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Privacidade e Segurança são as chaves para a consolidação da Internet das Coisas

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

 

Apesar de Internet das Coisas (IoT) já ser uma realidade, antes que ela seja consolidada duas questões precisam ser amplamente debatidas: a privacidade e a segurança das pessoas. O alerta é de Desirée dos Santos, desenvolvedora de software da ThoughtWorks Brasil e especialista em robótica, que participou de um painel sobre o tema no 17º Fórum Internacional Software Livre (FISL), que termina neste sábado, 16, em Porto Alegre.

Segundo a especialista, o problema da privacidade é consequência do uso constante de um grande número de objetos e produtos conectados à internet. “Eles coletam dados importantes sobre você: o que faz, por onde anda, o que consome. Todos esses rastros são captados sem sua autorização, e você não tem noção de como isso está sendo utilizado”, explicou Desireé. Ela disse que a sociedade precisa debater o assunto para estabelecer limites a essa prática.

Sobre segurança, Desirée explicou que os produtos da IoT, por estarem conectados à internet, ficam sujeitos a ataques virtuais. “Se você instala um sistema para controlar as portas e janelas da sua casa, e alguém ataca esse sistema, quem vai se responsabilizar? O fornecedor, o governo?”

De acordo com a especialista, a disseminação do software livre pode ser uma solução para esse problema. “O código aberto permite que muito mais pessoas atuem juntas para consertar as brechas de segurança.”

Internet e a nova economia

O coordenador-geral da Associação Software Livre (ASL) e do FISL, Sady Jacques, também vislumbra nos programas de código aberto o futuro da IoT. “Não há nenhuma solução proprietária capaz de produzir, sozinha, internet das coisas em escala mundial. A interoperabilidade é fundamental, e só é alcançada ao limite quando utilizamos softwares livres.”

Com o avanço dos produtos conectados à rede, Jacques considera essencial que se discuta o espaço virtual, pois este é percebido cada vez mais como um grande negócio. “Os gigantes da tecnologia tendem a fazer da internet um espaço proprietário. Ela é uma plataforma que transaciona informação e, portanto, conhecimento”, ressaltou.

Para Jacques, os negócios na internet devem ser realizados em um modelo de colaboração e compartilhamento de informações. “Não se trata da ausência de negócios, mas sim da existência deles a partir de uma base de conhecimento aberta para todos. Consegue-se ter uma economia menos hierarquizada e mais capilarizada, que tende a atender melhor a sociedade como um todo”, afirmou.Com informações da Agência Brasil.

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/home/internet/15/07/2016/

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Crianças aprendem a navegar na internet antes de saber amarrar cadarço

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ver uma criança de com até dois anos de idade brincando com um celular tornou-se algo comum. A chamada geração Alpha, de crianças nascidas depois de 2010, é principalmente conhecida por interagir com a tecnologia desde o nascimento. Segundo uma pesquisa da AVG Technologies, 57% das crianças de até cinco anos sabem usar aplicativos em smartphones, mas somente 14% sabem amarrar os sapatos.

Por trás dessa intimidade com a tecnologia, existem riscos de segurança que muitos pais ignoram. Além do perigo da aproximação de estranhos com as crianças por meio da internet, malwares podem ser prejudiciais aos computadores e dispositivos móveis e permitem o roubo de dados pessoais dos usuários.
“Por mais que a criança saiba mexer no dispositivo, ela não consegue diferenciar o que é bom e o que é ruim. Se alguma página em que ela entrou pedir o número de telefone, ela não vai saber o porquê desse pedido”, exemplifica o especialista de segurança da Symantec Nelson Barbosa. Neste momento, os pais não podem deixar de saber o que a criança está fazendo. “Não existe um malware específico para atingir crianças, vai depender do comportamento dos pais. E muitos têm o hábito de emprestar seus tablets e smartphones para distrair os filhos sem monitorá-los”, diz o diretor da McAfee José Matias Neto.

A superexposição dos filhos em redes sociais também traz riscos de crimes virtuais, sequestro de dados e malwares. Muitos pais registram fotos de cada momento da criança, desde um ultrassom até detalhes do dia a dia, incluindo os lugares onde ela foi e a escola em que estuda. O compartilhamento nas redes sociais pode parecer natural e refletir a empolgação dos pais com os filhos, mas ser cauteloso é essencial para evitar problemas.

Confira dez dicas para proteger seus filhos na internet:
1. Antes de postar fotos do seu filho ou criar um perfil para ele nas redes sociais, considere a idade dele e pense se você está fazendo isso por você ou por ele. Seu filho vai entrar na vida digital de qualquer maneira, vale a pena antecipar?

2. Antes que a criança entre no mundo digital, converse com ela sobre os perigos, ensine-a sobre o que é seguro ou não compartilhar e reforce que ela não deve conversar ou marcar encontros com estranhos.

3. Vale também ensiná-las a não enviar nenhum dado pessoal por SMS ou e-mail sem ter certeza de quem é o destinatário.

4. Defina quanto tempo e em qual momento do dia é ideal para seu filho ficar conectado.

5. Bloqueie conteúdos impróprios relacionados a sexo, drogas, entre outros. Muitos programas possuem ferramentas para isso, como a SafeSearch, do Google.

6. Tenha um software de segurança em todos os seus dispositivos e mantenha-o atualizado. Na hora de escolher, opte por um que tenha funções de controle parental.

7. Além do computador, controle a navegação no smartphone e no tablet. Isso pode ser feito checando o histórico dos navegadores.

8. Monitore as conversas nos programas de mensagens instantâneas e certifique-se de que eles podem bloquear o seu número de telefone, endereço de e-mail ou qualquer outro dado pessoal.

9. Se mantida aberta, a conexão Wi-Fi pode ser uma porta de entrada para cibercriminosos. Crie senhas seguras para o Wi-Fi, sem utilizar palavras comuns, data de aniversário, número da casa, entre outras senhas previsíveis.

10. Fique atento quando a criança usa outros dispositivos, como Smart TVs e consoles de games, que se conectam à internet e possuem chats de bate-papo.

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