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Fabricantes de computador ainda tem mercado !

domingo, 7 de agosto de 2016

O Gartner estimou que o mercado mundial de computadores ainda tem várias oportunidades de lucros para fabricantes de PC, apesar de ter registrado uma de suas mais baixas taxas de crescimento no primeiro trimestre de 2016.

“Os computadores já não são a primeira ou única escolha dos usuários para acessar a Internet. Nos últimos cinco anos, as vendas globais de PCs tradicionais (desktop e notebooks) caíram de 343 milhões de unidades em 2012 para cerca de 232 milhões de unidades em 2016. Em termos de receita, o mercado global de computadores tinha em 2012 um contrato de US$ 219 bilhões. Para 2016, a expectativa é de US$ 122 bilhões”, afirma Meike Escherich, analista de Pesquisa do Gartner.

Muitos fabricantes intermediários de computadores estão enfrentando dificuldades. “Eles estão reduzindo severamente sua presença nacional e regional ou deixando o mercado de computadores por completo. A Acer, a Fujitsu, a Samsung, a Sony e a Toshiba perderam 10,5% de participação no mercado desde 2011. No primeiro trimestre de 2016, a Dell, HP Inc. e Lenovo ganharam participação, mas registram declínio ano a ano”, explica Escherich.

Os negócios regionais também estão mudando. O preço baixo do petróleo e as incertezas políticas levam a um agravamento da economia no Brasil e na Rússia, fazendo com que estes países deixem de ser impulsionadores de crescimento. Em termos de volume, os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Reino Unido e o Japão permanecem como os cinco primeiros do ranking, mas seus consumidores também diminuíram o número de computadores por domicílio.

“No entanto, os PCs ainda são capazes de atuar em áreas onde os smartphones e tablets não podem, com telas maiores, teclados ergonômicos, maior capacidade de armazenamento e processadores mais potentes. Com um mercado saturado e com a queda nos ASPs (do inglês “average selling price”ou preço médio de venda), os fabricantes de computadores devem focar na otimização da rentabilidade para sustentar o crescimento”, afirma Tracy Tsai, vice-presidente de Pesquisa do Gartner.

 Captação da crescente demanda por ultraportáteis premium

Apesar do declínio do mercado de computadores, o segmento ultraportátil premium é o único com a certeza de alcançar um crescimento de receita este ano. Estima-se que o mercado chegue a US$ 34,6 bilhões, um aumento de 16% em relação a 2015. Em 2019, o Gartner prevê que a indústria de modelos ultraportáteis premium se tornará a maior do mercado de PCs em termos de receita, com US$ 57,6 bilhões.

“O mercado ultraportátil premium também é o mais lucrativo em comparação com o de entrada, em que computadores custam até US$ 500 e têm uma margem bruta de 5%. Esse percentual pode alcançar até 25% para PCs ultraportáteis premium superiores a US$ 1.000”, explica Tracy.

O segmento continuará a crescer devido à demanda de substituição de computadores tradicionais e à experiência de toque que o mercado dois-em-um (tablets e híbridos) fornece. Há uma expectativa de queda lenta para o ASP do segmento de ultraportáteis premium podendo chegar a US$600 em longo prazo. Esta situação, junto com os inovadores produtos dois-em-um, irá motivar os usuários não somente a substituírem seus computadores, mas também a trocarem por um dispositivo com mais funcionalidade e flexibilidade.

Dessa forma, os fabricantes de PCs precisam ajustar seu portfólio de ultraportáteis premium em mercados como a América do Norte, Europa Ocidental, China, Ásia/Pacífico e Japão, onde o segmento continua a crescer.

 

Capitalizar na rentabilidade em longo prazo do mercado de computadores para jogos

Embora o mercado de computadores para jogos seja pequeno, com somente alguns milhões de unidades vendidas por ano, o ASP de um modelo desse tipo é significativamente maior do que o de um PC comum. Seu valor médio de venda varia de US$ 850 – opção de entrada de notebook para jogos – a US$ 1.500 para uma versão premium.

“Os modelos de ponta do segmento de computadores fabricados para jogos devem ser o foco dos fabricantes, pois, apesar da alta competitividade, apresentam maior rentabilidade em longo prazo”, afirma Tracy.

 

A Internet das Coisas está cheia de oportunidades

As empresas de PCs também precisam olhar para o mercado de Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e identificar as áreas que possuem maior potencial para lucro. Por exemplo, podem usar a IoT para melhorar os produtos e os serviços para o cliente.

“Os fabricantes podem detectar com sensores se a bateria está ficando muito quente ou se o HD está sendo sobrecarregado e enviar um alerta ao cliente para verificarem o computador antes que ele desligue. Isso pouparia custos de operação dos produtores e também ajudaria os usuários com um serviço melhor”, conclui Tracy.

 

Fonte: http://ipnews.com.br/oportunidades-de-lucro-para-fabricantes-

de-computadores-ainda-sao-boas-diz-gartner/

Vale do Silício ameaçado?

terça-feira, 26 de julho de 2016

O Vale do Silício ainda reina soberano como o principal polo mundial de inovação. O império criado no entorno de São Francisco (EUA), porém, começa a ficar um pouco ofuscado com a melhoria do ambiente empreendedor em outras regiões do mundo, especialmente em países da Ásia e da Europa.

Pelo menos esse é o cenário revelado por um estudo feito pela Capgemini e Altimeter. A análise tenta compreender como as empresas têm direcionado suas iniciativas de inovação e explorado ideias das startups que nascem nesses hubs.

O relatório “Digital Dynasties: The Rise of Innovation Empires Worldwide” identifica uma tendência de intensificação e de descentralização cada vez mais seus esforços de inovação em localidades espalhadas ao redor do mundo.

De acordo com o levantamento, 56 centros de inovação foram abertos e outros onze foram anunciados, em 20 países, entre julho de 2015 e fevereiro de 2016. O avanço mais considerável dessas iniciativas ocorre no Oriente.

Um destaque especial vai para a Índia, que parece ter virado o xodó do momento. O país é o destino de investimentos para criação de bases de inovação de companhias como Apple, Airbus e Visa.

Os novos centros de inovação que tomam lugar no mundo miram a criação de soluções de serviços financeiros (24% dos anúncios), seguido por eletrônicos e TI (21%) e manufatura (16%). Mais da metade das empresas (51%) estabelecem esses hubs em busca de parcerias com o ecossistema naquela região e seguido por desenvolvimento de novos produtos (28%).

A maioria dessas iniciativas (21%) busca inovações no campo de internet das coisas/cidades inteligentes. O segundo foco é tecnologias financeiras/fintechs (13%), seguido por biotecnologia e saúde digital (12%), cloud e software (12%), Big Data (10%), tecnologia para manufatura e robótica (10%) e cibersegurança (6%).

Ainda imbatível

No entanto, mesmo com o avanço de outros países, parece difícil competir com o charme do Vale do Silício, que mantém o topo da lista entre os polos globais de inovação.

Os outros nove hubs que aparecem no ranking são Londres (Inglaterra), Paris (França), Singapura (Singapura), Bangalore (Índia), Tóquio (Japão), Xangai (China), Berlin (Alemanha), Munique (Alemanha) e Boston (EUA).

 

Fonte: http://computerworld.com.br/vale-do-silicio-perde-peso-como-polo-global-de-inovacao

Será que os objetivos de Nessa Stein se concretizarão ?

sábado, 9 de julho de 2016

Quem já assistiu The Honourable Woman (série de televisão britânica) sabe que o maior desejo da protagonista, Nessa Stein, era  ligar Israel e Cisjordânia através de cabos de fibra ótica. O seriado muito aplaudido pela crítica por suas discussões de diplomacia, negócios e tecnologia não é ficção, pelo contrário, é tema do mais alto calibre.

 

Recentemente foi anunciado que  o Facebook e a Microsoft estaeleceram uma parceria para a implantação de um cabo submarino para cruzar o Oceano Atlântico.

Com pontos ligando a Virgínia do Norte, nos EUA, até Bilbao, na Esapnha, por exemplo, o MAREA vai se esticar por mais de 6.600km pelo oceano para uma capacidade de largura de banda de até 160 terabits por segundo.

A construção do empreendimento começa em agosto deste ano e tem previsão de ser finalizada em outubro de 2017. O projeto ficará a cargo da Telxius, companhia de infraestrutura da Telefónica.

Também é esperado que o cabo amplie os hubs de rede para locais como África, Oriente Médio e Ásia.

 

A ambiciosa proposta posicionará a globalização em outro patamar, indubitavelmente.

 

Fonte:

http://computerworld.com.br/microsoft-e-facebook-unem-forcas-para-construir-cabo-submarino-gigante

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Honourable_Woman