Arquivo de setembro de 2016

Dez aplicações possíveis de Internet das Coisas em PMEs

sábado, 3 de setembro de 2016

Possibilidades da IoT são infinitas e vão desde a gestão do ciclo de vida do produto até o uso em verticais específicas

 

Internet das Coisas (IoT) é a “revolução silenciosa…cuja hora finalmente chegou” de acordo com uma pesquisa recente da Unidade de Inteligência Economista (EIU), que mostra que 96% dos líderes de negócios esperam que seus negócios estejam usando Internet das Coisas, de uma forma ou de outra, em 2016.

Além disso, 60% dos 779 líderes de negócios globais que participaram da pesquisa concorda que empresas lentas na integração de Internet das Coisas ficarão para trás de seus competidores.

No entanto, tais iniciativas não são apenas para grandes corporações. A Internet das Coisas também oferece muitas oportunidades para as pequenas e médias. Na verdade, investir em aplicações e tecnologia ao invés de mais pessoas, as PMEs e startups podem ser igualmente – ou até mais – competitivas, mesmo continuando pequenas.

As possibilidades que surgem com a Internet das Coisas são infinitas, passando por todos os estágios do ciclo de vida do produto até ocasiões de uso em indústrias verticais específicas. Aqui estão 10 exemplos de como PMEs podem utilizar Internet das Coisas para manter uma vantagem competitiva:

  1. Design e Marketing de Produto –Sensores podem reportar exatamente onde, quando e como um produto é usado para ajudar em processos de design e marketing. O processo de coleta de dados em tempo real pode ter um custo menor, ser mais rápido e mais preciso que pesquisas com o consumidor e pesquisas de mercado.
  2. Manutenção de Produto –Informação sobre desgaste de componentes pode ajudar a cortar custos de manutenção e operação, além de identificar potenciais falhas de equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma máquina quebra durante uma impressão o dano financeiro é bem alto incluindo o custo do envio de técnicos para reparos emergenciais, assim como a perda de confiança do consumidor e possíveis penalidades por atraso na entrega. Ao sentir vibrações ou indicações de calor que possam indicar potenciais problemas nos equipamentos, os técnicos podem ser enviados proativamente para prevenir a falha no equipamento.
  3. Vendas de Produtos –Monitorando a condição e o uso de componentes conectados, PMEs podem prever quando consumidores precisarão de peças de substituição e garantir que tenham os produtos certos disponíveis no inventário. Vendas proativas de partes de reposição podem também prevenir perda de receita para outros vendedores.
  4. Engenharia de Produto –Monitorar condições das máquinas, configurações e uso pode resultar em ajustes que podem melhorar escolhas de materiais e de design.
  5. Logística –Sensores em grandes contêineres de entrega podem receber dados em tempo real sobre onde está um pacote, qual a frequência de manuseio e qual sua condição. Ao conectar esta informação com o sistema de gerenciamento do depósito, empresas podem aumentar sua eficiência, acelerar o tempo de entrega e melhorar o atendimento ao consumidor.
  6. Processos de Fabricação –Ao monitorar a condição, as definições e o uso do equipamento de produção, os problemas que impactem os níveis de saída podem ser identificados para ativar ações de correção e aumentar o tempo de funcionamento e a eficiência.
  7. Manutenção de Frota –Sensores podem ser usados para monitorar velocidade, quilômetros por litro, quilometragem, número de paradas e saúde do motor para frotas de serviço de campo. Ao monitorar a condição do veículo e problemas de uso, reparos podem ser agendados evitando interrupções inesperadas na logística, comportamentos que diminuam a eficiência do combustível podem ser identificados e dicas de condução customizadas podem ser distribuídas. Além de diminuir os custos do combustível, manutenção e condução mais eficientes podem diminuir emissões de CO² e aumentar a expectativa de vida dos veículos.
  8. Transporte –PMEs podem oferecer serviços baseados em aplicações de Internet das Coisas para promover a tendência de cidade inteligente. Por exemplo, Barcelona oferece parquímetros inteligentes que operam através de Wi-Fi na cidade toda, fornecendo aos moradores atualizações em tempo real sobre vagas disponíveis e permitindo que paguem com seu próprio telefone. Pontos de ônibus inteligentes exibem os horários de chegada de forma precisa e possibilitam que os passageiros recebam atualizações adicionais em tempo real através de painéis touch screen.
  9. Agricultura –Sensores podem ser usados para monitorar temperatura do ar, do solo, velocidade do vento, umidade, radiação solar, probabilidade de chuva, umidade das folhas e coloração das frutas. Agricultores podem melhorar seus rendimentos utilizando estes dados para ajustar fatores como horários e quantidades de irrigação e períodos de colheita.
  10. Medicina –Usando Internet das Coisas, os médicos e hospitais podem coletar e organizar dados vindos de dispositivos médicos conectados, incluindo wearables e monitores de saúde instalados nas casas. Ao coletar dados em tempo real, profissionais da medicina têm dados mais completos de seus pacientes, melhorando o atendimento através de diagnósticos e tratamentos mais eficazes.

Seja usando aplicações de Internet das Coisas para simplificar cadeias de produção, melhorar o conhecimento de seu cliente ou gerenciar consumo de energia, algo que todas as aplicações de Internet das Coisas têm em comum é a necessidade de se conectar.

Dados de sensores e dispositivos remotos precisam estar combinados com um ou mais sistemas back-end das PMEs incluindo seus CRMs, ERPs, gerenciamento de depósito, pagamento, atendimento ao cliente ou outras aplicações para ativar automaticamente notificações ou processos de negócios completos, ou para fornecer um painel abrangente de todas as informações importantes.

PMEs deveriam procurar uma plataforma de integração com recursos de computação em memória para fornecer processamento em tempo-real e à prova de erros da vasta quantidade de dados produzidos por sistemas de Internet das Coisas. Com todas as ferramentas para o sucesso disponíveis, não há época melhor do que está para começar.

*Stephan Romeder é managing director da Magic Software Europe.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/dez-aplicacoes-possiveis-do-conceito-de-internet-das-coisas-em-pmes

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/dez-aplicacoes-possiveis-do-conceito-de-internet-das-coisas-em-pmes

Projeto do Google é ambicioso na tecnologia em hardware

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Projeto do Google pode definir padrão para a tecnologia

A aposta do Google no design modular vai muito além da oferta de mais uma opção de smartphone num mercado já saturado. Segundo especialistas consultados pelo Estado, o gigante das buscas pode transformar o Ara em uma espécie de padrão para que outras fabricantes possam desenvolver seus próprios chassis e módulos de acordo com seus interesses. Procurado, o Google não comentou o projeto.

“A plataforma tem que ser aberta porque não é viável para o fabricante produzir todos os módulos sozinho”, diz Jó Ueyama, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP).

O Google não é o único que tenta criar uma plataforma de hardware aberta. A Lenovo, por exemplo, vai permitir que outros fabricantes desenvolvam módulos extras para o Moto Z, quando o produto estiver no mercado. Por enquanto, o smartphone tem somente três opções de módulos – um projetor, uma bateria extra e um alto-falante – desenvolvidos em parceria com outras empresas.

O esforço da empresa, porém, acontece apenas na direção de estimular que terceiros desenvolvam módulos para seu smartphone; a companhia não pretende tornar as configurações dos módulos compatíveis com aparelhos de terceiros.

“É improvável que uma fabricante defina um padrão. O mercado é muito competitivo e elas não querem cooperar entre si”, diz Eduardo Pellanda, professor de comunicação digital da PUC-RS. “Já o Google poderia propor um padrão de hardware que se comunicasse diretamente com o sistema operacional.”

A definição de uma plataforma padrão para dispositivos modulares é importante para que os módulos sejam fabricados em escala e para que diferentes fabricantes produzam módulos e aparelhos modulares compatíveis entre si.

Novo mercado. Assim como o surgimento das lojas de aplicativos levaram vários desenvolvedores a criar aplicações para dispositivos móveis, o mesmo pode ocorrer com a definição de um padrão para smartphones modulares. A diferença é que esse mercado estaria centrado no hardware, não no software.

Se o Projeto Ara se tornar um padrão, o Google pode tentar repetir o sucesso do sistema operacional Android, que hoje está presente em 80% dos smartphones em todo o mundo. Como a aposta é arriscada, o projeto também pode terminar engavetado como o óculos inteligente Google Glass. Mesmo após inaugurar a categoria de eletrônicos que podem ser “vestidos” pelos usuários, ele foi descontinuado em 2015.

Mesmo assim pode não ser o fim da linha para o conceito modular. Para o analista do Gartner, Tuong Nguyen, os smartphones não são os dispositivos mais adequados para isso. “Talvez a tecnologia fosse melhor aplicada em tablets e carros, pois seria mais fácil customizá-los para os usuários.”

 

 

Fonte: http://link.estadao.com.br/noticias/gadget,projeto-do-google-pode-definir-padrao-para-a-tecnologia,10000063462

Fusão bilionária entre DELL e EMC

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Empresa que nasce da integração se chamará Dell Technologies e terá um portfólio com servidores, PCs, storage, segurança e virtualização

Os acionistas da EMC aprovaram a fusão com a Dell. Em outubro de 2015, a fabricante de computadores anunciou que pretendia desembolsar US$ 67 bilhões pelo grupo de provedores de TI que abriga, além da própria EMC, a VMware, Pivotal, VirtuStream, RSA e VCE. Atualmente, o negócio estaria estimado em US$ 62 bilhões.

A empresa que nasce da integração se chamará Dell Technologies e terá um portfólio composto por servidores, PCs, unidades de storage, segurança, cloud e sistemas de virtualização. Com essa abordagem, irá competir contra players como HPE, Oracle, Citrix, Lenovo e muitas outras.

A fusão representa um momento histórico para a TI, pela dimensão da empresa que surge. Além disso, será um marco pessoal para Joe Tucci, CEO e chairman da EMC, que irá se aposentar. Nesse processo, a liderança da nova organização ficará nas mãos de Michael Dell.

Em maio, o novo líder forneceu alguns detalhes da empresa que emerge. Quando as operações forem combinadas, estaremos no centro da infraestrutura de TI”, comentou Dell, sinalizando que a companhia vai operar com o capital fechado e terá como pilares tecnologias em flash, cloud e equipamentos definidos por software.

 

Fonte: http://computerworld.com.br/acionistas-aprovam-fusao-bilionaria-entre-dell-e-emc