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Cabo USB reversível promete acabar com a frustração dos usuários

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Hoje o padrão de conectores mais utilizado no mundo, o USB deve ganhar uma reformulação radical em breve na arquitetura de seus cabos. Chamado de USB Type-C, o formato fora anunciado em dezembro do ano passado como parte da versão 3.1 da tecnologia – mas só agora ganhou um “rosto”, que revela seu novo design reversível.

Pode não soar como tal, mas o funcionamento dele é simples e similar ao padrão Lightning da Apple, assim como tamanho do acessório. Não há mais “de cabeça para baixo” nos cabos, que se encaixam na entrada de um smartphone ou HD externo compatível, por exemplo, independente da posição – ou seja, pode ser o fim definitivo de uma era de tentativas frustradas na hora de plugar um conector.
Segundo uma renderização da Foxconn, divulgada pelo The Verge, computadores também deverão contar com uma porta adaptada para esse USB Type-C. Assim, é bem possível que vejamos o surgimento de cabos com ambas as extremidades baseadas nesse design reversível. Por fim, em termos técnicos, o padrão USB 3.1 promete oferecer largura de banda de até 10 Gbps, o dobro dos 5 Gbps do USB 3.0.

De acordo com o grupo responsável pela padronização e divulgação da tecnologia, esse novo design deverá ser finalizado até o meio deste ano. Mas mesmo após seu término, ainda será preciso aguardar até que fabricantes de computadores, smartphones e outros dispositivos comecem a criar aparelhos compatíveis, já que as portas atuais não suportarão a ponta menor.

Claro, adaptadores, como os vendidos pela Apple para seus cabos Lightning, podem aparecer no mercado e servir como uma solução momentânea até a devida popularização do formato. Mas o processo todo pode levar algum tempo, especialmente se levarmos em conta a demora na adoção do padrão USB 3.0 atual.

Gustavo Gusmão, de INFO Online

Software-Defined Data Center (SDDC). Será que realmente é tendência?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nos meses de julho e agosto de 2013, abordei aqui no blog como seria o Data Center do futuro. Reforcei que o ideal seria caminharmos para alguma solução que seguisse o conceito de IT-as-a-Service (ITaaS) auxiliado por uma Infraestrutura de Cloud Elástica (Automática e Híbrida com transbordo da rede do cliente para o Data Center).

A meu ver, essa visão amadureceu. No decorrer do ano, visitei alguns eventos e muitos deles apontavam para uma tendência comum: Data Center Como Um Elemento Virtualizado. Esta tendência mostra como pilares os seguintes elementos:

Tecnologia i386;
Virtualização de todas as aplicações;
Virtualização dos hardwares e componentes usados comumente dentro do Data Center (Firewalls, switches, roteadores, servidores, Load Balances, storages, etc).
Tal tendência toma vida no conceito comumente chamado de Software-Defined Data Center (SDDC)/Data Center Definido por Software. De forma geral podemos dizer que Software-Defined Data Center é o Data Center virtualizado entregue como serviço (As A Service), onde todo o controle do Data Center é completamente automatizado por software.

Imagine o Software-Defined Data Center no centro de uma esfera tendo ao seu redor diversas camadas. Olhando para estas camadas reconhecemos elementos como Virtualização da Infraestrutura de Rede, Virtualização de Storage, Virtualização de Servidores e Automação.

Claro que isso possibilita criar uma máquina virtual e associar a ela automaticamente VLANs, firewalls, Load Balance e demais elementos customizados para as necessidades desta máquina virtual. Quando esta máquina for removida, toda a sua infraestrutura seria removida, liberando recursos como processamento, memória, disco, acessos de rede, etc. Imagine quanto tempo ganharíamos no processo de ativação e também de desligamento!

Veja que não estamos referenciando um conceito focado na ficção. A Virtualização da Infraestrutura de Rede é comumente indagada como Software-Defined Network (SDN)/Rede Definida por Software. A comercialização deste conceito é real e pode ser encontrada nas tecnologias Cisco Systems, Nicira (comprada pela VMware por $1.26 bilhões em 23/07/12), BigSwitch Networks, Lyatiss e Xsigo Systems.

Já a virtualização de storage não é o elemento mais novo dos temas aqui discutidos, mas ainda tem muito que amadurecer. Podemos encontra-la presente em empresas como Nutanix, Virsto, Nexenta, iWave, DataCore Software, NexGen Storage, PistonCloud e diversas outras. É sem dúvida um tema para ser discutido detalhadamente em um artigo específico.

Já o segredo da automação está representado pela habilidade de traduzir a lógica ligada ao negócio de cada empresa em elementos automatizáveis. Será preciso alguns anos para termos uma solução flexível e integrável a um Data Center virtual.

O Software-Defined Data Center é um conceito fantástico e é também uma tendência, mas existe uma segunda linha de pensamento revelando que ele não é suficiente e que deveríamos caminhar para um conceito mais amplo chamado de Business-Defined Data Center/Data Center Definido pelo Negócio, conforme apontado pela Forrester Research.

Segundo o Forrester Research, um ambiente mais indicado para uma organização deveria ser 80% em estruturas genéricas e 20% com estruturas especialistas. As estruturas genéricas estariam focadas nas aplicações que são realmente importantes para o negócio, fazendo uso massivo de automações e dos elementos virtualizáveis na solução. Estaríamos com isto identificando, sem interações humanas, as aplicações mais vitais para o negócio de cada empresa e dando mais apoio para estas aplicações de forma dinâmica, usando as regras de negócio definidas anteriormente.

Acredito que o ano de 2014 vai nos brindar com algumas boas surpresas dentro do conceito de Software-Defined Data Center. Mas, precisaremos gastar algum tempo e muito esforço para entender a “sopa” de siglas que virá junto com os recursos e possibilidades.

Forte abraço e boa leitura,

Denis Augusto

Cinco cuidados para garantir a eficiência do data center

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

No passado, as companhias costumavam investir em data centers como pais que compram roupas para as crianças: buscavam ambientes grandes, para que continuassem servindo, mesmo depois de uma fase de crescimento. No entanto, as companhias que fizeram assim no passado acabaram desperdiçando muito dinheiro para manter uma infraestrutura desnecessária.

Hoje, as decisões sobre projetos para centros de processamento de dados são focadas em manter sempre a máxima eficiência no uso da infraestrutura, mas deixando as bases para o crescimento futuro. De acordo com o vice-presidente da IBM Steve Sams, essa nova visão já se traduz em uma tendência entre as organizações. “Como resultado, eles estão economizando cerca de 30% em custos operacionais, se considerado todo o tempo de vida do data center”, estima.

Há quatro anos, a IBM fez um estudo extenso sobre os projetos atuais de data center e chegou à conclusão que as três questões que orientaram a escolha por projetos (confiabilidade, tamanho e baixo custo) não eram suficientes. Assim, a fabricante, que constrói entre 200 e 300 data centres todos os anos, observou cinco outras tendências que direcionam a decisão sobre os investimentos nesse tipo de ambiente na atualidade.

1 – Custos de eletricidade superam custos de capital
O estudo da IBM revelou que o custo para manter um data center rodando supera rapidamente o custo original para projetar e levantar a estrutura. O levantamento estima que um ambiente considerado médio custará cinco vezes mais para se manter no ar em 20 anos do que o custo do projeto.

A lição: construa somente o que você precisa para economizar dinheiro em custos de capital. Segundo Sams, os data centers mais eficientes de mundo no quesito eficiência energética estão operando em 100% de sua capacidade. Ou seja: além de economizar com componentes, a empresa ganha em energia.

Tudo isso foi elaborado presumindo um aumento nos custos de energia de 10% ao ano, considerado conservador. Sam cita um cliente da área financeira da África do Sul que atingiu níveis muito maiores: 28% no ano passado e 33% no primeiro semestre de 2010.

2 – Arquitetura modular tem papel importante
O segredo para a construção de data centres que não sejam muito pequenos ou grandes é se enveredar pela abordagem modular.

Um exemplo é a empresa de serviços de transferência de arquivo YouSendIt, que criou um data center modularizado que cresce de acordo com a demanda de serviços da companhia. “É uma evolução constante”, diz o vice-presidente de operações da companhia, Gary Chevsky, que acrescenta: “Temos um esforço constante de nos manter dentro da modularidade e flexibilidade necessárias”.

A companhia, que presta serviços de intermediação de transferência de arquivos grandes entre usuários, investiu pesado na construção de uma arquitetura de storage que pode se adaptar rapidamente à base de usuários crescentes, proporcionando eficiência nos serviços. “Olhamos de forma constante para os custos”, diz Chevsky.

A tendência, segundo a IBM, é forte. Segundo Sams, de 60% a 70% dos data centers em construção hoje são modulares.

3 – Refrigeração é a chave

Há cinco anos, instalava-se 500 watts de servidores em cada rack. Hoje, esse número chega aos 20.000 watts. Com maior consumo de energia, o aquecimento em cada um deles é maior, o que faz da refrigeração um aspecto mais importante.

O tamanho do data center é o primeiro elemento a ser levado em conta no momento de determinar qual opção de refrigeração seria a melhor. “O que funciona bem para grandes data centers não é necessariamente bom para os pequenos”, diz Sam.

Nos pequenos, mais importante é colocar os dispositivos o mais perto possível dos racks. Nos grandes, piso elevado e resfriadores de perímetros são mais eficientes. Segundo Sams, a tecnologia também pode fazer toda a diferença no custo. Pelo estudo da IBM, os piores sistemas eram 2,5 vezes menos eficientes do que os melhores no aspecto de custos operacionais.

4 – Tudo é virtualizado
A virtualização traz uma série de benefícios para a tecnologia corporativa, desde flexibilidade até uso mais eficiente dos recursos. E os servidores não são os únicos componentes de um data center que podem ser virtualizados. Muitas companhias tentam construir o próprio storage e depois resolvem terceirizar. Antes de tomar essa decisão, a organização deve tentar a virtualização. Para a YouSendIt, a virtualização do storage foi um passo importante, até porque o recurso é parte do negócio da companhia. “A possibilidade de ajustar, monitorar e escalar é muito maior”, diz Chevsky.
5 – Data centers auto-diagnosticáveis
Com as necessidades em torno da virtualização, do monitoramento em tempo real e da redundância, os gerentes de TI estudam formas de automatizar o monitoramento e deixar o data center cada vez mais inteligente. O que os profissionais mais pedem é monitoramento em tempo real do calor gerado e eventos de discos que poderiam sinalizar uma falha iminente.

“A inteligência elaborada dentro de um data center será o aspecto do projeto que mais mudará ao longo do tempo”, avalia Sams. “Todo o mercado está em uma curva de inovação exatamente agora. Esperamos que muita coisa interessante aconteça nos próximos três a cinco anos”, acrescenta.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/07/09/cinco-cuidados-para-ter-garantir-a-eficiencia-do-data-center/

Disponível no Brasil, internet de fibra óptica promete até 200 Mbps

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A internet banda larga por cabos de fibra óptica é uma opção mais moderna ao serviço ”tradicional”, que utiliza fios telefônicos ou coaxiais (aqueles cabos brancos). Essa tecnologia promete levar internet mais rápida para os usuários, com até 200 Mbps (megabits por segundo), pois possui uma capacidade de transmissão de dados maior que os cabos “antigos”.
o usuário teria uma internet teoricamente bem mais rápida.

Por lei, os provedores de conexão de internet banda larga não podem oferecer velocidade inferior a 30% do valor contratado. A média mensal deve ser de, no mínimo, 70% desse valor. Na prática, isso significa que a conexão não necessariamente chegará aos 100 Mbps ou 200 Mbps, por exemplo, pagos pelo consumidor.

Diferenças
De acordo com o professor Rodrigo Filev, do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana), a fibra possibilita que as prestadoras ofereçam serviços de mais qualidade aos clientes. “Os fios de fibra óptica suportam conexões em gigabytes, impedindo que haja perda de sinal [o que ocorre no modelo antigo]”, afirmou.

João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de Engenharia da Computação do Instituto de Tecnologia Mauá, diz ainda que, nos cabos de cobre, a internet começa a perder força quando o sinal atinge 2 km de distância da central de emissão. Já na fibra óptica, as possibilidades são melhores. Ele reforça ainda que a queda no preço desses cabos foi responsável pela popularização da tecnologia.

Além da velocidade maior, uma rede de fibra óptica é mais estável do que uma tradicional, de acordo com os professores. Essa estabilidade aconteceria porque o material é imune a interferências eletromagnéticas – o chamado “ruído” na transmissão.

O ponto fraco deste produto é a fragilidade do material. Por ser feito de um composto parecido com vidro, o usuário precisa ter cuidado ao manuseá-lo, pois uma simples dobra pode quebrar o cabo. “Não há perigo de danos nos fios dentro das tubulações, porque eles estão protegidos. Mas nas mãos do usuário, dentro de casa, o material se quebra facilmente. Se houver algum dano, é preciso chamar um especialista para fazer o conserto. É bem mais complexo do que descascar um fio de cobre e emendar uma ponta”, completa Filev.