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Crianças aprendem a navegar na internet antes de saber amarrar cadarço

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ver uma criança de com até dois anos de idade brincando com um celular tornou-se algo comum. A chamada geração Alpha, de crianças nascidas depois de 2010, é principalmente conhecida por interagir com a tecnologia desde o nascimento. Segundo uma pesquisa da AVG Technologies, 57% das crianças de até cinco anos sabem usar aplicativos em smartphones, mas somente 14% sabem amarrar os sapatos.

Por trás dessa intimidade com a tecnologia, existem riscos de segurança que muitos pais ignoram. Além do perigo da aproximação de estranhos com as crianças por meio da internet, malwares podem ser prejudiciais aos computadores e dispositivos móveis e permitem o roubo de dados pessoais dos usuários.
“Por mais que a criança saiba mexer no dispositivo, ela não consegue diferenciar o que é bom e o que é ruim. Se alguma página em que ela entrou pedir o número de telefone, ela não vai saber o porquê desse pedido”, exemplifica o especialista de segurança da Symantec Nelson Barbosa. Neste momento, os pais não podem deixar de saber o que a criança está fazendo. “Não existe um malware específico para atingir crianças, vai depender do comportamento dos pais. E muitos têm o hábito de emprestar seus tablets e smartphones para distrair os filhos sem monitorá-los”, diz o diretor da McAfee José Matias Neto.

A superexposição dos filhos em redes sociais também traz riscos de crimes virtuais, sequestro de dados e malwares. Muitos pais registram fotos de cada momento da criança, desde um ultrassom até detalhes do dia a dia, incluindo os lugares onde ela foi e a escola em que estuda. O compartilhamento nas redes sociais pode parecer natural e refletir a empolgação dos pais com os filhos, mas ser cauteloso é essencial para evitar problemas.

Confira dez dicas para proteger seus filhos na internet:
1. Antes de postar fotos do seu filho ou criar um perfil para ele nas redes sociais, considere a idade dele e pense se você está fazendo isso por você ou por ele. Seu filho vai entrar na vida digital de qualquer maneira, vale a pena antecipar?

2. Antes que a criança entre no mundo digital, converse com ela sobre os perigos, ensine-a sobre o que é seguro ou não compartilhar e reforce que ela não deve conversar ou marcar encontros com estranhos.

3. Vale também ensiná-las a não enviar nenhum dado pessoal por SMS ou e-mail sem ter certeza de quem é o destinatário.

4. Defina quanto tempo e em qual momento do dia é ideal para seu filho ficar conectado.

5. Bloqueie conteúdos impróprios relacionados a sexo, drogas, entre outros. Muitos programas possuem ferramentas para isso, como a SafeSearch, do Google.

6. Tenha um software de segurança em todos os seus dispositivos e mantenha-o atualizado. Na hora de escolher, opte por um que tenha funções de controle parental.

7. Além do computador, controle a navegação no smartphone e no tablet. Isso pode ser feito checando o histórico dos navegadores.

8. Monitore as conversas nos programas de mensagens instantâneas e certifique-se de que eles podem bloquear o seu número de telefone, endereço de e-mail ou qualquer outro dado pessoal.

9. Se mantida aberta, a conexão Wi-Fi pode ser uma porta de entrada para cibercriminosos. Crie senhas seguras para o Wi-Fi, sem utilizar palavras comuns, data de aniversário, número da casa, entre outras senhas previsíveis.

10. Fique atento quando a criança usa outros dispositivos, como Smart TVs e consoles de games, que se conectam à internet e possuem chats de bate-papo.

Terra

Falha no Java deixa computadores abertos a ataques de hackers

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um novo vírus nos sistemas operacionais Linux, MAC OS e Windows, foi identificado nesta quinta-feira e deve chamar a atenção de seus usuários para possíveis invasões em seus computadores. Segundo os especialista da Kaspersky Lab, que identificaram o vírus, por meio de uma falha no Java os criminosos podem usar uma vulnerabilidade e transformar as máquinas em “zumbis”, usando remotamente para acessar e atacar outros sites e servidores online.

A falha CVE-2013-2465 permite ao hacker adicionar um malware que é copiado no diretório do usuário e executado no sistema operacional. Depois de instalado, o vírus aparece com o nome “jsuid.dat” e possibilita o acesso completo ao computador. Após instalado, o bot é controlado por meio do Irc e usa o framework PircBot para melhorar a comunicação.

Ataques com computadores em modo zumbi são utilizados para avançar contra grandes empresas e governos, como aqueles realizados ao site do Petrobras e da Receita Federal em junho de 2011, na técnica conhecida como ataque distribuído de negação (DDoS).

Após instalado, dificilmente os usuários sabem que sua máquina está sendo utilizada como zumbi, como afirma Fabio Assolini, analista sênior de malware da Kaspersky Labs no Brasil. “As pragas digitais feitas por cibercriminosos mais experientes são programadas para passar desapercebidas no computador infectado da vítima”, disse o executivo.

Para evitar problemas com o Java o especialista deixa como dica atualizar o Java e use bom anti-vírus, ou caso não o use, pode desinstalar o programa.

“Em 2012 registramos que 50% de todas tentativas de infecção feitas pela internet exploravam alguma falha do Java para infectar os internautas, isso se passa porque muita gente não o atualiza. Para usuários que não precisam do Java para nada recomendamos que o desinstale”, explica Assolini. “Basta que o usuário tenha um bom programa anti-vírus e mantenha o Java sempre atualizado”, completa.

Procurada pelo Terra, a Oracle não se posicionou sobre a falha no programa.