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Índice de empresas brasileiras conectadas à internet chega a 96%, mas conexão mais comum é o DSL

terça-feira, 27 de maio de 2014

O índice de empresas brasileiras conectadas à internet atingiu 96% em 2013, o que demonstra que o acesso à rede mundial no país está se tornado universal, mostra a nova edição da pesquisa anual TIC Empresas divulgada nesta terça-feira, 27, realizada pelo Cetic.br, departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC BR), organização que implementa as decisões do Comitê Gestor da Internet no Brasil. A edição deste ano ouviu representantes de 6.429 empresas com dez ou mais funcionários.

O levantamento revela que as conexões de banda larga mais comuns são o cabo e o limitado DSL, que usam a rede telefônica analógica para transmitir sinais digitais, com 64% das conexões cada uma. Mas mostra também uma expansão das redes celular 3G e 4G, utilizadas por 43% das empresas em 20013. Além disso, o estudo aponta que 20% das organizações usam conexão via rádio.

Entre as atividades mais comuns na internet dos empregados estão enviar e receber e-mail (98%) buscar informações sobre produtos e serviços (92%) e fazer pagamentos e consultas bancárias (86%).

De acordo com a pesquisa, 56% das empresas têm site na web, número que varia bastante dependendo do porte da organização. Entre as pequenas empresas, a proporção das que possuem site é 50%. Entre, as médias, é 74% e, entre as grandes, 89%. O site quase sempre é usado para fornecer informações sobre a empresa (institucional, contato, endereço, mapas). Somente 19% têm sistema de comércio eletrônico e apenas 13% aceitam pagamento online.

A pesquisa TIC Empresas revela que as redes sociais ainda não fazem parte do dia-a-dia da maioria das empresas brasileiras. Entre as consultadas na pesquisa, só 39% têm perfil em algum site de relacionamento. E o número também varia com o porte — 37% nas pequenas empresas, 48% nas médias e 45% nas grandes.

Das que estão presentes em redes sociais, 77% publicam notícias relacionadas à empresa ou temas relacionados à sua área de atuação, e 74% divulgam produtos e serviços. O relatório completo pode ser visto no site do Cetic.br.

por Erivelto Tadeu

Economia criativa pede novo perfil de profissional de TI

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Entra ano e sai ano a discussão no mercado de TI sempre passa pelo déficit de profissionais e abrem-se debates sobre falta de mão-de-obra especializada e até sobre o tipo de especialista que as universidades entregam e o papel da indústria diante desse problema. Estima-se que a demanda atual seja por 78 mil profissionais por ano, com um déficit de 45 mil vagas.

Mas de fato, o que o mercado tem buscado? Em uma conversa de pouco mais de uma hora com Rodrigo Tafner, coordenador do curso de Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão, da ESPM, o primeiro curso de TI da universidade reconhecida por formar profissionais de marketing, um dos pontos cruciais é que a dinâmica do mercado tem mudado muito e quando se observa a transformação trazida pela economia criativa, muitos dos profissionais de tecnologia que estão no mercado ou mesmo saindo das universidades não conseguem acompanhar o ritmo.

Assim, a velha discussão que trazemos com frequência em nossas coberturas de carreira volta ao cenário: o profissional de TI, seja ele em posição de liderança ou aspirando ser líder algum dia, precisa desenvolver capacidades que vão além dos conhecimentos técnicos. Comunicação, relacionamento interpessoal, abertura à inovação, co-inovação e até criatividade passam a integrar o leque de habilidades que esse profissional tem que desenvolver.

Por que isso? “Hoje ele sai formado em sistema de informação e vai trabalhar com ERP, desenvolvimento de software, suporte e nosso foco, em criar um curso diferente, é que os alunos trabalhem com a criação de aplicativos, mas vendo oportunidades de negócio, não fazendo apenas o bê-á-bá das empresas. Queremos formar um pessoal de TI que navegue entre administração, TI e marketing”, argumentou.

E, na verdade, até pela convergência provocada pela tecnologia e por movimentos que se tornaram frequentes, como o marketing liderando iniciativas de mobilidade, mídia social, CRM, entre outros, é necessário que o novo profissional de TI chegue ao mercado com uma cabeça mais aberta e com a possibilidade de transitar melhor entre as áreas e liderar projetos abandonando de vez os velhos silos tecnológicos que eram comuns há alguns anos.

Isso não significa que ninguém que está no mercado possa ocupar esse tipo de posição. Existem vários exemplos de CIOs ou mesmo profissionais de média gerência que estão tendo sucesso na transição, seja por aprendizado próprio, por terem um perfil diferente ou mesmo por buscarem diversificar sua área de conhecimento via pós-graduação, mestrado e MBAs.

No curso desenhado por Tafner e um grupo de professores e profissionais do mercado, o aluno passa 80% das aulas em laboratório e os 20% restante em um ambiente que simula empresas que integram esse mundo de economia criativa, como Facebook, Google, Twitter, entre outros. No currículo, disciplina tradicionais ganham uma roupagem nova com uma abordagem mais voltada à TIC aplicada e não à teoria ou simples codificação. “Temos uma disciplina que chama Ambiente de Produção, ela une hardware, sistema operacionais e aplicações embarcadas, são três disciplinas em uma, mas com um sentido”.

A ideia é fomentar a criatividade. Temas como gamificação, inteligência digital e mobilidade ganham força. Em vez de aulas tradicionais, eles serão convidados a participarem de projetos, a cada aula ou módulo o aluno terá de enfrentar um desafio e isso é bom. “Ele não sai um expert em tecnologia, mas se o programador faltar, ele saberá programar, talvez não com a mesma velocidade, mas saberá.” Mas o mais importante, é que esse profissional saia mais bem preparado para os desafios que o mercado impõe atualmente e esteja pronto para fazer as perguntas corretas na condução de um projeto e também para enxergar os desafios dentro de uma perspectiva de negócio. “Ele não tem que discutir se o banco de dados será Oracle, mas qual o impacto de migrar de um BD para o outro.”

por Vitor Cavalcanti

As 10 principais tendências em TI para 2014 – Maior adesão à nuvem privada

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Semanas atrás, Hu Yoshida, CTO Global da Hitachi Data Systems, iniciou em seu blog corporativo uma série de artigos prevendo os principais movimentos do mercado de TI no próximo ano. A CIO Brasil publicou, com exclusividade, o primeiro deles, listando as 10 principais tendências, na opinião do executivo. E, depois, o artigo detalhando as duas primeiras. Nos próximos dias, publicaremos o detalhamento das demais.

Abaixo, você lê a análise da terceira tendência, que prevê um aumento considerável de empresas implementando nuvens privadas.

:: Maior adesão à nuvem privada
A nuvem vem se tornando um modelo de serviço mais aceito. Pesquisa recente realizada entre empresas de grande de porte mostra que aproximadamente 10% das cargas de trabalho estão sendo executadas em nuvem. Software como Serviço (SaaS) para aplicativos de back office como e-mail, RH, CRM e armazenamento ou backup são serviços com maior aderência às nuvens públicas. Infraestrutura como Serviço (IaaS) em nuvens públicas geralmente é utilizada para gerar elasticidade, transferindo demandas adicionais de capacidade geradas durante períodos de teste, desenvolvimento, ou em pico sazonais. No entanto, o uso da nuvem pública para as principais aplicações do negócio ainda é considerado de alto risco, devido a questões de segurança, privacidade, qualidade do serviço, interrupções, e altos custos devido ao uso para processamento de aplicações e acesso a dados em todas as redes conectadas à nuvem pública.

Se, por um lado, os custos de infraestrutura na nuvem pública podem ser bem mais baixos quando consideramos só o armazenamento, eles podem aumentar dramaticamente devido aos custos gerados pela frequência de acesso remoto a esses dados. O recente pedido de falência do provedor de serviços de cloud pública Nivanix abalou a confiança nas nuvens públicas depois que a empresa anunciou que seus clientes tinham 15 dias para recuperar todos os seus dados! Isso reavivou memórias de colapso das dot.com, quando os custos capitais dos serviços que as dot.coms ofereciam não puderam ser recuperados facilmente, já que cada usuário cadastrado queria sua própria infraestrutura. Ferramentas como virtualização e provisionamento não estavam disponíveis à época para permitir o reforço da infraestrutura junto a diversos usuários e a diluição dos custos capitais.

Por diversas razões, os clientes buscam hospedar suas principais aplicações em nuvens privadas, protegidas por seus firewalls e sob seu controle. Novas tecnologias como virtualização, soluções convergentes, Software Defined Data Center e novos modelos de negócios, como serviços gerenciados, vêm tornando a implementação e operação do modelo de provisionamento em cloud muito mais simples, eficiente e acessível. A Hitachi se uniu à VMware para concretizar sua visão para a Software Defined Data Center.
“O que torna a abordagem da Hitachi impressionante é terem escolhido agregar dados operacionais de cada um dos componentes da plataforma convergente. Ter essa fonte única de dados simplifica bastante a complexidade da integração, e o que é mais importante, gera um desenho de interface para o usuário que reflete verdadeiramente a natureza convergente da plataforma. Essa abordagem integrada atinge diretamente, os benefícios esperados de uma infraestrutura convergente”, afirma Wayne Green, gerente de produtos da VMware, sobre a integração entre a UCP e a vSphere.

Embora uma cloud privada não possa oferecer a elasticidade de um provedor de nuvem publica, que consegue alocar recursos livremente , você tem a certeza que a sua solução de cloud privada é segura, está protegida por seus firewalls e sob seu controle direto. Você tem as ferramentas de automação e agilidade para provisionar seus recursos conforme as necessidades do seu negócio. A conexão direta à cloud privada pode também compensar alguns dos custos de se conectar a um serviço de cloud pública e integrar aplicações de cloud a outras fora dela. Ainda assim, você pode utilizar a nuvem pública para aplicativos de back office como faz hoje. Ou seja, fazer backups ou arquivar uma parte da sua cloud privada em um serviço de cloud pública. A diferença é que agora você tem as ferramentas para adequar a cloud às suas necessidades de negócio.

O mistério e a complexidade de questões quanto à segurança e os riscos na nuvem podem ser colocados de lado com a implementação de uma cloud privada, que ofereça os benefícios de consolidação, agilidade, automação, self-service e charge-backs em uma solução pronta para uso.

Hu Yoshida *