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Anatel se omite, e brasileiros podem ter sua franquia de banda larga ainda pior!

terça-feira, 12 de julho de 2016

 

Franquia de banda larga: Anatel descarta regular ou controlar provedores Internet

 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não vai regular ou controlar os modelos de negócio das empresas prestadoras de acesso à Internet, deixando-as livres para optar entre colocar ou não a franquia de dados, defendeu o presidente da agência, João Rezende, durante o 8º ISP, evento realizado pela Abrint nesta semana em São Paulo. Interferir nos modelos de negócio, alega Rezende, seria um desincentivo à expansão de rede.

O debate sobre franquia de dados ganhou força depois de a Vivo anunciar a intenção de incorporar a franquia na banda larga fixa. Na sua participação na Abrint, o secretário de inclusão digital e internet do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Maximiliano Martinhão, classificou a decisão da tele como uma ‘falha muito grande de comunicação’ que terminou por gerar uma polêmica desnecessária, uma vez que a medida está prevista na legislação.

Após a repercussão, a Anatel proibiu por 90 dias as operadoras de serviços de Internet em banda larga de restringir a velocidade, suspender serviços ou cobrar excedente caso seja ultrapassado limites da franquia. Para Rezende, qualquer alteração nos contratos deve seguir regras claras, mas o presidente da Anatel lembrou que nada impede a cobrança da franquia.

O maior empecilho, destacaram ambos os representantes do governo, é a falta de ferramentas para monitorar o consumo de dados, principalmente, por parte dos usuários. “Melhores mecanismos para detalhar o uso de dados têm de ser apresentados. Os usuários precisam de ferramentas para acompanhar o consumo de dados”, pontuou Rezende, para quem a maioria das empresas provedoras de banda larga fixa não tem hoje capacidade de adotar ferramentas para usuários acompanharem consumo de dados.

“A Internet deixou de ser lazer e passou a ser trabalho, educação, saúde. É normal que as pessoas reajam com a intensidade que foi”, destacou Maximiliano Martinhão. “É fundamental que o consumidor não seja prejudicado e abusos não serão aceitos no processo de estabelecer franquia, mas precisamos entender que o sistema tem de ser rentável”, ressaltou o secretário.

Martinhão disse ainda que o ministério realizou benchmarking para entender os modelos de negócios praticados em outros países. “Não vimos nenhum país que determine que só haja um determinado tipo de plano; existe liberdade e o usuário escolhe o seu em função da característica de consumo e renda escolhe o plano mais adequado”, completou.

 

 

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/

sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42534&sid=4

Kassab interessado em reestruturar conselho consultivo da Anatel

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O novo Ministro parece empenhado.  Na área de telecomunicações, diz que proposta parte de demanda de setores da sociedade atualmente não representados.

O novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, do governo do presidente interino Michel Temer pretende modificar o conselho consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ele discursou na tarde de hoje, 01, durante a abertura do 8º ISP – Encontro Nacional de Provedores, realizado pela Abrint, em São Paulo. Foi o primeiro evento solene em que ele participou como ministro da pasta.

“Devemos reestruturar o conselho consultivo da Anatel para aumentar a participação desse segmento [provedores] e de outros da sociedade não representados”, disse.  Ele não detalhou, porém, em que implicará a reestruturação.

“Vamos rediscutir a composição do conselho para que possamos readequá-lo para que todos tenham a oportunidade de participar. Talvez até em um sistema de rotatividade. É uma demanda não só desse setor, mas de outros”, afirmou. Ele não disse quais, no entanto.

Atualmente o Conselho Consultivo é formado por 12 integrantes. Os nomes são definidos por decreto da Presidência da República, em mandatos de três anos. São sempre dois representantes de Senado, Câmara, Poder Executivo, entidades de classe das operadoras, entidades dos usuários, e entidades representativas da sociedade. É papel do conselho, entre outras coisas, avaliar os relatórios anuais de trabalho da Anatel e opinar quanto a questões de regime público ou privado no setor de telecomunicações.

No momento, o Conselho Consultivo tem apenas metade das cadeiras ocupadas: pelo Poder Executivo, Alan Trajano tem mandato até fevereiro de 2018; pela Câmara dos Deputados, Cristiano Lopes, que fica até fevereiro de 2017; duas por entidades de usuários, ocupadas por Flávia Lefévre e Igo Salaru, até fevereiro de 2017 e 2018, respectivamente; por representante da sociedade, Marcio Patusco, até fevereiro de 2017; pelas operadoras, Carlos Duprat, que também tem mandato até fevereiro de 2017.

 

 

 

Fonte: http://www.telesintese.com.br/kassab-quer-reestruturar-conselho-consultivo-da-anatel/

Será que unir em apenas um Ministério os setores de comunicações, ciência e inovação é uma boa idéia?

domingo, 10 de julho de 2016

Para o Ministro Kassab, parece que sim, pois a sinergia entre comunicações, ciência e inovação permite a reorganização das pastas.

 

 

O ministro Gilberto Kassab defendeu na terça-feira (31) a fusão entre os ministérios que resultou na pasta da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Em almoço oferecido pelo Conselho Superior da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), ele afirmou que existe o consenso de que o governo reorganizou a estrutura ministerial.

“Existe muita sinergia e vinculação entre as comunicações, a ciência, a inovação e a pesquisa. Serão cinco secretarias diretamente ligadas ao ministro, que terá mais força perante à sociedade, e o legitimará a conseguir avançar mais em todos os setores desse novo ministério”, disse Kassab.

Segundo o ministro, os desafios são “inúmeros” em virtude dos avanços e conquistas dos últimos anos. “O que temos em relação à radiodifusão e à tecnologia comparado ao que tínhamos há 30 anos são melhorias notáveis. Vou ter uma relação com o setor harmônica e companheira, para que possamos solucionar problemas e trazer progressos para o Brasil.”

Kassab apontou ainda uma “convergência” entre a visão dos radiodifusores e a do MCTIC. “Vamos desburocratizar, trazer mais tecnologia, avançar na internet, na transferência do analógico para o digital e proporcionar segurança aos investidores, senão o setor não progride. Vamos avançar rápido”, assegurou.

Durante o evento, o presidente da Abert, Daniel Slavieiro, declarou apoio à transferência de competências e o fortalecimento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para Slavieiro, o ministério precisa de mudanças estruturais. “O radiodifusor tem convido com processos morosos que são meramente burocráticos, cartoriais, por conta de falta de estrutura, falta de investimento em sistemas”, afirmou.

Sobre o setor de rádio, Slavieiro reconheceu a migração da faixa AM para FM como a questão mais significativa nas últimas décadas, mas defendeu a revisão dos valores das multas, notificações e processos de aumento de potência. Sobre TV, pediu uma diretriz firme do ministério para que o cronograma de desligamento do sinal analógico seja cumprido.

Participaram do almoço representantes das câmaras de rádio e televisão da Abert e de associações estaduais, além dos futuros secretários do MCTIC Vanda Bonna Nogueira (Radiodifusão), Maxmiliano Martinhão (de Inclusão e Internet) e André Borges (Telecomunicações).

 

 

Fonte: http://computerworld.com.br/gilberto-kassab-defende-fusao-dos-ministerios