Posts com a Tag ‘Maxlan’

A importância da TI nas estratégias de negócio

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tenho participado de inúmeros eventos com CIOs e gerentes de TI e observo, com apreensão, que muitas empresas ainda olham e agem como se a área fosse meramente operacional. Desta forma, acabam podando as iniciativas inovadoras dos CIOs. Além disso, também há certa relutância por parte de alguns destes profissionais em adotar novos conceitos e tecnologias.

Entretanto, é inevitável buscar a inovação – ela é considerada a principal responsável pelo aumento das receitas das empresas nos próximos anos. Na prática, com o contínuo aumento da competição causada pela globalização e a crescente digitalização da sociedade, a simples busca por maior produtividade e custos menores tornou-se básica, uma obrigação para se manter no mercado, embora insuficiente para melhorar sua competitividade. A globalização exige que as empresas brasileiras, para serem competitivas, mantenham-se, no mínimo, em igualdade de condições tecnológicas com seus concorrentes externos.

Os sinais de fumaça, indicadores que as mudanças são inevitáveis, estão aparecendo em todos os lugares. O cenário de negócios, em consequência, está cada vez mais complexo e instável. O resultado é a deterioração dos resultados em muitas empresas e o aumento significativo da possibilidade destas e, às vezes, do próprio setor onde elas operam, sofrerem uma ruptura tecnológica que vai afetar a sobrevivência.

Como a tecnologia está cada vez mais inserida no negócio, podemos até nos arriscar a dizer que no futuro não teremos mais “TI fazendo parte do negócio”, mas “o próprio negócio sendo TI”. O tempo em que existia um setor de TI isolado, definitivamente, já passou. As empresas que ainda estão no estágio de buscar alinhamento entre TI e negócio perderam o trem. Ele já saiu da estação e elas tem que dar um salto de escala para se reposicionarem. Questão de sobrevivência.

Para recuperar o tempo perdido, a postura relutante tem que ser transformada em ações proativas. Os CIOs devem atuar como advisors, direcionando as estratégias digitais da corporação e identificando quais tecnologias farão diferença competitiva. Esta é uma mudança e tanto. De maneira geral, com uma TI com postura operacional, as empresas fazem seu plano estratégico e, então, escrevem o famoso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Agora, não é mais possível pensar em estratégias de negócio sem TI, pois uma se confundirá com a outra.

Apesar dos desafios, os CIOs estão muito bem posicionados para cumprirem este novo papel. TI é uma área que já consegue visualizar toda a empresa. Uma área de TI que implementou um ERP ou outros sistemas já teve contato com a maioria dos processos de negócio. É uma posição privilegiada, que não pode e nem deve ser desperdiçada.

Contudo, é importante que o CIO desenvolva novas capacitações e habilidades, indo além do conhecimento das tecnologias. O CIO não deve assumir mais o papel de CTO e gastar a maior parte de seu tempo com fornecedores em discussões técnicas. Deve estar engajado em debates com executivos de negócio, estratégias da empresa e ameaças e riscos que afetam seu setor de indústria. Deve ser fluente na linguagem do negócio e não em terabytes, siglas de servidores e versões de sistemas operacionais. Deve saber vender a tecnologia como meio de inovar os negócios, ou seja, habilidades de apresentação, evangelização e motivação são importantes. É uma mudança de mindset e vai exigir, para os CIOs com viés mais técnico, um esforço significativo.

Por sua vez, a empresa deve reconhecer o papel estratégico de TI em seu negócio e posicionar a função adequadamente. Uma TI subordinada a uma gerência financeira ou operacional vai se concentrar nos custos e, dificilmente, terá margem de manobra para influenciar e implantar inovações que afetarão toda a empresa. A função passa, automaticamente, a ter muito mais responsabilidade, pois agora é parte essencial da própria definição das estratégias do negócio. Deixa, então, de ser uma simples operadora de processos automatizados.

Assim, aquele PDI, que simbolizava uma área de TI sempre em stand by, à espera das definições estratégicas, passa a ser a estratégia do negócio. O rápido avanço tecnológico não permite descanso. A tecnologia de ponta de hoje estará comoditizada em pouco tempo e as janelas de oportunidade abrem e fecham com muita rapidez. Apenas as empresas que reconhecerem a TI no nível estratégico conseguirão se manter competitivas na sociedade digital. TI deixa de ser um setor, para ser a própria empresa. Ou pelo menos estará inserida dentro dela.

O que o Mobile Payment trará de novo no Brasil?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Toda tecnologia, em algum momento, foi alvo de dúvidas ou críticas. Essa é uma reação natural das pessoas ao novo, pois o desconhecido sempre traz um certo desconforto. Pense nas grandes invenções, como a eletricidade, a pólvora ou até mesmo a roda. Muitas pessoas olharam para estas novidades e sentenciaram “isso não terá futuro”. Mas o fato é que quem arriscou criar estas inovações mudou a história da humanidade.
Um exemplo de tecnologia que acredito que será considerado um marco tecnológico – como o início do uso da internet, por exemplo – é o sistema de pagamentos via celular. O mobile payment, também conhecido como m-payment, possibilita que o usuário não precise mais “andar” com dinheiro ou cartões, pois o aparelho celular assume suas funções. No último dia 4 de novembro, o Banco Central divulgou o marco regulatório dos meios eletrônicos de pagamento, que normatizará as transações financeiras por serviços móveis. As regras passarão a valer a partir de maio de 2014.
Muito tem se falado das possíveis consequências do m-payment para a economia e para os consumidores. Trata-se de um novo recurso tecnológico que pode facilitar, e muito, o cotidiano de compras de muitas pessoas e movimentar ainda mais a economia. A nova tecnologia enfrentará alguns desafios, mas o aumento do acesso às tecnologias móveis que temos hoje certamente será o grande primeiro passo.
Em 2013, a venda de smartphones superou a de celulares convencionais pela primeira vez no Brasil, segundo a consultoria IDC. Muitos já o utilizam como ferramenta de compras on-line, mas esse hábito deve ficar ainda mais em evidência nos próximos anos. O m-payment possivelmente irá substituir boa parte das compras realizadas com cartões de crédito. Quem não prefere ir até o mercado e pagar a conta apenas levando seu celular no bolso e deixando a carteira em casa? Além de ser mais fácil, também possibilita o acesso a fatura no mesmo instante da compra, permitindo um controle maior de suas finanças.
O que eu tenho visto com frequência nos debates sobre o tema são questionamentos referentes à segurança. As pessoas temem que seus dispositivos sejam roubados e que, com eles, o ladrão consiga “limpar” a sua conta bancária. Como já disse antes, é natural que as pessoas se sintam inseguras frente às novas tecnologias, mas existem formas de prevenir isso.
O mercado também está atento a essa mudança. Além da facilidade de vendas, deve haver a entrada de mais empresas no comércio. Micro e pequenos empreendedores, que muitas vezes trabalham apenas com cheques ou dinheiro, poderão oferecer para seus clientes mais esta facilidade para seus clientes. Além disso, devemos considerar que há um público em potencial que pode ser incluído, em longo prazo, nessas compras: as pessoas que não possuem conta em banco. Isso porque o pagamento através do m-payment não é necessariamente associado às instituições bancárias.
O mobile payment também aparece como uma alternativa para o Estado realizar pagamentos a beneficiários de programas governamentais. Precisamos lembrar que muitos brasileiros não têm conta em banco, mas muitas vezes possui celulares de mais de uma operadora. Isso facilita as transações financeiras, principalmente para as comunidades mais afastadas.
As previsões são otimistas. Estamos vivenciando uma significativa mudança nas nossas formas de pagamento. O tempo nos dirá como essas funcionalidades ajudarão realmente nosso cotidiano, mas é só olhar para nossa história para notar que a tecnologia tem potencial para nos surpreender e para fomentar uma sociedade ainda mais moderna. É esperar para conferir.
Por João Moretti, diretor geral da MobilePeople – empresa especializada em soluções móveis corporativas

Operadoras engatinham no mercado de computação em nuvem no Brasil

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As operadoras de telecomunicações do Brasil ampliaram sua oferta de serviços de computação em nuvem para clientes corporativos, mas apesar dos esforços, ainda engatinham para ganhar a confiança dos clientes num mercado dominado por gigantes internacionais de tecnologia e empresas especializadas em data centers.

A computação em nuvem (ou cloud computing, em inglês) é o uso de memória e poder de processamento de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet.

O uso dessa tecnologia tem se intensificado nos últimos anos, mas ainda se trata de um mercado pequeno no país, disse diretor da empresa de pesquisas IDC, Alexandre Campos Silva.

O mercado é atualmente dominado por gigantes como Microsoft, IBM, SAP e Oracle, e por empresas especializadas, como Alog, Locaweb e Totvs.

“Como para oferecer cloud é preciso links de Internet, providos pelas operadoras, elas vislumbraram oportunidade de entrar num mercado crescente em que podem obter receitas”, disse Silva.

A expectativa é que o cloud computing movimente 257 milhões de dólares no Brasil em 2013, podendo atingir 798 milhões de dólares em 2015, segundo o IDC.

Para os clientes corporativos, a vantagem da nuvem é o custo menor na comparação com um servidor físico, além de ser um serviço flexível, em que a companhia pode aumentar ou diminuir a capacidade de armazenamento e processamento de acordo com suas necessidades e a sazonalidade do negócio.

A Vivo entrou no segmento em abril de 2012 com foco em companhias de grande porte. A operadora não informou o número de clientes, mas disse ter mais de 3 mil servidores virtualizados, segundo o diretor do segmento de empresas da Telefonica/Vivo, Maurício Azevedo.

Dez competências essenciais para profissionais de TI

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O mercado de TI tem crescido muito e no mesmo ritmo estão crescendo as exigências para quem atua nesse ramo. Segundo Sandro Melo, professor e coordenador do curso de Redes de Computadores da BandTec, faculdade de TI ligada ao colégio Bandeirantes, os talentos dessa área precisam reinventar-se constantemente.

“Trata-se de uma área em que o surgimento das novas tecnologias exige uma atualização continuada”, destaca o professor. Ele também observa que as habilidades tradicionais já não são suficientes para atender a atual demanda,

Melo afirma que TI está numa fase de mudanças e requer novas competências. Portanto, é essencial que os cursos universitários acompanhem esse ritmo.

Para ajudar os jovens talentos a se preparem para o mercado de trabalho, Melo lista as dez principais competências que oferecem o mix de habilidades necessárias para suprir as novas exigências das empresas.

1. Cloud computing e virtualização

A computação em nuvem possui um modelo de infraestrutura de TI que provê recursos de modo mais fácil e econômico. Dessa forma, as empresas podem pensar em ter mais aplicações para aprimorar e alavancar negócios, o que, consequentemente, demanda que os profissionais de TI e os desenvolvedores de aplicativos tenham a habilidade de explorar os recursos da nuvem.

O primeiro passo para pensar em uma cloud é ter a capacidade de virtualizar. Todavia é possível ter um ambiente baseado em virtualização que não atenda todos os quesitos para ser classificado com uma infraestrutura de nuvem.

Por isso, cada vez mais, o mercado requer profissionais que conheçam virtualização e que saibam trabalhar com o modelo novo de data center, desenhado para este fim. Apesar de muita tecnologia estar sendo virtualizada, ainda “falta gente com competência apurada nesse segmento”, constata o professor da BandTech.

2. Programação e desenvolvimento de aplicativos

“Saber programar é sempre e será um grande diferencial em qualquer função de TI que o profissional deseja atuar”, afirma Melo. Esta habilidade é importante, não só para quem atua com programação, mas também em outras áreas, como, por exemplo, o profissional de rede e banco de dados, em que o conhecimento de programação passa ser um diferencial para prover automação e escalabilidade.

“As empresas querem funcionários que criem tecnologias com o objetivo de aprimorar processos por meio de programação e desenvolvimento de aplicações”, complementa.

3. Armazenamento de dados

Outra competência em alta é a de armazenamento de dados. “As pessoas falam de computação em nuvem e se esquecem que esses arquivos têm que estar armazenados em algum lugar”, explica Melo. Por isso, há uma demanda crescente de profissionais com capacidade de criar, registrar, armazenar e gerenciar grande quantidade de estoque de dados.

4. Business inteligence

As empresas já aprenderam que inteligência de dados é algo relevante. Apesar de ser uma competência consolidada, as crescentes demandas motivam um campo fértil para expansão e também especialistas com domínio em BI.

5. Big Data

É preciso tratar dados não estruturados e torná-los úteis. Isso demanda profissionais com conhecimentos arrojados, que tenham boa base educacional nas áreas exatas, como cientistas de dados. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar a montanha de informação gerada todos os dias, principalmente a produzida pelas redes sociais.

6. Mobilidade

Em um futuro próximo, as pessoas deixarão de comprar computadores e passarão a utilizar apenas itens móveis. E conforme há o crescimento deste recurso, as empresas passam a precisar, cada vez mais, de profissionais que estejam aptos a lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos.

7. IPv6

A “Internet das Coisas” vai gerar um outro conceito computacional, por isso é necessário existir estrutura que permita isso. No entanto, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países que pouco fizeram. Muito disso por conta da falta de profissionais capacitados em IPv6.

8. Segurança

Garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. Por isso, o mercado tem procurado profissionais que tenham a capacidade não só de construir modelos de segurança, mas também de testá-los, além de serem capaz de atuar quando o problema ocorrer.

9. Soft Skills

Além das competências técnicas listadas acima, cada vez mais as empresas têm reconhecido a importância dos fatores comportamentais no trabalho. Seja para o sucesso dos projetos e processos, ou ainda, para o próprio desenvolvimento profissional, competências globais em gestão têm tido o mesmo peso que os conhecimentos técnicos.

“O ideal é que um profissional tenha um bom equilíbrio entre os hard e os ‘soft skills”, comenta Melo. Para trabalhar essas competências com seus alunos, a BandTec oferece aos estudantes o Programa H, que integra formação humanista aos cursos de TI oferecidos pela instituição.

10. Inglês

Falar inglês na área de TI é essencial. Muitas das tecnologias são desenvolvidas nesse idioma, por isso, assim como uma boa formação, o idioma faz parte das competências necessárias do profissional que escolhe atuar em TI.

“É importante mostrar novos horizontes aos estudantes, preparando-os para o dia a dia das corporações e para diversos desafios da carreira e TI”, conclui Sandro Melo.

Para a Anatel, dificuldade de acesso à internet móvel é o principal problema das operadoras brasileiras

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A dificuldade de acesso à internet móvel ainda é o principal problema da telefonia móvel no Brasil. Segundo divulgado no relatório trimestral da Anatel, publicado nessa sexta-feira, a Claro foi a única operadora entre as quatro grandes a cumprir a meta de sucesso nas conexões à internet.
O levantamento mostrado hoje é o quarto feito pela agência, com informações sobre a qualidade do serviço prestado pelas operadoras. Os dados se referem ao período entre maio e julho deste ano, e avaliam quatro indicadores (taxa de sucesso nas conexões de internet, taxa de sucesso no acesso à rede de voz, queda de chamadas e queda nas conexões de internet).
A Anatel afirma que Claro, Oi, TIM e Vivo cumpriram as metas fixadas para os três últimos indicadores, mas a meta de 98% de sucesso nas conexões à internet foi descumprida por Oi, TIM e Vivo. Enquanto a Claro obteve variação entre 98 e 99% de sucesso em conexões, a Oi ficou entre 95 e 96%, enquanto TIM e Vivo obteve 96% de sucesso.
A Anatel acompanha os índices de qualidade dos serviços desde o ano passado, por conta do aumento no número de reclamações dos clientes. Em julho de 2012, a agência suspendeu as vendas de chips da Oi, Claro e TIM nos estados onde as empresas eram campeãs de queixas. As vendas só foram retomadas após as companhias se comprometerem a investir em melhorias em suas redes e em seus canais de atendimento.
O acompanhamento vai durar dois anos, e tem como meta verificar os problemas apresentados pelo setor de telecomunicações, e exigir uma solução das empresas para esses problemas.

Brasil: país que reúne condições para o sucesso da Distribuição de TI

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Brasil, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos. Sétima economia mais forte do mundo, sétimo maior mercado de Tecnologia da Informação (TI), mais de 195 milhões de habitantes, e quinto maior país em extensão territorial, representando cerca de 50% da América do Sul. Tudo isso em 26 estados, o Distrito Federal e mais de 5,5 mil municípios.

O Brasil, um gigante em potencial, e que reúne condições para o sucesso da distribuição de TI. Vamos aos pontos. Economia forte, o que significa que o poder aquisitivo do brasileiro cresce a cada dia. O governo pressiona o corte das taxas de juros, incentivando a tomada de crédito, e, consequentemente, maior giro de dinheiro na praça. Dessa forma, os investimentos em tecnologia, sejam corporativos ou pessoais, aquecem.

Outro ponto envolvendo economia é a ascensão das classes mais baixas. Produtos como computadores, monitores, impressoras, tablets e smartphones começam a ser massificados em regiões a que antes não chegavam.

Na questão territorial muitos falarão que é um desafio atuar em um país tão grande. Mas essa é uma imensa oportunidade. Desbravar os estados de Norte a Sul, Leste a Oeste, é essencial para alcançar os brasileiros. Distribuição de TI é levar o produto onde o grande varejo não está.

Cidades do Norte, Nordeste e até mesmo Centro-Oeste muitas vezes são esquecidas por estarem fora do eixo Sul-Sudeste, e na forte centralização Rio-São Paulo. É justamente nesses pontos onde se encontram as principais oportunidades, que são de alcançar a crescente população que ainda está longe dos gadgets tops de linha, e angariar novas vendas, novos clientes.

Esse é o imenso Brasil, um país tão grande por si só que reúne condições para o sucesso, seja do mercado de Distribuição de TI, seja da revenda, ou seja de qualquer outro setor.

*José Bublitz é diretor da ABRADISTI (Associação Brasileira de Distribuidores de TI)

WhatsApp salva fotos automaticamente no celular; saiba como impedir

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O aplicativo de bate-papo WhatsApp salva automaticamente no celular as fotos e vídeos que o usuário visualiza na tela – algo que pode causar constrangimentos e mal-entendidos. Mas de forma simples e rápida, que você confere abaixo, o programa permite configurar se deseja ou não baixar esses arquivos para o smartphone.

No iPhone, entre no aplicativo WhatsApp. No menu inferior, clique no ícone de “Opções”. Em seguida, procure e clique no item “Opções de Conversa”.

Na nova tela, vá à opção “Salvar Mídia Recebida”. Se ela estiver azul, quer dizer que todo o conteúdo enviado por amigos está sendo salvo em seu celular. Clique em cima da bolinha para desativar a opção. Pronto, o conteúdo deixará de ser salvo.

No Android, entre no WhatsApp. No menu superior, clique no ícone de três pontinhos e acesse “Configurações”. Em seguida, selecione “Configurações de conversa”.
Entre em “Download automático de mídia”.
Clique em “Quando utilizado rede de dados” e desmarque todas as opções. Dê Ok.
Clique em “Quando conectado ao Wi-Fi” e desmarque todas as opções. Dê Ok.

Microsoft expande criptografia e aumenta proteção de dados para combater espionagem governamental

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Microsoft acaba de anunciar uma série de medidas destinadas a combater o que a gigante caracteriza como uma “ameaça persistente avançada” de espionagem do governo dos EUA.
De acordo com a empresa, essas medidas irão “garantir que os governos usem processos legais, em vez de força bruta tecnológica, para acessar dados de consumidores”. Brad Smith, conselheiro geral da Microsoft, afirmou que a gigante tem as mesmas preocupações de seus próprios clientes sobre a vigilância do governo na internet e está planejando resolver a situação com uma melhoria de criptografia, proteção legal e transparência de seu código fonte.
Para lidar especificamente com as preocupações de clientes internacionais, a Microsoft vai expandir seu programa de segurança governamental, que permite a qualquer governo inspecionar o código fonte da empresa para que possam verificar se algo está sendo escondido por agências de espionagem dos EUA. Os chamados “Centros de Transparência” estarão disponíveis na Europa, Ásia e América do Sul.
A Microsoft afirmou também que irá criptografar os dados que se deslocam entre seus servidores e clientes. Os planos de criptografia serão finalizados totalmente até o final de 2014. A gigante de softwares também está trabalhando com alguns concorrentes para garantir que os dados que são trocados em seus serviços, como mensagens de email, sejam protegidos no futuro.
“Queremos garantir que questões importantes sobre o acesso do governo sejam decididos por tribunais em vez de ditados por poder tecnológico”, finalizou Smith.

Cinco cuidados para garantir a eficiência do data center

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

No passado, as companhias costumavam investir em data centers como pais que compram roupas para as crianças: buscavam ambientes grandes, para que continuassem servindo, mesmo depois de uma fase de crescimento. No entanto, as companhias que fizeram assim no passado acabaram desperdiçando muito dinheiro para manter uma infraestrutura desnecessária.

Hoje, as decisões sobre projetos para centros de processamento de dados são focadas em manter sempre a máxima eficiência no uso da infraestrutura, mas deixando as bases para o crescimento futuro. De acordo com o vice-presidente da IBM Steve Sams, essa nova visão já se traduz em uma tendência entre as organizações. “Como resultado, eles estão economizando cerca de 30% em custos operacionais, se considerado todo o tempo de vida do data center”, estima.

Há quatro anos, a IBM fez um estudo extenso sobre os projetos atuais de data center e chegou à conclusão que as três questões que orientaram a escolha por projetos (confiabilidade, tamanho e baixo custo) não eram suficientes. Assim, a fabricante, que constrói entre 200 e 300 data centres todos os anos, observou cinco outras tendências que direcionam a decisão sobre os investimentos nesse tipo de ambiente na atualidade.

1 – Custos de eletricidade superam custos de capital
O estudo da IBM revelou que o custo para manter um data center rodando supera rapidamente o custo original para projetar e levantar a estrutura. O levantamento estima que um ambiente considerado médio custará cinco vezes mais para se manter no ar em 20 anos do que o custo do projeto.

A lição: construa somente o que você precisa para economizar dinheiro em custos de capital. Segundo Sams, os data centers mais eficientes de mundo no quesito eficiência energética estão operando em 100% de sua capacidade. Ou seja: além de economizar com componentes, a empresa ganha em energia.

Tudo isso foi elaborado presumindo um aumento nos custos de energia de 10% ao ano, considerado conservador. Sam cita um cliente da área financeira da África do Sul que atingiu níveis muito maiores: 28% no ano passado e 33% no primeiro semestre de 2010.

2 – Arquitetura modular tem papel importante
O segredo para a construção de data centres que não sejam muito pequenos ou grandes é se enveredar pela abordagem modular.

Um exemplo é a empresa de serviços de transferência de arquivo YouSendIt, que criou um data center modularizado que cresce de acordo com a demanda de serviços da companhia. “É uma evolução constante”, diz o vice-presidente de operações da companhia, Gary Chevsky, que acrescenta: “Temos um esforço constante de nos manter dentro da modularidade e flexibilidade necessárias”.

A companhia, que presta serviços de intermediação de transferência de arquivos grandes entre usuários, investiu pesado na construção de uma arquitetura de storage que pode se adaptar rapidamente à base de usuários crescentes, proporcionando eficiência nos serviços. “Olhamos de forma constante para os custos”, diz Chevsky.

A tendência, segundo a IBM, é forte. Segundo Sams, de 60% a 70% dos data centers em construção hoje são modulares.

3 – Refrigeração é a chave

Há cinco anos, instalava-se 500 watts de servidores em cada rack. Hoje, esse número chega aos 20.000 watts. Com maior consumo de energia, o aquecimento em cada um deles é maior, o que faz da refrigeração um aspecto mais importante.

O tamanho do data center é o primeiro elemento a ser levado em conta no momento de determinar qual opção de refrigeração seria a melhor. “O que funciona bem para grandes data centers não é necessariamente bom para os pequenos”, diz Sam.

Nos pequenos, mais importante é colocar os dispositivos o mais perto possível dos racks. Nos grandes, piso elevado e resfriadores de perímetros são mais eficientes. Segundo Sams, a tecnologia também pode fazer toda a diferença no custo. Pelo estudo da IBM, os piores sistemas eram 2,5 vezes menos eficientes do que os melhores no aspecto de custos operacionais.

4 – Tudo é virtualizado
A virtualização traz uma série de benefícios para a tecnologia corporativa, desde flexibilidade até uso mais eficiente dos recursos. E os servidores não são os únicos componentes de um data center que podem ser virtualizados. Muitas companhias tentam construir o próprio storage e depois resolvem terceirizar. Antes de tomar essa decisão, a organização deve tentar a virtualização. Para a YouSendIt, a virtualização do storage foi um passo importante, até porque o recurso é parte do negócio da companhia. “A possibilidade de ajustar, monitorar e escalar é muito maior”, diz Chevsky.
5 – Data centers auto-diagnosticáveis
Com as necessidades em torno da virtualização, do monitoramento em tempo real e da redundância, os gerentes de TI estudam formas de automatizar o monitoramento e deixar o data center cada vez mais inteligente. O que os profissionais mais pedem é monitoramento em tempo real do calor gerado e eventos de discos que poderiam sinalizar uma falha iminente.

“A inteligência elaborada dentro de um data center será o aspecto do projeto que mais mudará ao longo do tempo”, avalia Sams. “Todo o mercado está em uma curva de inovação exatamente agora. Esperamos que muita coisa interessante aconteça nos próximos três a cinco anos”, acrescenta.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/07/09/cinco-cuidados-para-ter-garantir-a-eficiencia-do-data-center/

Disponível no Brasil, internet de fibra óptica promete até 200 Mbps

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A internet banda larga por cabos de fibra óptica é uma opção mais moderna ao serviço ”tradicional”, que utiliza fios telefônicos ou coaxiais (aqueles cabos brancos). Essa tecnologia promete levar internet mais rápida para os usuários, com até 200 Mbps (megabits por segundo), pois possui uma capacidade de transmissão de dados maior que os cabos “antigos”.
o usuário teria uma internet teoricamente bem mais rápida.

Por lei, os provedores de conexão de internet banda larga não podem oferecer velocidade inferior a 30% do valor contratado. A média mensal deve ser de, no mínimo, 70% desse valor. Na prática, isso significa que a conexão não necessariamente chegará aos 100 Mbps ou 200 Mbps, por exemplo, pagos pelo consumidor.

Diferenças
De acordo com o professor Rodrigo Filev, do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana), a fibra possibilita que as prestadoras ofereçam serviços de mais qualidade aos clientes. “Os fios de fibra óptica suportam conexões em gigabytes, impedindo que haja perda de sinal [o que ocorre no modelo antigo]”, afirmou.

João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de Engenharia da Computação do Instituto de Tecnologia Mauá, diz ainda que, nos cabos de cobre, a internet começa a perder força quando o sinal atinge 2 km de distância da central de emissão. Já na fibra óptica, as possibilidades são melhores. Ele reforça ainda que a queda no preço desses cabos foi responsável pela popularização da tecnologia.

Além da velocidade maior, uma rede de fibra óptica é mais estável do que uma tradicional, de acordo com os professores. Essa estabilidade aconteceria porque o material é imune a interferências eletromagnéticas – o chamado “ruído” na transmissão.

O ponto fraco deste produto é a fragilidade do material. Por ser feito de um composto parecido com vidro, o usuário precisa ter cuidado ao manuseá-lo, pois uma simples dobra pode quebrar o cabo. “Não há perigo de danos nos fios dentro das tubulações, porque eles estão protegidos. Mas nas mãos do usuário, dentro de casa, o material se quebra facilmente. Se houver algum dano, é preciso chamar um especialista para fazer o conserto. É bem mais complexo do que descascar um fio de cobre e emendar uma ponta”, completa Filev.