei alguns eventos e muitos deles apontavam para uma tendência comum: Data Center Como Um Elemento Virtualizado. Esta tendência mostra como pilares os seguintes elementos:

Tecnologia i386;
Virtualização de todas as aplicações;
Virtualização dos hardwares e componentes usados comumente dentro do Data Center (Firewalls, switches, roteadores, servidores, Load Balances, storages, etc).
Tal tendência toma vida no conceito comumente chamado de Software-Defined Data Center (SDDC)/Data Center Definido por Software. De forma geral podemos dizer que Software-Defined Data Center é o Data Center virtualizado entregue como serviço (As A Service), onde todo o controle do Data Center é completamente automatizado por software.

Imagine o Software-Defined Data Center no centro de uma esfera tendo ao seu redor diversas camadas. Olhando para estas camadas reconhecemos elementos como Virtualização da Infraestrutura de Rede, Virtualização de Storage, Virtualização de Servidores e Automação.

Claro que isso possibilita criar uma máquina virtual e associar a ela automaticamente VLANs, firewalls, Load Balance e demais elementos customizados para as necessidades desta máquina virtual. Quando esta máquina for removida, toda a sua infraestrutura seria removida, liberando recursos como processamento, memória, disco, acessos de rede, etc. Imagine quanto tempo ganharíamos no processo de ativação e também de desligamento!

Veja que não estamos referenciando um conceito focado na ficção. A Virtualização da Infraestrutura de Rede é comumente indagada como Software-Defined Network (SDN)/Rede Definida por Software. A comercialização deste conceito é real e pode ser encontrada nas tecnologias Cisco Systems, Nicira (comprada pela VMware por $1.26 bilhões em 23/07/12), BigSwitch Networks, Lyatiss e Xsigo Systems.

Já a virtualização de storage não é o elemento mais novo dos temas aqui discutidos, mas ainda tem muito que amadurecer. Podemos encontra-la presente em empresas como Nutanix, Virsto, Nexenta, iWave, DataCore Software, NexGen Storage, PistonCloud e diversas outras. É sem dúvida um tema para ser discutido detalhadamente em um artigo específico.

Já o segredo da automação está representado pela habilidade de traduzir a lógica ligada ao negócio de cada empresa em elementos automatizáveis. Será preciso alguns anos para termos uma solução flexível e integrável a um Data Center virtual.

O Software-Defined Data Center é um conceito fantástico e é também uma tendência, mas existe uma segunda linha de pensamento revelando que ele não é suficiente e que deveríamos caminhar para um conceito mais amplo chamado de Business-Defined Data Center/Data Center Definido pelo Negócio, conforme apontado pela Forrester Research.

Segundo o Forrester Research, um ambiente mais indicado para uma organização deveria ser 80% em estruturas genéricas e 20% com estruturas especialistas. As estruturas genéricas estariam focadas nas aplicações que são realmente importantes para o negócio, fazendo uso massivo de automações e dos elementos virtualizáveis na solução. Estaríamos com isto identificando, sem interações humanas, as aplicações mais vitais para o negócio de cada empresa e dando mais apoio para estas aplicações de forma dinâmica, usando as regras de negócio definidas anteriormente.

Acredito que o ano de 2014 vai nos brindar com algumas boas surpresas dentro do conceito de Software-Defined Data Center. Mas, precisaremos gastar algum tempo e muito esforço para entender a “sopa” de siglas que virá junto com os recursos e possibilidades.

Forte abraço e boa leitura,

Denis Augusto

F-Secure é capaz de bloquear até 99,2% de ameaças

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Em recente estudo realizado pela AV-Comparatives, o F-Secure Internet Security foi apontado como capaz de alcançar uma taxa de proteção de até 99,2%. Foram quatro testes realizados pela organização no período entre março e junho deste ano. Porém, no quesito de bloqueio, o F-Secure Internet Security ficou atrás do software da Symantec, que por sua vez apresentou 99,3% como porcentagem de proteção.

No teste, foi avaliada a quantidade de malware bloqueada pelo antívirus, bem como o número de vezes em que o software foi comprometido, além da quantidade de sites limpos ou arquivos bloqueados de forma errada. Além do software apresentar um alto grau de bloqueio contra ameaças, também apresentou um nível menor de falsos positivos.

F-Secure Internet Security

O F-Secure Internet Security é um aplicativo para proteção do computador contra ameaças espalhadas na internet. Então, ao fazer uso do programa, o usuário, além de ficar protegido, também pode limpar o computador, caso já tenha sido infectado.

Um dos recursos que deve agradar os pais é o filtro de navegação para crianças e adolescentes, além da proteção de pragas virtuais, claro. Com essa ferramenta, sites com conteúdos julgados como inapropriados podem ser bloqueados, além da possibilidade de bloqueio anterior a sites com armas, referências a ódio, violência e drogas, por exemplo.

Também é possível bloquear a navegação em determinados sites, como de correios eletrônicos, chat, fóruns e redes sociais. Outra opção é o controle de tempo, em que os pais se tornam aptos a bloquear os sites após um certo tempo de navegação.

O F-Secure Internet Security oferece algumas ferramentas já tradicionais, como verificação de vírus e spyware, firewall, entre outras. O software é pago e sua licença para um ano de uso em uma máquina custa 49,90 euros.

7 dicas de segurança para as compras de final de ano

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A última Black Friday, do dia 29 de novembro, serviu como mais uma prova de que o brasileiro é um consumidor online voraz – e o cenário de consumismo deve se repetir agora neste final de ano. Mas antes de sair comprando, é bom lembrar que nem tudo que aparece na internet é confiável, e que casos de roubos online estão longe de ser incomuns – o alto fluxo de vendas atrai eventuais crackers. Justamente por isso, separamos dicas de segurança, algumas dadas pelo especialista Daniel Lemos, para evitar que você caia em alguma armadilha durante as compras de fim de ano. Confira a seguir:

1. Não compre em qualquer site
“Esse é o ponto principal”, diz Lemos. É bom verificar a credibilidade dos sites antes de sair preenchendo os campos com os dados de cartão de crédito, por exemplo. Para facilitar a identificação de páginas pouco confiáveis, o Procon disponibiliza uma lista com as lojas de má-reputação. Vale conferi-la – e checar também os certificados E-bit, por exemplo, usados em sites como o Buscapé e o BondFaro.

2. Verifique o certificado das páginas
Páginas falsas, que imitam o layout de estabelecimentos conhecidos, também são outra ameaça. “Eles simplesmente enrolam o cliente, e você acaba saindo no prejuízo”, afirma o especialista. Os produtos “comprados” nunca serão entregues, e as informações digitadas em sites do tipo são simplesmente roubadas, indo parar nas mãos ou no banco de dados do criminoso responsável. Então, verifique a URL do site antes de cogitar a compra e confira também o certificado das páginas – um cadeado ao lado do endereço é um bom sinal.

3. Evite redes abertas e ambientes públicos
É básico, mas nem todo mundo segue. Ao fazer compras em uma rede de internet compartilhada – aberta ou pública –, seus dados podem ser “vistos” por algum criminoso que também esteja conectado a ela. Então, se estiver em casa, deixe a rede Wi-Fi protegida por senha, no mínimo – e “só faça as compras online quando estiver a uma rede segura”.

4. Cuidado com as promoções
Ofertas muito boas podem ser, na verdade, grandes farsas. Já vimos isso na Black Friday, e no Natal não é diferente. Então, “nunca confie imediatamente em promoções online, especialmente aquelas que vêm de fontes duvidosas”. “Ligue para a loja e, na dúvida, cancele a compra”, diz Lemos. Ele também recomenda evitar os links com grandes descontos que vêm por e-mail, mesmo que o remetente seja conhecido – não os abra, e muito menos baixe os anexos que eventualmente estão na mensagem.

5. Fique atento nas redes sociais e até no Google
“São várias as formas de ludibriar um usuário, e uma delas se dá por meio das redes sociais”, diz Lemos. Da mesma forma que os links que chegam por e-mail, os que aparecem na linha do tempo do Facebook nem sempre são confiáveis, mesmo se postados por pessoas conhecidas – elas podem ter caído em um golpe, que as fez compartilhar a URL automaticamente.

Mesmo o Google também não é exatamente confiável. O especialista lembra que criminosos espertos conseguem otimizar páginas falsas, fazendo-as aparecer entre os primeiros resultados nas buscas. Então, ao entrar em uma, não se esqueça das dicas 1 e 2.

6. Use apps oficiais e baixe apenas de fontes confiáveis
“Diversos sites já dão a opção de comprar a partir de smartphones ou tablets”, seja no navegador ou por meio de um aplicativo. Se for nessa segunda opção, certifique-se então de baixar o programa das lojas oficiais – e apenas os feitos pelos desenvolvedores “originais”, já que até a Play Store e a App Store falham. E o mesmo vale para qualquer outro aplicativo, aliás. Para evitar problemas, é válido até manter desativada a opção que permite a instalação de apps de fontes desconhecidas.

7. Mantenha atualizados o antivírus, os programas de segurança e o sistema operacional, inclusive nos smartphones
Afinal, são esses os programas que protegem os dispositivos de malware que, entre outras funções, pode roubar informações sensíveis e comprometer uma compra. Além disso, como lembra Lemos, o filtro de spam ajuda a evitar e-mails indesejáveis.

A dica vale também para smartphones e tablets, já que ameaças para dispositivos móveis são uma realidade há algum tempo. Recomendamos ao menos as soluções gratuitas, que já devem garantir um grau de segurança razoável. Então é bom baixar um antivírus – apenas um, para evitar conflitos entre programas – e, nos computadores, um firewall.

Dica: saiba identificar celulares, fones de ouvido e outros produtos piratas

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Produtos de tecnologia falsificados trazem consequências muito mais sérias do que um tênis ou bolsa piratas. Além do prejuízo financeiro geralmente ser maior, há riscos para a privacidade, com software e apps que podem ter sido projetados para roubar informações pessoais ou infectar computadores, abrindo as portas para mais danos. E na pior das hipóteses há riscos para a saúde e até a vida do usuário, como no caso de carregadores falsos de iPhone que eletrocutaram seus usuários.

E há medida em que os falsários se tornam mais sofisticados – e mais audazes – fica mais difícil mesmo para os consumidores mais atentos distinguir um produto original de um falso. Aqui estão algumas dicas para não levar gato por lebre, separados pelos segmentos de mercado mais suscetíveis à falsificação na atualidade.

Smartphones and tablets

Os falsários tendem a seguir o mercado, e nos últimos tempos estão de olho na mobilidade. Smartphones e tablets estão se tornando itens “quentes”, e não é surpresa que os iPads e iPhones são alvos cada vez mais comuns de falsificações.

Para começar, produtos à venda em camelôs são quase sempre falsos, e produtos em sites de leilão ou comércio eletrônico com preços bons demais frequentemente são golpes. Descontos existem, o que não existe é milagre. Não há como um iPhone 5s que custa R$ 2.799 no site da Apple custar R$ 99 na internet: alguma coisa está obviamente errada.

Fazer uma boa cópia de um smartphone, ainda mais um modelo topo de linha, é muito difícil. A maioria das falsificações é fácil de identificar assim que você tem o produto em mãos. Para começo de conversa o peso geralmente está errado, já que os aparelhos falsos costumam ser leves demais. Botões podem estar bambos ou não pressionar corretamente, e o acabamento não é tão refinado quando o do produto original: um logotipo torto ou em fonte diferente, plástico com coloração desigual, arestas afiadas ou um encaixe imperfeito da tampa da bateria são outros sinais típicos.
A maioria dos smartphones falsos “funciona” de certa forma, ou seja, eles tem um sistema operacional rudimentar e até alguns apps instalados, mas não são capazes de enganar por muito tempo. Um tablet ou smartphone falso pode ligar e funcionar, mas você provavelmente irá encontrar ícones diferentes do esperado, uma tela com baixa definição e apps que não fazem nada quando abertos.

Preste atenção ao texto: traduções incompletas da interface (como itens em chinês) são um sinal típico de falsificação, bem como erros grosseiros de ortografia e frases e termos que parecem não fazer sentido. Conhecer um pouquinho do visual e comportamento de cada sistema e aparelho ajuda: se você vir um iPhone ou Nokia Lumia rodando Android, corra. Recursos “extras” também são outro sinal de falsificação. Não existe um iPhone com dois chips, nem um Samsung Galaxy S4 com TV Digital.

Mas a maioria das falsificações é grosseira. Em 2009 o blog MacMedics fez uma análise detalhada de uma cópia do iPhone 3G comprada no eBay, muito similar aos “HiPhones” que se tornaram populares no Brasil: a caixa parecia correta, mas todo o resto era suspeito. Os acessórios estavam errados (bateria extra e caneta? falso!), o aparelho era extremamente lento, isso quando funcionava, e a tela era feita de plástico em vez de vidro.

A dica é ver o produto em pessoa e testá-lo antes de comprar.

CPUs, GPUs, RAM e placas-mãe

A falsificação de componentes como microprocessadores, pentes de memória e GPUs é um grande negócio. Comparados aos smartphones eles são mais fáceis de falsificar e mais difíceis de detectar, e como costumam ser vendidos em grandes quantidades, podem trazer ao falsário uma enorme quantia de dinheiro de uma vez só.

Mesmo sites de e-commerce respeitados podem ser vítimas. Em 2010 a Newegg, uma das principais lojas de componentes para PCs nos EUA, inadvertidamente vendeu algumas centenas de processadores Intel Core i7 falsos. As “CPUs” eram pedaços de plástico e metal em uma caixa falsa cheia de erros de ortografia. Os consumidores ficaram irados, e com razão.

Mas algumas falsificações são muito mais sofisticadas. Um golpe comum é remarcar um produto real, que funciona, como sendo algo diferente. Um vendedor inescrupuloso pode apagar as marcas em um processador de baixo custo, vendido por cerca de US$ 100, pintar as marcas de um modelo mais sofisticado e vendê-lo por US$ 500.

Outro é a venda de produtos usados ou danificados como sendo novos, contando com o fato de que você não irá testá-los imediatamente. Não há uma forma fácil de testar um módulo de RAM numa loja, por exemplo, então o golpista tem mais tempo para se safar.

Verifique o número de série impresso em cada placa de circuito. Alguns fabricantes aceitam chamadas para o suporte técnico para validar se o número é mesmo legítimo. Placas sem um número de série, ou com qualquer indício de que ele tenha sido modificado, devem ser consideradas suspeitas.

Produtos que foram remarcados podem ser difíceis de identificar sem equipamento especial, mas uma coisa que você pode fazer com alguns componentes, como processadores, é procurar por uma foto em alta resolução no Google. Compare ela com o produto e preste atenção mesmo à mínima variação na posição dos componentes, cor ou marcas e rótulos.

Fones de ouvido

Fones de ouvido grandes vem crescendo em preço e popularidade, e como resultado estão se tornando uma das categorias mais quentes de produtos falsificados. Nas ruas uma cópia dos “Beats by Dr. Dre” por custar até 3% do preço de um original (a fabricante tem um guia para identificar os produtos falsos). E como a aparência é o que mais importa, já que eles são um acessório de moda, podemos assumir que a maioria dos usuários nem se importa muito se funcionam direito.

Se você está lendo este artigo, assumo que está interessado em fones de ouvido genuínos e funcionais. Muitas falsificações nessa área são incrivelmente fáceis de identificar. Pra começo de conversa, se você está comprando produtos nas ruas ou sem a embalagem original, é melhor pensar duas vezes. Mas algumas cópias são mais sofisticadas.

Desconfie de vendedores que oferecem um generoso desconto se você comprar mais de um par. Além disso, preste especial atenção à embalagem: não só procure por erros de ortografia no texto, como também observe se as fotos não estão apagadas ou borradas, e se o plástico que a envolve está firme. Se estiver comprando um produto usado teste-o antes, já que a qualidade sonora dos falsos não é sequer próxima dos originais. E assim como nos smartphones, verificar o peso ajuda a identificar uma cópia.

Software

As vendas de software estão migrando das prateleiras das lojas reais para as lojas virtuais, então esta é uma categoria que felizmente está morrendo aos poucos. Ainda assim software pirata, especialmente cópias de produtos mais caros, ainda é comum.

E não estamos falando dos discos CD-R com rótulos criados em uma impressora jato-de-tinta que podem ser encontrados em qualquer camelô nas grandes cidades, mas sim de cópias sofisticadas que tentam se passar pelo original, vendidas por um preço mais alto que os piratas “de esquina”.

É um grande problema para empresas como a Microsoft, que tem feito imenso esforço para se certificar de que o consumidor possa, mesmo que de relance, dizer se um disco é autêntico ou não. E é um problema também para o usuário: software pirata não tem suporte técnico, pode simplesmente não funcionar corretamente ou, quando funciona, pode estar infectado com malware projetado para roubar informações pessoais e assumir o controle da máquina para fins ilícitos, tornando-a parte de uma “botnet” usada em ataques ou no envio de spam, por exemplo.
A Microsoft oferece um guia para verificar a autenticidade de um disco. A principal dica da empresa é que uma cópia pirata irá fracassar na validação online. Mas nesse ponto já é tarde demais para você: isso ocorre durante a instalação, após você ter comprado o programa.

Procurar por um certificado de autenticidade válido é sua melhor opção. Geralmente este certificado é um adesivo ou encarte especialmente projetado que, no caso dos produtos da Microsoft, tem uma fita de segurança entrelaçada, além de partes holográficas ou que mudam de cor.

Os discos também usam holografia, e o holograma deve estar sempre impresso no disco, não grudado a ele como um adesivo. Um disco sem holograma deve ser considerado suspeito. Nos produtos da Microsoft um dos recursos de segurança mais difíceis de falsificar fica na borda externa do disco: procure pela palavra “Microsoft”, que se transforma em “Genuine” quando você inclina o disco contra a luz.

Lembre-se que discos usados, embora possam ser autênticos, podem falhar na validação online já que o software foi instalado e ativado anteriormente em um outro computador.

A Microsoft muda o design de suas embalagens e discos com regularidade, então você precisará fazer uma pesquisa para saber com que o produto que você quer deve se parecer. A Microsoft tem fotos das embalagens online, e uma busca no Google Images também pode ajudar.

Apps para smartphones

A pirataria de discos de software pode estar em declínio, mas os apps para dispositivos móveis são um alvo crescente. Os apps falsos não são só naqueles que querem roubar alguns reais seus em troca de um produto que não funciona. Muitos deles são gratuitos, mas na verdade contém malware disfarçado, o que os torna extremamente perigosos.

Um modo comum de operação dos malfeitores é infectar um app e transformá-lo em um “cavalo de tróia”. Ou seja, eles pegam um app pago (como um jogo popular), adicionam malware e o oferecem online como uma versão “grátis”. Outra abordagem entre os criminosos mais preguiçosos é pegar um link para a versão “mobile” de um site, como m.facebook.com, e empacotá-lo como se fosse um “app”, recheando-o com anúncios para ganhar um dinheiro fácil. E há apps mais nefastos, projetados para enviar mensagens SMS a números “premium”, ou seja, que resultam em uma cobrança de até US$ 10 em sua conta de telefone por mensagem enviada.

Identificar as falsificações pode ser difícil. O primeiro passo é sempre baixar apps de uma fonte confiável, como a iTunes Store, Google Play, Amazon App Store ou as lojas da Microsoft no Windows Phone e Windows 8. Mas mesmo elas não são imunes às fraudes. Usuários de Android que frequentam lojas alternativas tem que ser especialmente cuidadosos: muitas destas lojas são perfeitamente legítimas, mas é preciso se certificar de que elas são bem administradas e monitoradas antes de comprar algo nelas.

Não importa qual loja você usa, pratique o senso comum antes de baixar qualquer coisa. Fique de olho em apps com nomes similares demais aos de apps populares. Por exemplo, busque por “Plants vs. Zombies” em qualquer loja e você verá um monte de cópias, muitos dos quais não passam de um punhado de imagens ou vídeo cheios de propaganda, e outros que são mais maliciosos.

Outra dica útil: Verifique o nome do desenvolvedor no app e veja se ele é o mesmo do verdadeiro desenvolvedor do app que você quer (no caso de Plants vs. Zombies, a Electronic Arts). Se o nome do desenvolvedor não ajudar, veja as notas e opiniões em busca de sinais de problemas. E não importa a nota, um app popular deve ter milhares de downloads. A maioria do malware tem apenas uma fração disso e sofre com uma enxurrada de avaliações de uma estrela.
Depois que você instala um app falso, detectar o golpe se torna muito mais difícil. O falso app do Netflix mostrado acima, mencionado pela Symantec em um artigo online, se parece com o original, embora tenha sido criado especificamente para roubar informações de login dos usuários.

Como medida extra de segurança, os usuários de smartphones Android são aconselhados a instalar um app de segurança que pode proteger o dispositivo móvel contra comportamento perigoso.

Eletrônicos e software falsos são um problema sério que provavelmente irá piorar à medida em que os golpistas se aperfeiçoam e o malware para dispositivos móveis se torna mais traiçoeiro. Se proteger é questão de usar o bom senso e prestar atenção ao velho ditado: “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.

A importância da TI nas estratégias de negócio

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tenho participado de inúmeros eventos com CIOs e gerentes de TI e observo, com apreensão, que muitas empresas ainda olham e agem como se a área fosse meramente operacional. Desta forma, acabam podando as iniciativas inovadoras dos CIOs. Além disso, também há certa relutância por parte de alguns destes profissionais em adotar novos conceitos e tecnologias.

Entretanto, é inevitável buscar a inovação – ela é considerada a principal responsável pelo aumento das receitas das empresas nos próximos anos. Na prática, com o contínuo aumento da competição causada pela globalização e a crescente digitalização da sociedade, a simples busca por maior produtividade e custos menores tornou-se básica, uma obrigação para se manter no mercado, embora insuficiente para melhorar sua competitividade. A globalização exige que as empresas brasileiras, para serem competitivas, mantenham-se, no mínimo, em igualdade de condições tecnológicas com seus concorrentes externos.

Os sinais de fumaça, indicadores que as mudanças são inevitáveis, estão aparecendo em todos os lugares. O cenário de negócios, em consequência, está cada vez mais complexo e instável. O resultado é a deterioração dos resultados em muitas empresas e o aumento significativo da possibilidade destas e, às vezes, do próprio setor onde elas operam, sofrerem uma ruptura tecnológica que vai afetar a sobrevivência.

Como a tecnologia está cada vez mais inserida no negócio, podemos até nos arriscar a dizer que no futuro não teremos mais “TI fazendo parte do negócio”, mas “o próprio negócio sendo TI”. O tempo em que existia um setor de TI isolado, definitivamente, já passou. As empresas que ainda estão no estágio de buscar alinhamento entre TI e negócio perderam o trem. Ele já saiu da estação e elas tem que dar um salto de escala para se reposicionarem. Questão de sobrevivência.

Para recuperar o tempo perdido, a postura relutante tem que ser transformada em ações proativas. Os CIOs devem atuar como advisors, direcionando as estratégias digitais da corporação e identificando quais tecnologias farão diferença competitiva. Esta é uma mudança e tanto. De maneira geral, com uma TI com postura operacional, as empresas fazem seu plano estratégico e, então, escrevem o famoso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Agora, não é mais possível pensar em estratégias de negócio sem TI, pois uma se confundirá com a outra.

Apesar dos desafios, os CIOs estão muito bem posicionados para cumprirem este novo papel. TI é uma área que já consegue visualizar toda a empresa. Uma área de TI que implementou um ERP ou outros sistemas já teve contato com a maioria dos processos de negócio. É uma posição privilegiada, que não pode e nem deve ser desperdiçada.

Contudo, é importante que o CIO desenvolva novas capacitações e habilidades, indo além do conhecimento das tecnologias. O CIO não deve assumir mais o papel de CTO e gastar a maior parte de seu tempo com fornecedores em discussões técnicas. Deve estar engajado em debates com executivos de negócio, estratégias da empresa e ameaças e riscos que afetam seu setor de indústria. Deve ser fluente na linguagem do negócio e não em terabytes, siglas de servidores e versões de sistemas operacionais. Deve saber vender a tecnologia como meio de inovar os negócios, ou seja, habilidades de apresentação, evangelização e motivação são importantes. É uma mudança de mindset e vai exigir, para os CIOs com viés mais técnico, um esforço significativo.

Por sua vez, a empresa deve reconhecer o papel estratégico de TI em seu negócio e posicionar a função adequadamente. Uma TI subordinada a uma gerência financeira ou operacional vai se concentrar nos custos e, dificilmente, terá margem de manobra para influenciar e implantar inovações que afetarão toda a empresa. A função passa, automaticamente, a ter muito mais responsabilidade, pois agora é parte essencial da própria definição das estratégias do negócio. Deixa, então, de ser uma simples operadora de processos automatizados.

Assim, aquele PDI, que simbolizava uma área de TI sempre em stand by, à espera das definições estratégicas, passa a ser a estratégia do negócio. O rápido avanço tecnológico não permite descanso. A tecnologia de ponta de hoje estará comoditizada em pouco tempo e as janelas de oportunidade abrem e fecham com muita rapidez. Apenas as empresas que reconhecerem a TI no nível estratégico conseguirão se manter competitivas na sociedade digital. TI deixa de ser um setor, para ser a própria empresa. Ou pelo menos estará inserida dentro dela.

O que o Mobile Payment trará de novo no Brasil?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Toda tecnologia, em algum momento, foi alvo de dúvidas ou críticas. Essa é uma reação natural das pessoas ao novo, pois o desconhecido sempre traz um certo desconforto. Pense nas grandes invenções, como a eletricidade, a pólvora ou até mesmo a roda. Muitas pessoas olharam para estas novidades e sentenciaram “isso não terá futuro”. Mas o fato é que quem arriscou criar estas inovações mudou a história da humanidade.
Um exemplo de tecnologia que acredito que será considerado um marco tecnológico – como o início do uso da internet, por exemplo – é o sistema de pagamentos via celular. O mobile payment, também conhecido como m-payment, possibilita que o usuário não precise mais “andar” com dinheiro ou cartões, pois o aparelho celular assume suas funções. No último dia 4 de novembro, o Banco Central divulgou o marco regulatório dos meios eletrônicos de pagamento, que normatizará as transações financeiras por serviços móveis. As regras passarão a valer a partir de maio de 2014.
Muito tem se falado das possíveis consequências do m-payment para a economia e para os consumidores. Trata-se de um novo recurso tecnológico que pode facilitar, e muito, o cotidiano de compras de muitas pessoas e movimentar ainda mais a economia. A nova tecnologia enfrentará alguns desafios, mas o aumento do acesso às tecnologias móveis que temos hoje certamente será o grande primeiro passo.
Em 2013, a venda de smartphones superou a de celulares convencionais pela primeira vez no Brasil, segundo a consultoria IDC. Muitos já o utilizam como ferramenta de compras on-line, mas esse hábito deve ficar ainda mais em evidência nos próximos anos. O m-payment possivelmente irá substituir boa parte das compras realizadas com cartões de crédito. Quem não prefere ir até o mercado e pagar a conta apenas levando seu celular no bolso e deixando a carteira em casa? Além de ser mais fácil, também possibilita o acesso a fatura no mesmo instante da compra, permitindo um controle maior de suas finanças.
O que eu tenho visto com frequência nos debates sobre o tema são questionamentos referentes à segurança. As pessoas temem que seus dispositivos sejam roubados e que, com eles, o ladrão consiga “limpar” a sua conta bancária. Como já disse antes, é natural que as pessoas se sintam inseguras frente às novas tecnologias, mas existem formas de prevenir isso.
O mercado também está atento a essa mudança. Além da facilidade de vendas, deve haver a entrada de mais empresas no comércio. Micro e pequenos empreendedores, que muitas vezes trabalham apenas com cheques ou dinheiro, poderão oferecer para seus clientes mais esta facilidade para seus clientes. Além disso, devemos considerar que há um público em potencial que pode ser incluído, em longo prazo, nessas compras: as pessoas que não possuem conta em banco. Isso porque o pagamento através do m-payment não é necessariamente associado às instituições bancárias.
O mobile payment também aparece como uma alternativa para o Estado realizar pagamentos a beneficiários de programas governamentais. Precisamos lembrar que muitos brasileiros não têm conta em banco, mas muitas vezes possui celulares de mais de uma operadora. Isso facilita as transações financeiras, principalmente para as comunidades mais afastadas.
As previsões são otimistas. Estamos vivenciando uma significativa mudança nas nossas formas de pagamento. O tempo nos dirá como essas funcionalidades ajudarão realmente nosso cotidiano, mas é só olhar para nossa história para notar que a tecnologia tem potencial para nos surpreender e para fomentar uma sociedade ainda mais moderna. É esperar para conferir.
Por João Moretti, diretor geral da MobilePeople – empresa especializada em soluções móveis corporativas

Operadoras engatinham no mercado de computação em nuvem no Brasil

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As operadoras de telecomunicações do Brasil ampliaram sua oferta de serviços de computação em nuvem para clientes corporativos, mas apesar dos esforços, ainda engatinham para ganhar a confiança dos clientes num mercado dominado por gigantes internacionais de tecnologia e empresas especializadas em data centers.

A computação em nuvem (ou cloud computing, em inglês) é o uso de memória e poder de processamento de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet.

O uso dessa tecnologia tem se intensificado nos últimos anos, mas ainda se trata de um mercado pequeno no país, disse diretor da empresa de pesquisas IDC, Alexandre Campos Silva.

O mercado é atualmente dominado por gigantes como Microsoft, IBM, SAP e Oracle, e por empresas especializadas, como Alog, Locaweb e Totvs.

“Como para oferecer cloud é preciso links de Internet, providos pelas operadoras, elas vislumbraram oportunidade de entrar num mercado crescente em que podem obter receitas”, disse Silva.

A expectativa é que o cloud computing movimente 257 milhões de dólares no Brasil em 2013, podendo atingir 798 milhões de dólares em 2015, segundo o IDC.

Para os clientes corporativos, a vantagem da nuvem é o custo menor na comparação com um servidor físico, além de ser um serviço flexível, em que a companhia pode aumentar ou diminuir a capacidade de armazenamento e processamento de acordo com suas necessidades e a sazonalidade do negócio.

A Vivo entrou no segmento em abril de 2012 com foco em companhias de grande porte. A operadora não informou o número de clientes, mas disse ter mais de 3 mil servidores virtualizados, segundo o diretor do segmento de empresas da Telefonica/Vivo, Maurício Azevedo.

Dez competências essenciais para profissionais de TI

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O mercado de TI tem crescido muito e no mesmo ritmo estão crescendo as exigências para quem atua nesse ramo. Segundo Sandro Melo, professor e coordenador do curso de Redes de Computadores da BandTec, faculdade de TI ligada ao colégio Bandeirantes, os talentos dessa área precisam reinventar-se constantemente.

“Trata-se de uma área em que o surgimento das novas tecnologias exige uma atualização continuada”, destaca o professor. Ele também observa que as habilidades tradicionais já não são suficientes para atender a atual demanda,

Melo afirma que TI está numa fase de mudanças e requer novas competências. Portanto, é essencial que os cursos universitários acompanhem esse ritmo.

Para ajudar os jovens talentos a se preparem para o mercado de trabalho, Melo lista as dez principais competências que oferecem o mix de habilidades necessárias para suprir as novas exigências das empresas.

1. Cloud computing e virtualização

A computação em nuvem possui um modelo de infraestrutura de TI que provê recursos de modo mais fácil e econômico. Dessa forma, as empresas podem pensar em ter mais aplicações para aprimorar e alavancar negócios, o que, consequentemente, demanda que os profissionais de TI e os desenvolvedores de aplicativos tenham a habilidade de explorar os recursos da nuvem.

O primeiro passo para pensar em uma cloud é ter a capacidade de virtualizar. Todavia é possível ter um ambiente baseado em virtualização que não atenda todos os quesitos para ser classificado com uma infraestrutura de nuvem.

Por isso, cada vez mais, o mercado requer profissionais que conheçam virtualização e que saibam trabalhar com o modelo novo de data center, desenhado para este fim. Apesar de muita tecnologia estar sendo virtualizada, ainda “falta gente com competência apurada nesse segmento”, constata o professor da BandTech.

2. Programação e desenvolvimento de aplicativos

“Saber programar é sempre e será um grande diferencial em qualquer função de TI que o profissional deseja atuar”, afirma Melo. Esta habilidade é importante, não só para quem atua com programação, mas também em outras áreas, como, por exemplo, o profissional de rede e banco de dados, em que o conhecimento de programação passa ser um diferencial para prover automação e escalabilidade.

“As empresas querem funcionários que criem tecnologias com o objetivo de aprimorar processos por meio de programação e desenvolvimento de aplicações”, complementa.

3. Armazenamento de dados

Outra competência em alta é a de armazenamento de dados. “As pessoas falam de computação em nuvem e se esquecem que esses arquivos têm que estar armazenados em algum lugar”, explica Melo. Por isso, há uma demanda crescente de profissionais com capacidade de criar, registrar, armazenar e gerenciar grande quantidade de estoque de dados.

4. Business inteligence

As empresas já aprenderam que inteligência de dados é algo relevante. Apesar de ser uma competência consolidada, as crescentes demandas motivam um campo fértil para expansão e também especialistas com domínio em BI.

5. Big Data

É preciso tratar dados não estruturados e torná-los úteis. Isso demanda profissionais com conhecimentos arrojados, que tenham boa base educacional nas áreas exatas, como cientistas de dados. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar a montanha de informação gerada todos os dias, principalmente a produzida pelas redes sociais.

6. Mobilidade

Em um futuro próximo, as pessoas deixarão de comprar computadores e passarão a utilizar apenas itens móveis. E conforme há o crescimento deste recurso, as empresas passam a precisar, cada vez mais, de profissionais que estejam aptos a lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos.

7. IPv6

A “Internet das Coisas” vai gerar um outro conceito computacional, por isso é necessário existir estrutura que permita isso. No entanto, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países que pouco fizeram. Muito disso por conta da falta de profissionais capacitados em IPv6.

8. Segurança

Garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. Por isso, o mercado tem procurado profissionais que tenham a capacidade não só de construir modelos de segurança, mas também de testá-los, além de serem capaz de atuar quando o problema ocorrer.

9. Soft Skills

Além das competências técnicas listadas acima, cada vez mais as empresas têm reconhecido a importância dos fatores comportamentais no trabalho. Seja para o sucesso dos projetos e processos, ou ainda, para o próprio desenvolvimento profissional, competências globais em gestão têm tido o mesmo peso que os conhecimentos técnicos.

“O ideal é que um profissional tenha um bom equilíbrio entre os hard e os ‘soft skills”, comenta Melo. Para trabalhar essas competências com seus alunos, a BandTec oferece aos estudantes o Programa H, que integra formação humanista aos cursos de TI oferecidos pela instituição.

10. Inglês

Falar inglês na área de TI é essencial. Muitas das tecnologias são desenvolvidas nesse idioma, por isso, assim como uma boa formação, o idioma faz parte das competências necessárias do profissional que escolhe atuar em TI.

“É importante mostrar novos horizontes aos estudantes, preparando-os para o dia a dia das corporações e para diversos desafios da carreira e TI”, conclui Sandro Melo.

A hora dos sistemas de engajamento

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Já temos hoje mais pessoas com celulares que com acesso a água potável ou energia elétrica. A mobilidade está presente no nosso dia a dia e abre espaço para a transformação dos negócios, criando um novo modelo de conexão entre a empresa e seus clientes. Isto demanda uma mentalidade de “mobile first” a partir das especificações dos projetos.

No conceito “mobile first”, o ponto de partida dos processos passa a ser o dispositivo móvel. É uma maneira diferente de pensar os sistemas. Hoje, no modelo mental dos projetos do mundo desktop, os smartphones e tablets são apenas mais um ponto de entrega das informações, ainda com as restrições de terem telas pequenas!

Mas se pensarmos diferente e visualizarmos um sistema de engajamento com os clientes, e não apenas de inserção deles nos processos de transações comerciais ou financeiras? Ou seja, em vez de encarar a mobilidade apenas como uma interface móvel em uma aplicação pré-existente e voltada a processos, pensar em aplicar o conceito instigante de um “system of engagement”, termo criado pelo consultor Geoffrey Moore, autor do conhecido livro e, que pessoalmente recomendo sua leitura, “Crossing the Chasm: Marketing and Selling Disruptive Products to Mainstream Customers”. No final deste post incluí os links para papers interessantes e que remetem a este assunto.

A ideia básica do “system of engagement” é entregar valor ao usuário no momento em que este for necessário. É uma visão holística possibilitada pelos recursos dos dispositivos móveis (contexto de onde seu usuário se localiza naquele determinado momento e o que está fazendo) com as informações já existentes sobre ele nos sistemas tradicionais da companhia, como seu histórico de compras e atividades coletadas pelos sistemas transacionais, acrescido de sua pegada digital deixada nas plataformas sociais.

Os sistemas atuais, ou “system of records”, focam-se nos processos e transações, enquanto os “systems of engagement” concentram-se nas pessoas. Assim, basicamente, os sistemas de participação, ou “system of engagement”, representam uma mudança significativa nos conceitos dos sistemas corporativos atuais, que foram projetados em torno de pedaços discretos de informação, os “registros”. É, portanto, uma diferença conceitual muito grande.

Um exemplo simples. Imaginemos um hotel. No modelo atual, o usuário interage com os processos da empresa seja através do site ou de aplicativo móvel, mas ambos apresentam as mesmas funcionalidades. Permitem que ele faça a reserva, veja como chegar ao hotel e, até mesmo, consulte opiniões de outros hóspedes. Já um aplicativo desenhado pelo modelo “system of engagement” atua de forma diferente. Reconhece que o usuário entrou no lobby do hotel pela primeira vez e, portanto, deseja fazer check-in. Abre interface específica para isso. Usando informações de seu histórico faz o check-in de acordo com suas expectativas. No dia agendado para o check-out, abre a tela específica para isso diretamente no quarto. Isto possibilita a oportunidade de criar uma recepção de hotel sem o tradicional balcão, transformando o lobby do hotel em um verdadeiro lobby, sem atividades transacionais e consequentes filas, de check-in e check-out. Os “systems of engagement” reconhecem o contexto que envolve o usuário e permite que ele interaja com a empresa em todos os seus diferentes momentos de decisão.

Um aplicativo construído pelo conceito de “systems of engagement” baseia-se não apenas nos recursos próprios dos dispositivos móveis (GPS, acelerômetros, etc), mas também de informações coletadas pelos sistemas transacionais, como mídias sociais, utilizando intensamente algoritmos analíticos para tomada de decisões. E como provavelmente tudo isso estará em um ambiente de cloud, vemos na prática os efeitos destas ondas nos projetos de sistemas!

A fórmula para um “system of engagement” é simples: contexto físico (smartphone ou tablet) + inteligência digital (informações dos sistemas atuais, mídias sociais e algoritmos analíticos). Parodiando, seria como um Siri da Apple ou uma miniatura do Watson da IBM incorporado ao conceito do sistema. Em resumo, é necessário um conhecimento profundo das tarefas que seu cliente está tentando executar, além de compreender o contexto de como esta tarefa será realizada. Além disso, o aplicativo deverá aprender com as interações e se adaptar de acordo com este aprendizado.

Que mudanças este conceito acarreta? Por exemplo saímos do modelo de self-service (faça você mesmo o check-in do seu voo usando seu app quando estiver em trânsito no táxi) para um predictive-service, onde o check-in é feito automaticamente ao reconhecer que você está entrando no aeroporto. Além disso, identifica que seu vôo está atrasado e o transfere automaticamente para um voo alternativo.

Claro que no conceito é simples, mas implementar um “system of engagement” não é. Primeiro envolve compreensão e absorção do conceito. Depois precisamos que as fontes geradoras de informação estejam disponíveis. Muitas empresas não usam nem monitoram de forma adequada mídias sociais e, portanto, não conseguem obter delas informações adicionais e importantes sobre seus clientes. Além disso, os processos de negócios, que foram desenhados para transações, têm que ser adaptados para serem focados nas pessoas e no seu engajamento com a empresa.

As questões tecnológicas e os processos de TI também foram desenhados para transações, não para engajamento, e, portanto, precisam mudar. As mudanças ocorrerão nos processos de desenvolvimento de sistemas e, até mesmo, nos procedimentos de segurança e privacidade. Os modelos de segurança baseados em perímetros de defesa tornam-se ineficazes. A razão é simples: provavelmente serão necessários links com apps de diversos provedores, que forneçam serviços específicos, como mapas, compartilhamento de fotos, localização de táxis, entre outros, e que, agrupados aos apps da empresa, consigam fazer com que estes ofereçam a experiência de engajamento desejada. Fica a questão: onde estão os limites do aplicativo corporativo?

Mas as oportunidades estão aí. E, provavelmente, nos próximos anos veremos mais e mais aplicações transformativas baseadas no conceito de “systems of engagement” e “mobile first” sendo disponibilizadas. Sugiro, portanto, que os CIOs e projetistas de sistemas comecem a pensar no assunto.

Os tradicionais “system of records”, como os ERP, já não oferecem vantagens competitivas. São commodities. Geralmente, quem ainda não os implementou são as empresas rotuladas como “late adopters” e que, de maneira geral, estão correndo atrás para se nivelar às empresas que já fizeram isso há muito anos. Portanto, o diferencial não estará mais nos processos repetitivos, mas no “knowledge work”, potencializado pelos “systems of engagement”. Com certeza os sistemas baseados neste conceito é que farão diferença competitiva e valorizarão o papel da TI corporativa que hoje, na maioria das empresas, está em franca desvalorização…

Recomendação de leitura:

“System of engagement”, Geoffrey Moore, no paper “A sea of change in Enterprise IT”:
http://www.aiim.org/~/media/Files/AIIM%20White%20Papers/Systems-of-Engagement-Future-of-Enterprise-IT.ashx .

“A billion of smartphones requires new systems of engagement”, Forrester:
http://blogs.forrester.com/ted_schadler/12-02-14-a_billion_smartphones_require_new_systems_of_engagement

“The Future of Mobile is Context”, Forrester:
http://blogs.forrester.com/julie_ask/11-07-11-the_future_of_mobile_is_context